Fórum Sindical dos Trabalhadores repudia PEC da reforma da Previdência

• 14/3/2019 - quinta-feira

Dirigentes das Confederações que compõem o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) se reuniram quarta (13), para debater as ações de resistência à Medida Provisória 873, que ataca brutalmente o custeio das entidades sindicais, além da proposta de reforma da Previdência.

O encontro ocorreu na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC), em Brasília.


Dirigentes debatem MP do custeio e reforma da Previdência

Com presença expressiva, a plenária desencadeou um movimento de contraofensiva às medidas do governo Bolsonaro contra a organização sindical. Para os dirigentes, o governo precisa reconhecer as o movimento sindical como pilar de sustentação da democracia.

“Vamos ocupar mais espaços, mostrar a nossa importância e ampliar nosso campo de trabalho. Não vamos aceitar que se governe por medidas provisórias”, afirma o coordenador do FST, Oswaldo Augusto de Barros.

Os sindicalistas afirmaram que os ataques nada mais são do que uma tática do governo para enfraquecer o movimento e favorecer os mais poderosos. “Os ataques são duros, mas nós vamos ao combate. O momento é de união, agora não tem cor de bandeira, precisamos nos apoiar e reagir ao que está se fazendo com o País”, ressalta Oswaldo.

Dentre as ações de enfrentamento, na próxima semana será realizado corpo a corpo com parlamentares no Congresso em prol da devolução da MP 873, por não preenchimento dos requisitos constitucionais pertinentes. Quanto à proposta de reforma da Previdência, o Fórum vai intensificar a denúncia dos aspectos prejudiciais da PEC 6/2019 para os trabalhadores.


Confederações ligadas ao FST definem ações de resistência aos ataques do governo

CNTA - Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins, destaca que o momento é delicado para o sindicalismo e que as Confederações terão de agir com inteligência.

"No caso da MP 873, temos que pressionar os parlamentares. Ela deve ser devolvida ao Executivo. Para o Fórum, essa é uma medida totalmente inconstitucional", avalia.

O dirigente também destacou as ações contra a PEC 6/2019. "A CNTA deliberou na terça (12), durante a nossa Assembleia Nacional, participar nos atos do dia 22 de março. Além disso, apoiamos a Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social, que será lançada no próximo dia 20, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados", afirma Artur.

Mais informações: www.fstsindical.org.br
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