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A droga disseminada, estou convencido disso há muito tempo, é uma forma de controle social. Drogado só faz mal a si próprio. São os moralistas que se preocupam com essas coisas, não os senhores da produção. (Folha de S. Paulo, 15/6/85) Liberando a droga, a) acabaria o charme de fruto proibido; b) acabaria, o que é mais importante, o conluio máfia-polícia, que é responsável pela qualidade letal de tanta droga falsificada, e baixariam os preços da mercadoria. O governo dos EUA, por exemplo, taxando a droga, acabaria com o déficit interno facilmente, baixando os juros, o que seria bom negócio para o Brasil, entre outros. Droga é vocação, necessidade temperamental. E há tantas à venda, legalmente, de álcool a pílulas, que é ridículo proibir as outras. Olhe, há gente que se destrói com drogas, mas tanto faz que sejam legais ou ilegais. Há gente que toma drogas uma vez ou outra, sem qualquer efeito maior. E há quem não goste. (Folha de S. Paulo, 2/8/86) Tomei todas as drogas, nunca me viciei em nenhuma e todas me deram o maior barato. Nunca senti vontade de atrelar minha vida a uma substância, por uma falsa euforia. (Folha de S. Paulo, 13/8/89) Paulo Francis (1930-97) foi jornalista,
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