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Debate pró-legalização Textos fazem o debate civilizado e expõem as contradições da sociedade e dos governos. Desde que o homem é homem, ele usa droga. Em funções religiosas, espreitando caças, pois aumenta a concentração, na preparação das guerras, em rituais de iniciação, a droga rola. Me lembro de um índio, na série Xingu, na TV Manchete, contando como havia mergulhado na terra, passado entre as raízes e perseguindo um animal. Isso, evidentemente, após tomar chá de algum cipó alucinógeno. Freud cheirava cocaína, Baudelaire tomava ópio, Artaud consumia peiote e Van Gogh, segundo consta, comia pão integral embolorado para se drogar com os fungos. Nenhum deles – nem o índio – roubou ou matou. Quando faz mal a um povo, o problema está no povo e não na droga, uma vez que ela apenas potencializa as latências. Sociedades doentes, drogas violentas! Um dos melhores textos sobre drogas é de Pier Paolo Pasolini, “Drogas e Cultura”. Nele, o grande pensador moderno argumenta que o homem urbano moderno se droga por medo da “perda da própria presença”. E que este é um sentimento primitivo. Aqui em São Paulo, já sofremos seguidos ataques criminosos do PCC. O que movimenta essa gente? A droga. A droga ilegal. A droga que mata desde a hora da produção até o momento do consumo. A droga que corrompe a criança e o aparato policial. A droga que alimenta a imprensa marrom e dá discurso ao político fascista. A droga que enche presídios, mobiliza o Estado, lota a Febem e torna mais cara – e perigosa – a vida de todos nós. Só tem um jeito: ser inteligente e legalizar, vender na farmácia, cobrar imposto, fiscalizar a qualidade e recuperar os alcoólatras, aliás, os dependentes químicos. A hora da verdade chegou! Segue textos que discutem o assunto: Drogas: Por que proibi-las?
Pra que discriminá-las? |
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