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Livreto produzido pela Agência Sindical
13 de maio de 2011

Ambientalismo suspeito

*Por João Franzin.................................................................................................................

Eu nunca acreditei em Papai Noel. Mas lá pelo final dos anos 1970, começo dos 1980, cheguei a ver na luta ambientalista uma forma avançada de se fazer política.

Depois, vendo, no micro e no macro, os agentes da luta ambiental no Brasil e no mundo, e a explosão de ONGs milionárias, fui mudando de ideia.

Por isso, sem conhecer o texto na íntegra, mas conhecendo a qualidade política de Aldo Rebelo, minha tendência natural é apoiar seu projeto do Novo Código Florestal.

Minha tendência pró-Aldo ficou ainda mais fortalecida quando vi Marina Silva, com aquela cara de santa do pau oco, aparecer na TV fazendo coro aos ambientalistas. Na política há que se respeitar todos os posicionamentos
(à direita e à esquerda). Mas há um tipo de político intragável: é o político oportunista.

No movimento sindical, onde atuo, tenho procurado estimular os dirigentes a incluir a defesa da natureza entre suas bandeiras, começando pelo óbvio, que
é o equilíbrio ambiental no local de trabalho, propiciando saúde e segurança ao trabalhador.

Como é inviável empunhar várias bandeiras ao mesmo tempo, tenho proposto que o movimento sindical - como John Lennon ensinou – pense no global e atue no local. Ou seja, defenda a natureza cobrando dos governantes ações efetivas de saneamento básico (limpeza de córregos, preservação de mananciais e tratamento de esgotos).

Não vejo nenhum ambientalista midiático defender isso, até porque significaria mexer com cachorro grande, ou seja, disputar o controle do orçamento público
e das prioridades do Estado. Isso, em síntese, é luta de classes. Que classes?
A classe trabalhadora, que gera a riqueza, disputando o destino dessa própria riqueza.

Eu acredito no pastor Valdevino, acredito nos que defendem o casamento gay, acredito no Felipão, mas desses ambientalistas aí – e suas ONGs milionárias – eu quero distância.

Atenção: estou relendo o livro “Máfia Verde – O ambientalismo a serviço do governo mundial”. Lá na página 154 sou relembrado de uma frase do príncipe Charles, quando Collor visitava a Inglaterra: “A Amazônia é um pavoroso modelo de genocídio coletivo”. Justo ele, herdeiro do império decrépito que tantos estragos fez mundo afora...

João Franzin é jornalista
e assessor sindical