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Livreto produzido pela Agência Sindical
9 de maio de 2011

Começa a rolar a bola sindical

*Por João Guilherme Vargas Netto................................................................................

No próximo dia 16 de maio a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) vai realizar no Sindicato dos Engenheiros em São Paulo o seminário sobre a Copa do Mundo de 2014 e o desenvolvimento do Brasil.

Que eu saiba é a primeira iniciativa do movimento sindical para discutir o tema que, pouco a pouco, começa a preocupar a sociedade e a pautar a mídia, ultrapassando os limites dos diretamente interessados.

A iniciativa da FNE inscreve-se em seu projeto Cresce Brasil, que se desenvolve desde 2005 e já se materializou em quase uma centena de eventos em todo o Brasil, agregando mais de 10 mil participantes.

A preocupação sobre a Copa 2014 é a mesma do Cresce Brasil: necessidade e oportunidade do crescimento continuado da economia e dos ganhos sociais decorrentes disto – distribuição de renda, emprego e qualificação profissional, formação de engenheiros, melhorias na infraestrutura e eliminação de gargalos
e avanço da engenharia nacional.

Os engenheiros concebem a oportunidade de enfrentar e resolver os problemas colocados pela realização da Copa 2014 como os grandes desafios que podem sintetizar o esforço atual pelo crescimento econômico e seus corolários positivos. Reafirmam a confiança de que seremos capazes de resolver os problemas desde que conheçamos seus verdadeiros fundamentos, não nos percamos em politicagem estéril e apliquemos soluções que respeitem as orientações da Engenharia.

O seminário contará com a participação, além de dirigentes sindicais e especialistas, das três esferas do governo (Federal, Estadual e Municipal) e
da iniciativa privada, pretendendo ser o primeiro de uma série em cidades-sedes da Copa 2014.

O objetivo prioritário do evento será o de combater o “complexo de vira-lata”
que começa a aparecer aqui e alí e ainda envergonhadamente procura instilar
a ideia de que não seremos capazes de resolver os problemas, se o fizermos o faremos com improvisação, desperdício e corrupção e, em todo caso, “nada sobrará” para a economia e a população passada a Copa.

Os engenheiros procuram recuperar a lembrança das grandes lutas políticas
e sociais do fim da década de 1940, para garantir a Copa de 50 no Brasil e construir o estádio do Maracanã. Não se esquecem do papel deletério da direita brasileira e de seu arauto Carlos Lacerda que fizeram de tudo para impedir o evento e criar obstáculos à construção.

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores