*Por João Franzin.................................................................................................................
Não esqueço o dia em que as torres gêmeas foram atacadas. Naquela manhã, eu fazia uma primeira visita a uma entidade de classe que depois viria a ser cliente da Agência.
Na reunião, com diretoria e jurídico, o tom foi de indignação e veemente protesto contra o ataque, que matou uma grande quantidade de civis.
De volta, tomando café no bar do Zé, aqui na esquina, outra recepção – os balconistas, de certa forma, comemoravam, alegando: agora, os americanos estão sentido na pele o que é ser atacado.
Terrorismo, na verdade, além de ser insustentável do ponto de vista moral, é ineficiente enquanto arma política, porque a boa política é a que agrega.
O tempo passou. Soubemos, depois, que as famílias Bin Laden e Bush tiveram negócios petrolíferos em comum. Soube-se, depois, que o próprio Bin Laden fora treinado pela CIA, atuando pró-Estados Unidos na guerra do Afeganistão.
Agora, com a suposta liquidação do inimigo número 1 (outro será criado), vejo Barack Obama exultante. Seu prestígio sobe. Sua reeleição – sob as bênçãos do complexo bélico-militar – está garantida.
Torquato Neto, lá atrás, recomendava: “Mais importante que derrubar o príncipe é derrotar o princípio”. Obama, alma branquíssima, é o doce príncipe cumpridor de ordens. O princípio segue intacto.
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João Franzin é jornalista
e assessor sindical |
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