*Por Vilson Antonio Romero.........................................................................................
A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com sede em Paris, apresenta em seu sítio na Internet (www.rsf.org) o Barômetro da Liberdade de Imprensa, que no transcurso deste Dia Internacional da Liberdade de Imprensa (celebrado em 3 de maio), já registra, em 2011, a morte de 18 jornalistas e dois colaboradores em todo o mundo. Acrescenta a ONG que 151 profissionais e nove colaboradores permanecem detidos em prisões espalhadas pelos cinco continentes.
Já a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) realça a importância de “defender e promover uma imprensa livre e independente em todo o mundo”, tendo como marco de comemoração e referência na sua luta o 3 de maio (World Press Freedom Day).
Inúmeras outras iniciativas se multiplicam em todos os cantos do planeta através de entidades representativas e organizações civis, sempre tendo como foco os preceitos inseridos no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Não custa refrescar a memória! O artigo 19 reza: “Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.”
As condições de trabalho dos profissionais da mídia têm piorado em muitas regiões, em especial nas zonas de conflito por guerra ou ações criminosas intensivas como Afeganistão, Paquistão, Somália e México.
No que tange à América, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) emitiu recente comunicado em que afirma que “a liberdade de expressão está em processo de deterioração em quase todo o continente americano”. No texto, o crime organizado ganha destaque negativo, pois o trabalho de denúncia e investigação de suas ações já resultou na morte de cinco jornalistas nos últimos seis meses – três no México, um no Paraguai e um em Honduras. Outros fatores que complicam a atuação livre dos mercadores da informação são as demandas judiciais e a legislação restritiva. A SIP lembra também a pressão governamental através da distribuição arbitrária de publicidade oficial e o emprego de organismos oficiais para frear a crítica jornalística.
O trabalho incessante na busca de uma imprensa livre deve seguir movendo organizações não-governamentais, sejam Sindicatos ou associações de trabalhadores e empresas de mídia ou representações da sociedade civil. Quem padece com os obstáculos ao livre exercício do trabalho do jornalista são a democracia e o Estado democrático de Direito. Isto tem que ser combatido. De todas as formas. Sempre! |
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Vilson Antonio Romero é jornalista e diretor da Fundação Anfip de Estudos da Seguridade Social. vilsonromero@yahoo.com.br |
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