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Livreto produzido pela Agência Sindical
25 de abril de 2011


*Por João Franzin.................................................................................................................

Em recente visita aos operários de Jirau (Pará), o sindicalista metalúrgico paulista Miguel Torres observou que a grande massa trabalhadora usava, e muito, o celular. Segundo seu relato, os trabalhadores fotografavam e filmavam a assembleia e se mantinham informados sobre o movimento em outros canteiros, também pelo celular,
por meio de torpedos.
 
Ao descer da reunião no 13º andar da sede do Sindicato – e comentando com meu colega Robson Gazzola que nem nós jornalistas sabemos utilizar completamente o aparelho – a ascensorista nos deu uma lição. Ao examinar, rapidamente, meu celular, ela disse:

- Esse aí tem muitos recursos. Até livro você pode ler pelo seu celular.
 
O povo brasileiro (o povão mesmo e, especialmente, a molecada) aprendeu depressa a usar os recursos desse novo tipo de telefone. Isso me faz lembrar antiga observação da sindicalista têxtil Hermine Demer (de Americana) a respeito da inteligência do povo brasileiro:

- Se não fosse inteligente, não saberia jogar no bicho e fazer todas as combinações complicadas do jogo!
 
O fato é que todos nós podemos e devemos saber utilizar melhor o celular, principalmente no meio sindical. O aparelho já permite fotografar, filmar, conectar-se com a internet, enviar torpedos e outras atividades (até falar!) ligadas à comunicação. Esses recursos todos, ligados a blogs, sites, boletins eletrônicos e a outros meios podem potencializar, concretamente, a comunicação aliada dos trabalhadores.
 
Como eu sempre procuro extrair lições desses fatos (“ir do abstrato para o concreto”, já nos ensinaram lá atrás), estou sugerindo que cada direção sindical dê um pequeno curso a seus diretores e ativistas sobre como utilizar, a nosso favor, os plenos recursos desse novo companheiro de todas as horas que é o celular.
 
Se cada Sindicato, em média, tiver dez diretores e dez assessores/ativistas, teremos, então, 20 pessoas por entidade. Se o ensino do uso do celular acontecer em mil entidades, teremos, então, 20 mil ferramentas muito mais ativas sendo utilizadas de forma produtiva, ágil e inteligente, a nosso favor.
 
Não é pouco!

João Franzin é jornalista
e assessor sindical