*Por João Franzin.................................................................................................................
Se depender da imprensa brasileira, a primeira vítima das guerras será sempre a verdade. A verdade foi ignorada na cobertura dos movimentos populares do Oriente Médio e está sendo ultrajada, agora, na invasão da Líbia.
Ninguém precisa ser especialista em política internacional para enxergar que a situação na Líbia é de escancarada partilha entre as potências, com os Estados Unidos (com a sapa da ONU) empurrando o rico pacote líbio para seus aliados europeus, salvando a pele do velho mundo e dando um “help” precioso a governos que caem de podre na França, na Itália e Inglaterra.
O que a Líbia tem? Primeiro, tem petróleo. Segundo, suas fontes estão próximas aos mercados consumidores europeus, não precisando sequer de oleodutos caros – o transporte, rápido, pode ser por barcos. Terceiro, as areias líbias têm urânio – e isso já diz tudo.
E por que é invasão?. Ora, pois, porque as forças estrangeiras já ocuparam o litoral (só a França deslocou oito submarinos atômicos) e o ar. Atenção: pelo que já foi publicado, há 120 (eu disse 120!) caças estrangeiros bombardeando por lá, especialmente alvos onde possa estar alojado Kadaffi.
Como ocupar por terra (por enquanto) seria demasiado escandaloso e arriscado, as potências estrangeiras estão armando os insurgentes (infantaria e artilharia), coisa que não se viu sequer na longa guerra civil de Angola. Mas, atenção: assessores militares dos Estados Unidos e Inglaterra já apearam na Líbia para dar suporte, armas e orientações aos insurgentes.
Pergunta à impoluta mídia tupiniquim: se isso não for invasão, partilha e pilhagem, então que nome tem?
Mais informações - Jornal Brasil de Fato, página 10 inteira, matéria do jornalista Achille Lollo, da TV italiana. |
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João Franzin é jornalista
e assessor sindical |
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