*Por Direção Nacional da CGTB ....................................................................................
A resolução aprovada dia 17 de março pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, tutelado pelos EUA e seus aliados, objetiva impedir que o governo e o povo da Líbia se defendam da agressão de forças mercenárias financiadas do exterior.
Assim como inventaram “armas de destruição em massa” no Iraque para invadir e roubar petróleo, os EUA, através da mídia financiada pelos cartéis bélico-petroleiros, produzem agora calúnias contra a Líbia para justificar seu novo ataque.
As mentiras usadas para colocar a opinião pública contra a Líbia vêm sendo desmascaradas uma após outra:
1) O Exército da Rússia que monitora os acontecimentos na Líbia via satélite afirma que os bombardeios aéreos alegados contra cidades como Benghazi e Trípoli nunca ocorreram.
2) Não houve movimento popular como na Tunísia, Egito, Arábia Saudita ou no Bahrein. A “insurgência armada” em Benghazi só existiu com apoio das potências estrangeiras a grupos de opositores mercenários;
3) A “Frente Nacional de Salvação da Líbia”, que dirige um exército mercenário na fronteira com o Egito, é financiada pela CIA desde 1981; com escritório em Washington;
4) O povo líbio não vive desamparado e na miséria, nem sofre repressão como na Tunísia, no Egito ou na Arábia Saudita. Ao contrário, tem o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano da África, a saúde e a educação são gratuitas; moradia, alimentos e combustíveis estão disponíveis para todos; a taxa de alfabetização é superior a 90%, contra os 9% antes de Kadafi; e as mulheres que viviam no obscurantismo, passaram a estudar e a ocupar postos de trabalho que lhes eram negados.
5) O avião derrubado em Bengazi dia 19, divulgado repetidamente como prova de que Kadafi teria furado a decisão do CS de exclusão aérea, e usado pelos EUA como álibi para bombardear Trípoli, foi reconhecido pelos "rebeldes" como seu, informa o insuspeito 'The Guardian'.
O objetivo da resolução do Conselho de Segurança é a invasão militar e assim privatizar a Companhia Nacional de Petróleo da Líbia, passando seu controle para as grandes corporações.
Nunca foram os direitos humanos e a democracia que moveram Estados Unidos e Otan. Quando Israel bombardeia 1.400 palestinos nos territórios ocupados, entre eles crianças e idosos, ou quando a Arábia Saudita invade o Bahrein para abafar as manifestações populares, os EUA apóiam e justificam.
O motivo uma vez mais é o petróleo:
A Líbia é a maior reserva comprovada de petróleo da África (44.000 milhões de barris) e é um dos 10 países mais ricos em petróleo do mundo. Detém ainda grandes depósitos de gás natural, com estrutura para canalizá-lo para os mercados europeus.
Neste momento de agressão imperialista, devemos todos fechar fileiras com a Líbia e repudiar a guerra por petróleo.
Devemos rechaçar o Conselho de Segurança e exigir a saída de todas as forças imperialistas da Líbia.
Em defesa da soberania, da paz e da determinação dos povos!
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Direção nacional
da CGTB
www.cgtb.org.br |
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