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Livreto produzido pela Agência Sindical
24 de janeiro de 2012

Números brasileiros: bom prestar atenção!

*Por João Franzin.................................................................................................................

A recente pesquisa Datafolha, publicada domingo (22), mostra índice inédito de aprovação a um Presidente da República ao final de seu primeiro ano de mandato. Dilma soma 59% de bom e ótimo, enquanto convive com inexpressivos 6% de ruim ou péssimo.

Números e índices internos da pesquisa revelam confiança da população na Presidente e simpatia por sua postura, tida como firme, séria e intolerante com desmandos. A enquete mostra aumento de aprovação em todos os estratos sociais, bem como nos níveis de escolaridade.

É bom, eu diria, fundamental, para o Brasil ter uma presidente forte num momento de crise internacional e incertezas na política mundial.

O Estadão de domingo, também em manchete, traz um dado impressionante: hoje, pela primeira vez, a classe “E”, base da pirâmide social, representa apenas 1% dos 49 milhões de domicílios brasileiros. Em 1998, a classe “E” representava 13% dos domicílios, segundo o IBGE.

Trata-se de uma extraordinária mobilidade social, para cima, e o jornal capta essa mudança, ao indicar que o País tirou 10 milhões da miséria.

É importante que milhões saiam da pobreza. Mas não pode ser considerado irrelevante que muitos adentrem o mundo da riqueza. O caderno de Imóveis da Folha, dia 22, mancheteia: “Comprador brasileiro reanima mercado imobiliário de Miami”. Esse fato não dever ser dissociado da decisão recente de Barack Obama, facilitando os vistos de turismo para brasileiros.

Finalmente, outra boa notícia: as cooperativas de catadores de papel estão ficando vazias por falta de mão de obra, porque antigos catadores estão encontrando emprego.

Não se deve desconsiderar, também, que em janeiro 50 milhões de brasileiros terão aumento de salário da ordem de 14,13%, com forte impacto no mercado interno (a aqui vale identificar a atuação do movimento sindical).

O Brasil será melhor para nosso povo, e mais forte nas relações internacionais, quanto mais pobres deixarem a pobreza e mais remediados ingressarem no clube dos milionários.

João Franzin é jornalista
e assessor sindical