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Livreto produzido pela Agência Sindical
4 de janeiro de 2012

Acelerar alianças sindicais e políticas

*Por Ricardo Patah ....................................................................................................

Começamos 2012 com o salário mínimo em R$ 622,00. Um crescimento nominal de 211% e um ganho real, acima da inflação, de 65,96%, entre 2002, quando o salário mínimo valia R$ 200,00, e agora, dez anos depois.

Resultado de ações paternalistas do governo ou de uma elite generosa? Nem uma coisa nem outra.

Os avanços que conseguimos no salário mínimo e em várias outras questões sociais, políticas e econômicas resultaram, todas elas, da inclusão democrática das lideranças sindicais brasileiras.

Não é coincidência que esses avanços tenham sido precedidos pela eleição de um ex-metalúrgico e ex-sindicalista à Presidência da República. Não foi por acaso que conseguimos o reconhecimento das Centrais Sindicais.

As lideranças sindicais aprenderam a se articular a partir da resistência cívica à ditadura. Redemocratizado o País, ficou claro que só através das atuações consistentes dentro do Congresso Nacional que garantimos, por exemplo, um aumento real de 65,96% no salário mínimo e beneficiar de uma só tacada 48 milhões de trabalhadores, sendo 13 milhões de aposentados e pensionistas.

É muito mais do que sonharia qualquer dirigente sindical de qualquer categoria profissional. Nesse período resolvemos ampliar nossa influência sindical para os partidos que perceberam a importância de nos incluir.

Fica cada vez mais claro no jogo democrático que, sem os votos e o envolvimento da base da pirâmide social, os partidos têm poucas chances de manter e/ou ampliar suas respectivas fatias de poder.

Como fica claro para os dirigentes sindicais que sem terem uma representação político-partidária comprometida com os interesses da classe trabalhadora, fica também complicado acelerar os avanços de interesse estratégicos para suas categorias.

É por isso que alguns companheiros, companheiras e eu nos filiamos ao Partido Social Democrático (PSD). Acrescente-se à nossa decisão a possibilidade de interagirmos com independência, altivez e patriotismo com os companheiros e companheiras historicamente organizados em outras agremiações presentes no Congresso Nacional, conclamando as lideranças sindicais a prestarem mais atenção à inclusão democrática, que só é possível através da aliança do movimento sindical com os partidos políticos.

Vamos levar para as lideranças políticas nacionais o que elas já têm como certo: a classe trabalhadora brasileira é a principal alavanca de mudança social, política e econômica.

É cada vez mais essencial que tenhamos o ponto de apoio, que será criado através da ampliação do leque de alianças entre militância sindical e as agremiações partidárias, para que mudemos, rápida e favoravelmente, nossas realidades sociais e econômicas.

Vamos, através dessas alianças entre lideranças sindicais e partidos políticos, responder às expectativas e consolidar os avanços sociais e econômicos, com distribuição de renda através de empregos com salários dignos e políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento com justiça social.

Expectativas de mudança que já chegaram a milhões de trabalhadores que conseguiram emprego com Carteira assinada, salários mais dignos e a inclusão no mercado consumidor brasileiro, nos últimos dez anos.

Ricardo Patah é presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)