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Livreto produzido pela Agência Sindical
3 de janeiro de 2012

Valorizar e divulgar o salário mínimo

*Por João Franzin.................................................................................................................

Um dos esforços centrais da Agência Sindical tem sido construir uma imagem positiva, e real, do movimento sindical. Nos materiais que produzimos para entidades de classe e também nos veículos próprios desta Agência, a tônica tem sido a construção dessa imagem positiva, mostrando o sindicalismo como um movimento importante para que haja mais distribuição de renda, mais justiça social e mais democracia.

Essa nossa tarefa nos obriga, às vezes, a chamar a atenção do movimento para as suas próprias realizações, indicando que é preciso dar o devido valor às ações e principalmente às conquistas no campo sindical.

É o que cabe fazer, agora, frente ao significativo aumento de 14,13%, que eleva o salário mínimo para R$ 622,00, acumulando, de 2002 para cá, segundo o Dieese, um ganho real de 66%.

Não se trata, apenas, de mostrar o avanço econômico, a ampliação do poder aquisitivo e a real melhora no padrão de vida de aproximadamente 48 milhões de brasileiros. É tarefa nossa lembrar que o mínimo se recupera porque houve pressão sindical, lutas, marchas e sensibilidade do então Presidente Lula, firmando acordo que até 2023 deve garantir a recomposição do poder de compra do salário mínimo, ao encontro dos objetivos de Getúlio Vargas, quando de sua decretação, em 1940.

O aumento real do salário mínimo beneficia todo o País e estimula o ciclo econômico. Portanto, os dirigentes das categorias que, felizmente, ganham acima do mínimo, devem fazer um esforço de comunicação a fim de esclarecer suas bases (bancários, metalúrgicos, comerciários, professores, condutores, químicos etc.) sobre os reflexos positivos na vida de cada um por força do salário mínimo de R$ 622,00.

Sugiro que a divulgação dessa conquista aproveite as assembleias em fábricas, as reuniões das categorias, os atos intersindicais e, claro, os eventuais espaços na mídia.

Não é incomum, em minha atividade profissional, escutar sindicalista reclamar da falta de reconhecimento da base ou alegar que o trabalhador é desinformado e, portanto, não compreende o real papel do seu Sindicato.

Isso, de fato, acontece. E acontece, principalmente, quando o dirigente deixa escapar oportunidades de mostrar a ação efetiva da sua entidade, da sua Central ou do movimento sindical, no geral.

Ensinava o astuto Padre Vieira que converte mais almas quem prega com obras. A recuperação do salário mínimo, graças, também, à postura do movimento sindical, é obra que, se bem pregada, falará a muitos corações neste ano de incertezas econômicas e disputas políticas que tendem a se aproveitar da desorientação.

João Franzin é jornalista
e assessor sindical