*Por João Franzin.................................................................................................................
Alguma coisa está fora de ordem na nova ordem mundial. E uma das coisas fora do prumo são as Organizações Não-Governamentais (ONGs). Entidades de natureza difusa, de objetivos escusos e contabilidade incerta e não-sabida, a quase totalidade dessas organizações é picaretagem pura e simples. Mas de onde surgiram esses vorazes devoradores de dinheiro, de dinheiro público, principalmente? Da reengenharia geopolítica proposta pelo neoliberalismo, em que entidades rarefeitas, constituídas artificialmente, deveriam substituir o Estado sólido, historicamente construído. Ou seja, grupelhos privados ocupariam o espaço estatal e público. Seria o primado da terceirização!
Não surpreende, portanto, que no meio de cada bandalha se constatem pegadas das ONGs e dos ongueiros malandros, quase todos filhinhos de papai e queridinhos da mídia.
Portanto, não supreende que no centro do atual enguiço no Ministério do Esporte estejam ONGs de um ex-policial, como já estiveram tantas outras, conforme mostrou série de reportagens do Estado de S. Paulo, no início deste ano.
Quero dar um depoimento pessoal, fazendo a ressalva de que não pretendo ser santo. Aqui na Agência Sindical já me surgiram diversas propostas de montar ONG, instituto etc., visando “captar recursos” e fugir da impostalhada (de quem todos fugimos, é verdade). Nunca quis, porque o certo é funcionarmos como uma pequena (e põe pequena nisso) empresa, pagando o pesado preço de andar com as próprias pernas.
Falam tanto em CPI neste País. Mas se falta uma CPI em nosso Congresso Nacional é justamente a das ONGs. Dizem que temos cerca de 300 mil dessas organizações operando no País, muitas delas filiais de poderosos complexos multinacionais. É muita coisa. Aliás, Delfim Netto comenta que o Brasil é único país do mundo onde organização não-governamental recebe dinheiro do governo.
Perguntam por que não gosto de ONG, e as explicações estão dadas aí. Quando insistem se não conheço nenhuma que eu respeite, respondo: - Conheço umas três! |
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João Franzin é jornalista
e assessor sindical |
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