*Por Paulo Pereira da Silva..................................................................................................
As Centrais Sindicais e os movimentos sociais precisam organizar manifestações fortes e massivas para conquistar as reivindicações trabalhistas e políticas contidas da agenda unitária da classe trabalhadora. Por isso, os atos marcados para São Paulo, no dia 3 de agosto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são importantes para o sucesso da luta.
Se forem bem representativos com o comparecimento de dezenas de milhares
de trabalhadores vão estimular a sociedade em geral a aderir a esta luta.
Os trabalhadores têm propostas para mudar a economia. Querem o desenvolvimento, o corte dos juros e o crescimento do País com o fortalecimento do mercado interno, valorização do trabalho e distribuição de renda e riqueza. Mudar a política econômica, portanto é fundamental para o bem estar da população.
Não se pode conviver com uma visão equivocada a respeito da abertura do mercado. Importar é necessário para o crescimento de uma nação, porém
deve haver disciplina para que não ocorram problemas que atingem inúmeras indústrias brasileiras. A importação desenfreada está fechando muitas delas
e causando desemprego.
Em relação às reivindicações mais específicas, aprovadas em junho na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, as prioridades são a instituição da semana de trabalho de 40 horas, sem redução salarial, revogação do fator previdenciário, criação de novas leis para a atividade terceirizada e a inclusão das convenções 151 e 158 da OIT no ordenamento jurídico brasileiro.
A participação do povo nesta luta vai determinar o sucesso ou não da luta
por mudanças no País e a conquista de mais direitos trabalhistas. |
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Paulo Pereira da Silva (Paulinho) é presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT/SP) |
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