*Por Luiz Carlos Motta.........................................................................................................
É altamente reconhecido o papel da Agência Sindical na divulgação das ações exercidas pelo sindicalismo brasileiro e do mundo do trabalho. Enquanto presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo e tesoureiro nacional da Força Sindical tenho consciência da penetração dos veículos de comunicação produzidos pela Agência. Não é à toa que a Fecomerciários, há sete anos, patrocina o horário de veiculação do programa Câmera Aberta Sindical, na TV Aberta, as quartas, das 19 às 20 horas, cujo âncora é o editor-chefe da Agência, o jornalista João Franzin.
Seu site é outro instrumento de formação e de informação sindical e trabalhista que tem obtido sucesso dado os cerca de 650 acessos diários que configura. E, também conhecedor do êxito deste já consagrado “Boletim Eletrônico” junto aos quase cinco mil e-mails para os quais segue diariamente, lanço mão, em princípio, desse espaço, na certeza de que a propagação da “Nota Oficial”, assinada por mim e pelo deputado federal Paulinho da Força, acerca da anunciada fusão do Pão de Açúcar e Carrefour terá a mais efetiva divulgação junto às entidades sindicais e afins. Antecipo que, sobre o preocupante assunto, “mega-fusões”, estaremos, em breve, participando do Câmera Aberta Sindical. Segue a “Nota”, já com os meus devidos agradecimentos pelo espaço concedido.
Nota Oficial
As direções da Força Sindical e da Fecomerciários, representando 65 Sindicatos de trabalhadores no comércio do Estado de São Paulo, divulgaram a seguinte Nota sobre a fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour:
“Os trabalhadores estão preocupados com a fusão anunciada das empresas do setor varejista Pão de Açúcar e Carrefour. Externamos também nossa preocupação pela preservação dos empregos, visto que em alguns locais haverá sobreposição de lojas, resultando, provavelmente, em fechamento. É importante que as partes envolvidas abram negociação com as entidades representativas dos trabalhadores para evitar desemprego nesse importante setor econômico. Queremos transparência e lisura na discussão, visto que parte dos investimentos da fusão virá do BNDES, ou seja, por intermédio de verbas públicas. A fusão pode ser o início de uma concentração predatória, que poderá gerar monopólio no setor varejista. A união das empresas criará uma gigante que dominará praticamente um terço do varejo supermercadista brasileiro. Claro indício de que haverá concentração, gerando potencial anticompetitivo.
Entendemos que esta concentração não pode ditar regras no mercado com impacto negativo para os consumidores, como o monopólio de preços. Por isto, vamos alertar o Cade para que regras claras para este setor varejista, que pode viver uma nova fase a partir desta união, sejam estabelecidas. Preocupados, os trabalhadores brasileiros anseiam que a fusão aconteça de forma transparente, para que um eventual ônus não seja pago por toda a sociedade brasileira. |
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Luiz Carlos Motta
é presidente da Fecomerciários |
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