*Por João Guilherme Vargas Netto................................................................................
Quando as discussões ficam acaloradas, quem perde a razão logo convoca o preconceito. Foi o que vimos acontecer com o colunista
de jornal que, depois de achar “curioso” as Centrais Sindicais transformarem a luta pelo salário mínimo em sua principal bandeira
(já que suas bases não recebem o mínimo), investe contra os “polpudos” (!) seguros-desemprego garantidos pelo valor do salário mínimo e alerta contra os aumentos que beneficiam “uma parte
enorme da população que vive na inatividade”.
A guerra contra a pobreza deve ser também a guerra contra a pobreza mental.
A política de valorização do salário mínimo é estruturante em uma política de desenvolvimento econômico com ampliação do emprego,
do mercado interno e com distribuição de renda.
A política de valorização do salário mínimo não é indexação de salário, mas um método coerente de se afirmar, ao longo dos anos, a necessidade
da recuperação do poder de compra dos baixos salários e das aposentadorias. Toda regra pressupõe excepcionalidades que valorizam o “espírito” e não a “letra”.
Felizmente, as negociações entre as Centrais Sindicais e o governo começaram de maneira correta e realista, sem truques baixos nem argumentos preconceituosos e tacanhos.
As Centrais, que continuam reivindicando um forte aumento real para
o salário mínimo, enfrentaram com sua unidade e seus argumentos a irracionalidade preconceituosa que pululou na internet e, plantada pela equipe econômica, nas próprias páginas dos jornais e nos textos de colunistas de aluguel. |
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João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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