O júri dos acusados pelo assassinato de quatro funcionários do Ministério do Trabalho – os auditores fiscais Nelson José da Silva, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e João Batista Soares Lage, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira – deve ocorrer ainda este ano. Os apontados como executores dos crimes, que estão presos, devem ser levados a julgamento passados oito anos do ocorrido.
Os servidores foram mortos no dia 28 de janeiro de 2004, vítimas de uma tocaia numa estrada de terra em Unaí, no noroeste de Minas Gerais, quando fiscalizavam propriedades rurais.
“Agora, temos esperança de que este ano aconteçam os primeiros julgamentos para que, pelo menos, os executores sejam condenados”, declarou Rosângela Rassy, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.
Crime - Nove pessoas foram presas acusadas do crime, entre elas os irmãos Norberto e Antério Mânica. Antério é produtor de feijão e exerce o segundo mandato como prefeito de Unaí pelo PSDB. Ele, o irmão e Hugo Alves Pimenta são apontados como mandantes do crime. O empresário José Alberto Costa também foi preso, acusado de ter contratado os pistoleiros. Hoje, os quatro estão soltos.
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