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Livreto produzido pela Agência Sindical
 
28 de janeiro de 2011

O PT e a Constituição

Há um certo mito sobre o PT e a Constituição de 1988. Afinal, o PT assinou ou não assinou? Assinou, mas fez ressalvas. Para alguns, ressalvas programáticas; para outros, oportunismo.

 

Dia 23 de setembro de 1988, ou seja, a 12 dias da promulgação da Constituição-cidadã, Lula fez um longo discurso e disse: “o partido vota contra o texto, e amanhã, por decisão do nosso diretório – decisão majoritária – assinará a Constituição, porque entende que é o cumprimento formal da sua participação nessa Constituinte”.

O então deputado Paulo Paim (metalúrgico também ele), afirmou: “O PT não pode votar a favor de um texto que é contra a reforma agrária, dá cinco anos para o presidente Sarney e mantém íntegra a estrutura militar. O PT assina a Carta porque reconhece os avanços, principalmente nos direitos dos trabalhadores”.

Aquela era uma época em que ainda havia muito esquerdismo, e o PT sofria dessa doença infantil. Mas importa que a Constituição aí está e vem sendo preservada.

Pior fez o Fernando Henrique, que dirigiu a Comissão de Sistematização, assinou e jurou respeitar a Constituição, mas, chegando ao poder, jogou a Carta Magna no lixo, comprando, com nosso dinheiro, a reeleição e seu segundo mandato-vendilhão.

João Franzin - Jornalista e assessor sindical

 
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