Dilma acena com diálogo e recebe
Na próxima sexta-feira (11), as Centrais CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CGTB têm reunião oficial com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. O encontro, por iniciativa de Dilma, deve reunir 12 dirigentes, dois de cada Central, sem uma pauta agendada. No entanto, conhecendo as bandeiras do movimento sindical – até porque Dilma, quando candidata, recebeu em duas ocasiões a Agenda da Conclat – a presidente sabe que os dirigentes, certamente, estarão com discurso afinado para, havendo oportunidade, colocar na mesa temas do interesse da classe trabalhadora. Que temas? Fim do Fator Previdenciário, buscando-se, por exemplo, a retomada a fórmula encaminhada pelo deputado petista Pepe Vargas. Outro assunto: valorização das aposentadorias, sem desvinculação dos ganhos do salário mínimo. Um tema que ainda não é maduro no movimento, até porque não integra a Agenda efetiva do sindicalismo, é a desoneração da folha de pagamentos, assunto já levantado pelo próprio governo federal. Natural - O encontro com Dilma, sexta-feira, está sendo considerado pelas Centrais como natural, dentro da política traçada lá atrás no governo Lula, do qual a atual presidente fazia parte e, de certa forma, representa continuidade. Eventuais pontos discordantes entre Centrais, vale dizer CUT e Força, estão sendo cuidados para que a reunião da sexta reafirme o espírito de unidade reinante nas Marchas a Brasília, na conquista da política de recuperação do salário mínimo, na legalização das Centrais e na eleição presidencial de 2010.
'MulherComVida' exorta fim da violência contra a mulher A União Geral dos Trabalhadores (UGT) promoveu nos dias 7 e 8 de março, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, o MulherComVida 2011 – que reuniu mulheres e movimentos femininos para celebrar o Dia Internacional da Mulher, lembrando as vitórias e o muito que ainda tem por ser conquistado na luta por igualdade. “Violência contra a mulher é
um lixo”, foi uma das palavras de ordem do evento.
O palco do MulherComVida reuniu as principais lideranças femininas da UGT e também de outras entidades sindicais, que aproveitaram para chamar a atenção para os importantes desafios a serem enfrentados na luta por melhores condições de vida para mulheres e homens. Conscientização - Além de festa e alegria, as atividades também se concentraram na prevenção de doenças e educação ambiental, com a distribuição de preservativos e sacolinhas de lixo para os frequentadores da praia. Não faltou ainda recreação esportiva, realizada nas duas quadras de vôlei montadas especialmente para o evento. Shows - Os shows musicais foram os grades momentos da festa, com participação dos grupos Filhos do Sol e Bicho Pego, contando ainda com a apresentação de Vanessa Jackson, Peixe Elétrico, Katinguelê, Ceceu Muniz e Cupim na Mesa. Mais informações:
Agricultura familiar fornece R$ 1 bi a usinas de biodiesel em 2010 O número de famílias agricultoras que forneceram para o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel dobrou em 2010 na comparação com o ano anterior, passando de 51 mil para 103,8 mil. Somente no ano passado, o fornecimento de matéria prima ao programa do governo federal pela agricultura familiar movimentou cerca de R$ 1 bilhão. A oferta de biodiesel no Brasil cresce a cada mês, sendo que a maior parte (87%) tem sido produzida com as vantagens sociais e ambientais garantidas pelo Selo Combustível Social, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Geração de renda - A produção e o uso do biodiesel no País é boa para o ambiente e tem ainda a vantagem de aumentar a renda na agricultura familiar, que, além dos alimentos plantados de forma consorciada com a matéria prima para as usinas, pode contar com mais um mercado para a sua produção. Entre 2008 e 2009, a média das vendas anuais por família de agricultores de baixa renda do Nordeste passou de R$ 271,83 para R$ 1.506,15. Fonte:
Centrais gaúchas querem reajuste de 12,59% ao Piso regional As Centrais Sindicais gaúchas se uniram na luta por um reajuste de 12,59% no salário mínimo regional, índice que segundo cálculos dos sindicalistas contempla um quarto das perdas salariais sofridas nos últimos anos. Na semana passada, dirigentes da Força Sindical, CUT, CTB, Nova Central e CGTB estiveram com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adão Villaverde, para solicitar apoio à reivindicação. O Projeto de Lei, número 96/2011, encaminhado à Assembleia pelo governo do Estado propõe aumento de 11,6%, prevendo salários entre R$ 610,00 até R$ 663,40. Política de valorização - As Centrais reivindicam, além do índice de reajuste de 12,59%, alterações das faixas salariais de algumas categorias e inclusão de outras ainda não contempladas. E ainda a instituição de uma política salarial permanente de reajuste, que deve levar em conta o crescimento da economia gaúcha de dois anos anteriores. |
Fotografia de jovens trabalhadores Por João Franzin As fotos, se não dizem tudo, dizem muito. E as fotos mais recentes de concentrações trabalhadoras, especialmente as feitas Essa presença maciça da juventude nas fábricas, especialmente, começa também a alterar o tradicional quadro de sindicalizados, em sua maioria por volta dos 40/45 anos. Esses sócios mais, digamos, tradicionais, são pessoas com família e filhos adolescentes, querendo usar Clube de Campo, Colônia de Férias, dentista etc. Porém, a chegada de pessoas mais jovens traz outras expectativas e, por que não, outro grau de exigência na relação Sindicato-base. Alguns Sindicatos, atentos a essas mudanças, criam departamento da juventude e buscam, a partir desse núcleo, estabelecer um canal de diálogo com os jovens e desenvolver atividades que preencham as expectativas desse novo contingente. Mas ainda estão longe de ter uma política específica para esses jovens trabalhadores, que também trazem para a base sindical um nível educacional mais alto. Eu não quero aqui desenterrar o “poder jovem” dos anos 60 (tem até livro do Arthur José Poerner sobre o tema, desancado pelo Nélson Rodrigues, aliás). Mas, olhando outras fotografias, como as recentemente feitas no Oriente, vejo também ali uma forte presença da juventude, indicando que “alguma coisa está fora de ordem, na nova ordem mundial”, como diz a canção do Caetano. Essa mudança na paisagem humana sindical, além de reflexões, nos impõe a adoção de medidas práticas. A começar pela comunicação sindical, pois essa rapaziada, na sua imensa maioria, domina as ferramentas das redes sociais, faz compras pela internet, se informa por meio da internet e até namora pelo computador. Se a base muda, a direção precisa também mudar e se adaptar. Quem não muda perde discurso, legitimidade, representatividade e razão de existir. E isso, mais dia menos dia, será questionado e sacudido! João Franzin |
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