Sindicalistas anistiados participam
do Câmera Aberta Sindical, dia 2

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 2 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 3 de setembro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 9 de setembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 7 de setembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 9 de setembro, das 13 às 14 horas

O Câmera Aberta desta quarta, 2 de setembro, vai entrevistar sindicalistas perseguidos pela ditadura e depois beneficiados pela Lei de Anistia, de 22 de agosto de 1979. Estão confirmados Rafael Martinelli, líder ferroviário e ex-dirigente do CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), e José Ibrahim, líder da histórica greve da Cobrasma, em Osasco, em 1968. A confirmar: Luiz Tenório de Lima, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores na Alimentação. A dirigente trabalhista Therezinha Zerbini, líder nacional do movimento pela Anistia, também confirmou participação.


Câmera Aberta dia 26, com Antonio Carlos dos Reis (Salim), Francisco Pereira (Chiquinho), Marcos Afonso Oliveira e Nindemberg Barbosa

Segundo Robson Gazzola, diretor do Câmera Aberta Sindical, o objetivo do programa é mostrar a luta pela redemocratização sob o ponto de vista dos sindicalistas. “O movimento sindical foi duramente perseguido pela ditadura e jogou peso fundamental na derrubada do regime arbitrário”, ele afirma.

Reportagem - A reportagem do programa será sobre a entrega da pauta de reivindicações dos metalúrgicos da Força Sindical, na Fiesp, dia 27.


Você faz a pauta – Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraabertasindical@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.
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Força quer campanha das 40 horas nas ruas

A população precisa ser informada e mobilizada em defesa da redução da jornada para 40 horas. Com essa preocupação, a Força Sindical reúne-se nesta terça-feira (1º.) em São Paulo, quando debaterá formas de popularizar a campanha pelas 40 horas. Na avaliação do próprio presidente Paulo Pereira da Silva (Paulinho) a bandeira sindical pelas 40 horas ainda não pegou na grande massa da população.

A reunião será na sede da Força Sindical, em São Paulo, a partir das 8h30. Outro tema do encontro é o recente acordo que traz melhorias relacionadas às aposentadorias. Paulinho, que teve participação ativa na negociação do acordo com o governo, quer explicá-lo melhor para as lideranças da Central.

Mais informações – Paulinho (9652.6649) e Juruna (9974.3547).
Site da Central: www.fsindical.org.br

Centrais participam do lançamento
do projeto do pré-sal

Todas as Centrais Sindicais devem marcar presença hoje, em Brasília, no ato que o governo anunciará o marco regulatório do petróleo extraído da camada pré-sal. O evento, esperado como uma das grandes realizações do governo, tem o empenho direto do Presidente Lula. No programa semanal “Café com o Presidente” Lula afirmou que o pré-sal significa “um novo Dia da Independência para o Brasil”.

Para o movimento sindical, afora o fortalecimento da soberania por meio da vertente energética, um dos pontos altos é a criação de um fundo social para gerir e distribuir recursos.
O pré-sal é uma área de cerca de 800 quilômetros de extensão, que vai do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina. O petróleo fica abaixo da camada de sal, a mais de 7 mil metros.

 

Fala o canalha!
Por João Franzin

Cabo Anselmo, traidor, dedo-duro e canalha, falou outra vez. Agora, não mais para os órgãos da repressão, a quem se associou, mas a um canal da TV, no caso a Bandeirantes, Canal Livre, domingo à noite.

E como qualquer réu chegou ao programa com uma tese construída em sua defesa (afinal, tem advogado pra quê?). A tese de que mudou de lado para evitar uma ditadura comunista no Brasil, preferindo, àquela altura, ficar com a ditadura capitalista.

Quanto ao assassinato de sua mulher, grávida de quatro meses, que se encontrava em um sítio com outros membros da VPR, que ele dedurou, saiu-se com a desculpa de que tinha um compromisso do delegado Fleury de que ela seria poupada da chacina.

Tratado com amabilidade pelo âncora Boris Casoy, que deve ter lá suas razões, o pulha ainda desfrutou do direito de analisar a conjuntura brasileira, tecendo críticas à política atual. Que crápula!

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

joaofranzin@agenciasindical.com.br

 

Com nova regra, benefícios do
INSS podem ter valor corrigido

O acordo entre o governo e as Centrais Sindicais, fechado na semana passada, e que inclui reajuste acima da inflação em 2010 e 2011 para aposentadorias acima de um salário mínimo e a alternativa ao fator previdenciário, vai alterar a regra de cálculo para oito tipos de benefício previdenciário.

São eles: aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, aposentadoria especial, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente, pensão por morte e auxílio-reclusão. O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), que será o relator na Câmara do projeto sobre o acordo entre governo e entidades sindicais, confirmou a informação à grande imprensa.

No ano passado, foram concedidos 4.461.842 benefícios. Desses, 4.386.042 (98,3%) pertenciam ao grupo dos oito tipos de benefício que terão a mudança. A nova regra de cálculo para os benefícios só valerá após aprovação no Congresso Nacional e publicação no Diário Oficial da União.

Mais informações:
www.previdenciasocial.gov.br

Montadoras chinesas querem
instalar fábricas no Brasil

Três montadoras chinesas têm planos concretos para entrar mercado brasileiro: Chery, Build Your Dreams (BYD) e a Jianghuai Co. (JAC). Segundo o jornal O Estado de São Paulo (edição de domingo), um escritório de advocacia está assessorando outras duas fabricantes de caminhões, mas não revelou os nomes. As montadoras estudam o mercado brasileiro e agora conversam com os Estados para obterem vantagens fiscais. A estratégia chinesa é começar com importações, para testar o mercado, e logo depois instalar fábricas.

 



João Vicente Goulart é presidente do Instituto
João Goulart e filho do ex-presidente


Porque só duas candidaturas no Brasil?

Quem não se lembra do bipartidarismo que a ditadura nos impôs durante os anos de um país sem liberdade, de um país sem destino, de um país amarrado à censura com os direitos individuais tolhidos?

Quem não se lembra do nosso sistema político que se dizia lá no exílio era a legitimação política de dois partidos a de uma feroz ditadura; um era o partido do sim, outro do sim senhor, na época da Arena e MDB?

Demoramos muito tempo e paulatinamente viemos aprimorando dia a dia, eleição trás eleição o nosso sistema político, partidário e eleitoral, caminhando sempre na busca da melhora de nosso amadurecimento democrático. E fomos adiante quando conseguimos superar, logo em um primeiro momento, o trauma de um impeachment de nosso primeiro presidente eleito, pelo voto direto, o triste episódio de Fernando Collor de Mello como há anos imaginávamos e sairmos ilesos em nossa emergente democracia pós-ditadura.

Por que hoje os políticos que agrupados em grandes partidos, PMDB PT, PSDB, tentam através de um sentimento mal interpretado querer propagar a tolice de inculcar a teoria que nossa próxima eleição presidencial tenha que ser entre o branco e o preto? Entre o lobo e a ovelha? Entre só uma esquerda e uma direitona? Entre só um candidato estatizante e outro privaticionista?

Nós, brasileiros, sabemos que a grande quantidade de pequenos partidos muitas vezes agem de forma servil aos grandes partidos, mas tê-los funcionando, sem dúvidas, é uma conquista democrática da qual não podemos abrir mão com o risco de regredir na conquista livre e soberana da democracia plena.

Mas pior, muito pior, é submeter-nos ao autoritarismo pragmático que tentam estes pseudo-donos da política que preza a raposa cuidar do galinheiro, como faz o PMDB, PT, DEM, e PSDB, pensar que nós brasileiros após conquistar vários degraus de nosso processo democrático tenhamos que votar já no primeiro turno em apenas dois candidatos, como se fôssemos uma tropa de bois a passar entre o brete e a porteira.

Têm-se vários partidos funcionando, não necessariamente temos que escolher no que pensam as raposas dos grandes partidos de grandes alianças.

Para o bem destes partidos, seria lógico que em nosso sistema eleitoral de dois turnos, tivéssemos de escolher no primeiro, o candidato de nosso partido, até para ver o desempenho e fortalecimento dos mesmos, uma vez que vivemos em uma democracia pluripartidária e estes vários partidos só se fortalecerão lançando os seus próprios candidatos. Teria que ser uma obrigação que ainda não tem base legal, mas que eleição após eleição iremos aperfeiçoando para robustez ideológica a estes partidos e não aos homens que neles militam.

Mas aí vem a cooptação dos maquiavélicos dirigentes dos grandes partidos querendo fazer do primeiro turno um embate plebiscitário entre os seus dois candidatos.

Mas pelo andar da carruagem vamos ter que o nosso Brasil e seus eleitores merecerem, caindo por terra à vontade unívoca de conduzir os votos da população plebiscitariamente.

Que bom seria ter Cristovam Buarque candidato pelo PDT, Marina pelo PV, Ciro Gomes pelo PSB, Dilma pelo PT, Serra pelo PSDB, César Maia pelo DEM, Heloísa Helena pelo PSOL e candidatos a presidência também pelo PP, pelo PRB, e por todos os outros que queiram ter essa representação no primeiro turno para consolidar o pleito.

Sem dúvidas o panorama seria diferente e vários candidatos favoritos cairiam no caminho como castelos de cartas.

Será mais um avanço da conquista de nosso povo em derrubar oligarquias políticas a serviço de seus interesses pessoais.

A vontade das raposas não prevalecerá.

Plagiando Cervantes; - “Los perros ladran Quijote”. “Senhal que caminarmos, Sancho”.

João Vicente Goulart é presidente do Instituto João Goulart e filho do ex-presidente
presidência@institutojoaogoulart.org.br
Telefone (61) 3323.4547