São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 2 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA O Câmera Aberta desta quarta, 2 de setembro, vai entrevistar sindicalistas perseguidos pela ditadura e depois beneficiados pela Lei de Anistia, de 22 de agosto de 1979. Estão confirmados Rafael Martinelli, líder ferroviário e ex-dirigente do CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), e José Ibrahim, líder da histórica greve da Cobrasma, em Osasco, em 1968. A confirmar: Luiz Tenório de Lima, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores na Alimentação. A dirigente trabalhista Therezinha Zerbini, líder nacional do movimento pela Anistia, também confirmou participação.
Segundo Robson Gazzola, diretor do Câmera Aberta Sindical, o objetivo do programa é mostrar a luta pela redemocratização sob o ponto de vista dos sindicalistas. “O movimento sindical foi duramente perseguido pela ditadura e jogou peso fundamental na derrubada do regime arbitrário”, ele afirma. Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Força quer campanha das 40 horas nas ruas
Mais informações – Paulinho (9652.6649) e Juruna (9974.3547).
Centrais participam do lançamento Todas as Centrais Sindicais devem marcar presença hoje, em Brasília, no ato que o governo anunciará o marco regulatório do petróleo extraído da camada pré-sal. O evento, esperado como uma das grandes realizações do governo, tem o empenho direto do Presidente Lula. No programa semanal “Café com o Presidente” Lula afirmou que o pré-sal significa “um novo Dia da Independência para o Brasil”.
Fala o canalha! Cabo Anselmo, traidor, dedo-duro e canalha, falou outra vez. Agora, não mais para os órgãos da repressão, a quem se associou, mas a um canal da TV, no caso a Bandeirantes, Canal Livre, domingo à noite. E como qualquer réu chegou ao programa com uma tese construída em sua defesa (afinal, tem advogado pra quê?). A tese de que mudou de lado para evitar uma ditadura comunista no Brasil, preferindo, àquela altura, ficar com a ditadura capitalista. Quanto ao assassinato de sua mulher, grávida de quatro meses, que se encontrava em um sítio com outros membros da VPR, que ele dedurou, saiu-se com a desculpa de que tinha um compromisso do delegado Fleury de que ela seria poupada da chacina. Tratado com amabilidade pelo âncora Boris Casoy, que deve ter lá suas razões, o pulha ainda desfrutou do direito de analisar a conjuntura brasileira, tecendo críticas à política atual. Que crápula! João Franzin
Com nova regra, benefícios do O acordo entre o governo e as Centrais Sindicais, fechado na semana passada, e que inclui reajuste acima da inflação em 2010 e 2011 para aposentadorias acima de um salário mínimo e a alternativa ao fator previdenciário, vai alterar a regra de cálculo para oito tipos de benefício previdenciário. Mais informações:
Montadoras chinesas querem
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Porque só duas candidaturas no Brasil? Quem não se lembra do bipartidarismo que a ditadura nos impôs durante os anos de um país sem liberdade, de um país sem destino, de um país amarrado à censura com os direitos individuais tolhidos? Quem não se lembra do nosso sistema político que se dizia lá no exílio era a legitimação política de dois partidos a de uma feroz ditadura; um era o partido do sim, outro do sim senhor, na época da Arena e MDB? Demoramos muito tempo e paulatinamente viemos aprimorando dia a dia, eleição trás eleição o nosso sistema político, partidário e eleitoral, caminhando sempre na busca da melhora de nosso amadurecimento democrático. E fomos adiante quando conseguimos superar, logo em um primeiro momento, o trauma de um impeachment de nosso primeiro presidente eleito, pelo voto direto, o triste episódio de Fernando Collor de Mello como há anos imaginávamos e sairmos ilesos em nossa emergente democracia pós-ditadura. Por que hoje os políticos que agrupados em grandes partidos, PMDB PT, PSDB, tentam através de um sentimento mal interpretado querer propagar a tolice de inculcar a teoria que nossa próxima eleição presidencial tenha que ser entre o branco e o preto? Entre o lobo e a ovelha? Entre só uma esquerda e uma direitona? Entre só um candidato estatizante e outro privaticionista? Nós, brasileiros, sabemos que a grande quantidade de pequenos partidos muitas vezes agem de forma servil aos grandes partidos, mas tê-los funcionando, sem dúvidas, é uma conquista democrática da qual não podemos abrir mão com o risco de regredir na conquista livre e soberana da democracia plena. Mas pior, muito pior, é submeter-nos ao autoritarismo pragmático que tentam estes pseudo-donos da política que preza a raposa cuidar do galinheiro, como faz o PMDB, PT, DEM, e PSDB, pensar que nós brasileiros após conquistar vários degraus de nosso processo democrático tenhamos que votar já no primeiro turno em apenas dois candidatos, como se fôssemos uma tropa de bois a passar entre o brete e a porteira. Têm-se vários partidos funcionando, não necessariamente temos que escolher no que pensam as raposas dos grandes partidos de grandes alianças. Para o bem destes partidos, seria lógico que em nosso sistema eleitoral de dois turnos, tivéssemos de escolher no primeiro, o candidato de nosso partido, até para ver o desempenho e fortalecimento dos mesmos, uma vez que vivemos em uma democracia pluripartidária e estes vários partidos só se fortalecerão lançando os seus próprios candidatos. Teria que ser uma obrigação que ainda não tem base legal, mas que eleição após eleição iremos aperfeiçoando para robustez ideológica a estes partidos e não aos homens que neles militam. Mas pelo andar da carruagem vamos ter que o nosso Brasil e seus eleitores merecerem, caindo por terra à vontade unívoca de conduzir os votos da população plebiscitariamente. Que bom seria ter Cristovam Buarque candidato pelo PDT, Marina pelo PV, Ciro Gomes pelo PSB, Dilma pelo PT, Serra pelo PSDB, César Maia pelo DEM, Heloísa Helena pelo PSOL e candidatos a presidência também pelo PP, pelo PRB, e por todos os outros que queiram ter essa representação no primeiro turno para consolidar o pleito. Sem dúvidas o panorama seria diferente e vários candidatos favoritos cairiam no caminho como castelos de cartas. Será mais um avanço da conquista de nosso povo em derrubar oligarquias políticas a serviço de seus interesses pessoais. A vontade das raposas não prevalecerá. João Vicente Goulart é presidente do Instituto João Goulart e filho do ex-presidente |
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