Foto: Claudio Omena A reunião, realizada na segunda-feira (30), em São Paulo, teve a presença dos presidentes da CTB, Wagner Gomes, da CUT, Artur Henrique, da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), além do presidente da UGT, Ricardo Patah. Pressão - A exigência da garantia de emprego para a redução do IPI é uma bandeira unitária das Centrais, reiterada pelo movimento sindical nas manifestações do Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais, realizadas ontem em todo o Brasil. Mais abrangente - Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Carlos Alberto Grana, o anúncio agradou. “Esta prorrogação também abrange a produção de motos, o que beneficiará a Zona Franca de Manaus”, lembrou. “Trata-se de uma grande vitória das Centrais”, comemorou o presidente da CTB, Wagner Gomes. O sindicalista disse que a medida resultou da pressão dos trabalhadores por estabilidade e à unidade das Centrais na defesa do emprego. O presidente da UGT, Ricardo Patah, defendeu a ampliação na redução do IPI para toda a cadeia produtiva do setor automotivo, com a contrapartida da garantia de empregos em todos os setores beneficiados.
Sindicatos cobram passe livre no transporte Os Sindicatos dos Metalúrgicos, das Costureiras e dos trabalhadores na indústria de Brinquedos de São Paulo fazem, nesta terça-feira (31), o cadastro junto à Coordenadoria de Gestão de Benefícios da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social para requerer o passe gratuito no transporte coletivo para os desempregados nas categorias. A lei do passe gratuito (nº 10.990, de junho de 1991) determina que os Sindicatos se cadastrem, a fim de que possam efetuar a distribuição dos passes. “O passe gratuito é um direito dos desempregados e vamos exigir que a prefeitura cumpra a lei, conforme decisão judicial favorável da 14ª Vara da Fazenda Pública”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo Miguel Torres. Mais informações:
Trabalhadores em educação vão parar dia 2 abril Os trabalhadores em educação definem na próxima sexta-feira (3), durante reunião do conselho de entidades da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a data para realização da greve nacional pelo Piso salarial da categoria. No dia anterior, os professores fazem ato público em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para exigir o cumprimento da lei que criou o Piso nacional de R$ 950,00.Também será cobrada a publicação do acórdão relativo à ADI 3772, que estendeu a contagem do tempo da aposentadoria especial do magistério para os professores que desempenharam, ao longo da carreira, funções de direção escolar, coordenação ou assessoramento pedagógicos.
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Amanhã, dia de golpe
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Consolidar a unidade das Centrais e movimentos sociais O Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais, realizado nesta segunda-feira (30) em todo o País, superou as expectativas e não há dúvidas de que foi coroado de êxito em todos os sentidos. Em São Paulo, onde os organizadores previam o afluxo de 10 mil pessoas, 20 mil participaram da bela passeata que atravessou a avenida Paulista, parando diante da poderosa Fiesp e da sede do Banco Central, desceu a rua da Consolação e foi até o Teatro Municipal, no Centro. Estima-se que pelo menos 100 mil saíram às ruas nas capitais brasileiras em apoio à manifestação unitária dos movimentos sociais. Na manhã da mesma segunda-feira, em reunião com o presidente em exercício, José Alencar, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na sede do Banco do Brasil em São Paulo, veio a notícia de uma primeira vitória do nosso movimento: a prorrogação por mais três meses da redução do IPI de carros e caminhões novos foi condicionada à estabilidade dos operários no período. Não é tudo que pleiteamos, mas a medida tem grande relevância por duas razões. Em primeiro lugar, porque contempla a reivindicação do movimento sindical e significa uma resposta positiva à pressão das ruas; ao mesmo tempo, traduz uma filosofia que deve orientar a ação do poder público em todos os níveis, ao comprometer as empresas beneficiadas com recursos estatais com a manutenção do nível de emprego, coibindo demissões em massa e o aumento consequente da taxa de desemprego. Ricos devem pagar a crise Vamos continuar a luta e exigir contrapartida semelhante nas operações de crédito do BNDES, o que ainda não ocorreu, como podemos verificar no caso da Embraer. E também não é só isto. Queremos a mudança da política econômica, o fim do superávit fiscal e maiores investimentos públicos para geração de emprego; a redução radical dos juros; o controle do câmbio e do fluxo de capitais estrangeiros; a restrição e taxação das remessas de lucros e dividendos; a desoneração da cesta-básica; redução dos impostos que recaem sobre atividades produtivas e elevação dos impostos para o capital financeiro; a diminuição da jornada de trabalho sem prejuízo para os salários, entre outras medidas. O sucesso das manifestações não seria possível sem a ampla unidade alcançada. Desta vez contamos com a participação de todas as Centrais Sindicais, sem exceção, incluindo Conlutas e Intersindical, ao lado de várias organizações dos movimentos sociais, como foi o caso do MST, UNE, Conam, UBM, entre outras. Consolidar a unidade é indispensável para prosseguir a luta e conquistar novas vitórias. Conforme foi ressaltado em diferentes pronunciamentos feitos durante a passeata realizada no Centro de São Paulo, a crise econômica em curso é, antes de tudo, uma crise do capitalismo, decorrente das contradições intrínsecas ao sistema. Com toda razão, os sindicalistas franceses, que recentemente levaram 3 milhões às ruas contra a política econômica do governo direitista de Sarkosy, proclamaram que a classe trabalhadora não tem culpa no cartório, mas o mesmo não pode ser dito em relação ao patronato. Não é justo que a conta seja apresentada aos assalariados na forma de desemprego, arrocho dos salários e redução dos direitos. Que os ricos paguem a crise. Este é o desejo unitário de todos e todas que se mobilizaram nesta segunda-feira. Foi também a palavra de ordem proposta pela CTB na nota pioneira que divulgou sobre o tema em outubro do ano passado. Todavia, a justiça social não virá por geração espontânea. Não será concretizada na história senão através de uma luta enérgica da classe trabalhadora em defesa do emprego, dos salários e dos direitos sociais. Unidade, eis a chave para abrir a porta da vitória e do futuro. A luta continua! |
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