Condições de renda e trabalho dos professores são temas do Câmera Aberta

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 2 de dezembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 3 de dezembro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 9 de dezembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 6 de dezembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 9 de dezembro, das 13 às 14 horas

A valorização dos salários é uma das principais reivindicações dos professores e a sociedade concorda que esses profissionais deveriam ter uma remuneração melhor. A educação é a base do desenvolvimento de uma Nação. Mas quais as condições de trabalho e vida dos educadores brasileiros?

Recente pesquisa feita pela Fundacentro com os professores da educação básica de São Paulo constata que a extensa jornada de trabalho tem prejudicado a saúde desses profissionais. A pesquisa aponta também uma grande incidência de traumas psicológicos, pois o professor é cobrado pela direção da escola, pelos pais e pelos alunos.


Programa anterior - Valmir (Biro Biro); Luiz Carlos de Oliveira e Airton Santos

O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 2, convidou a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel); Silvia Barbara, diretora de Comunicação da Federação dos Professores do Estado de São Paulo; e Cristiane Barbeiro, pesquisadora da Fundacentro.

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraabertasindical@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

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Manifestação forcista repudia
violência contra a mulher

Foto: Claudio Omena

A manifestação de repúdio à violência contra a mulher, promovida pela Secretaria da Mulher da Força Sindical, reuniu cerca de mil manifestantes em ato público na manhã desta segunda-feira, dia 30 de novembro, em frente à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no Parque D. Pedro, em São Paulo. A concentração teve início às 8 horas, na sede da Força Sindical, na Liberdade.

Portando faixas e cartazes com slogans contra a violência, sindicalistas e ativistas de movimentos femininos seguiram em passeata até a rua Dr. Bittencourt Rodrigues, no Parque D. Pedro. Uma das principais reivindicações das manifestantes foi que as delegacias de defesa da mulher permaneçam abertas durante 24 horas e nos finais de semana.

Proteção - “A violência doméstica ocorre quase sempre à noite e nos fins de semana. No entanto, o registro das ocorrências só pode ser feito na segunda-feira, permitindo que o agressor fuja do flagrante”, explica a secretária Nacional da Mulher da Força Sindical, Maria Auxiliadora dos Santos. Ela lembra que o Estado não pode fechar as portas para a mulher quando ela mais precisa.

A manifestação faz parte de uma série de eventos que vão durar 16 dias, dentro da chamada "Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher", que ocorre em todo o mundo entre 25 de novembro e 10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Mais informações:
www.fsindical.org.br

Roseana-Arruda-Serra
Por João Franzin

Em política, recomenda-se olhar para o que está acontecendo e perguntar: mas o que realmente está acontecendo?

Por isso, tem gente olhando para o governador Arruda (DEM-DF) e enxergando, lá atrás, a senadora Roseana Sarney (do mesmo partido, no Maranhão).

No passado, a filha de José Sarney chegou a liderar as pesquisas à Presidência da República, o que acabaria com a polarização PT-PSDB (Lula versus Serra), introduzindo no cenário político uma figura fora do script. Mas seu vôo acabou interceptado pelo escândalo Lunus – com as mesmas cenas: gravações e bolos do dinheiro.

No episódio de agora – novamente gravações e maços de dinheiro – o petardo atinge o ex-tucano, mas aecista de carteirinha, José Roberto Arruda.

Tirando-se os noves-fora (corrupção, tráfico de influência e outras práticas usuais da política burguesa), a pergunta inevitável é: a quem serve o escândalo que pega Arruda com as calças arriadas? Outra: a repetição de cenas e imagens semelhantes ao caso Lunus, insinuando um mesmo modus operandi, é apenas mera coincidência?

O flagrante do governador Arruda e o estapafúrdio artigo do suposto esquerdista César Benjamin contra Lula, publicado pela Folha, podem estar indicando o cenário da disputa eleitoral de 2010? Podem. E criar um clima de denuncismo eleitoral e mar de lama interessa à situação ou à oposição? E, mais importante, interessa aos brasileiros?
Com a resposta os candidatos da oposição.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Estudo mostra perfil do emprego para
deficientes na Grande São Paulo

O perfil dos trabalhadores com deficiência de 15 municípios da Região Metropolitana de São Paulo será apresentado, na próxima quinta-feira (3), num encontro para celebrar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência na subseção Osasco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O evento, organizado pela OAB e Espaço da Cidadania, será 8h30 às 12h30, na avenida das Flores, 707, Osasco (ao lado do Fórum)..

O estudo, elaborado pelo Observatório do Trabalho de Osasco, apresenta uma análise inédita dos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2007, que mostram o nível de escolaridade, a renda e outras informações sobre 6.310 pessoas com deficiência que estavam trabalhando naquele ano.

O levantamento constatou uma sub-utilização de pessoas com formação em postos de trabalho que exigem menor qualificação. A constatação derruba a insinuação de que a falta de formação é que dificultaria a inserção do deficiente no mercado de trabalho.

Emprego formal - Em 2007 o Brasil possuía cerca de 27 milhões de pessoas com deficiência e 16,7 milhões estavam em idade de trabalhar. A RAIS indicava que apenas 348,8 mil estavam no mercado formal, representando menos de 1% dos trabalhadores de todos os estabelecimentos do Brasil.

Mais informações:
www.ecidadania.org.br

Shopping center invade cena urbana

O setor de shoppings centers atravessa uma de suas melhores fases no País, com a previsão do lançamento de, pelo menos, 30 novos projetos em 2011 – o maior número da história recente do setor. Já no ano que vem, deverão ser abertos 18 novos empreendimentos, a maior parte em execução. O investimento na instalação de lojas pode chegar a R$ 3,5 bilhões.

 

 

Paulo Nogueira Batista Jr. é diretor-executivo no FMI

 

“Trabalho de Deus”

O presidente do Goldman Sachs, o sr. Lloyd Blankfein, concedeu entrevista ao jornal “The Sunday Times”. Eu estava fazendo escala em Londres, na volta da reunião do G20 na Escócia, e li estupefato a seguinte declaração, estampada no alto da primeira página: “Os bancos fazem o trabalho de Deus”.

Bem sei, leitor, que Deus escreve certo por linhas tortas, mas – convenhamos – mesmo a nossa crença na Divina Providência tem seus limites e suas hesitações. Segundo o sr. Blankfein, os bancos “desempenham um papel social”, ajudando as empresas a crescer, investir e gerar empregos. O correto seria dizer que os bancos deveriam desempenhar esse papel. Se o fazem ou não, é uma questão altamente controvertida – para dizer o mínimo.

Mais próximo da verdade esteve Lord Turner, presidente da “Financial Services Authority” do Reino Unido, quando declarou que grande parte do sistema bancário moderno é “socialmente inútil”. A julgar pelo estrago provocado pela especulação nos anos recentes, Lord Turner poderia ter ido mais longe: grande parte do sistema bancário moderno é socialmente pernicioso.

Correndo o risco de homenagear o Conselheiro Acácio, faço a ressalva: uma economia moderna precisa de um setor bancário sólido. O problema é que nas últimas três décadas ocorreu uma hipertrofia do sistema financeiro. O setor cresceu extraordinariamente e se tornou mais complexo e opaco. Acumularam-se riscos e vulnerabilidades muito graves.

Os Estados e os bancos centrais falharam de maneira dramática na supervisão e na regulamentação do sistema, principalmente nos EUA e na Europa. As instituições privadas passaram a funcionar em larga medida à margem de controles oficiais. Políticas monetárias expansivas nos EUA e em outros países emissores de moedas de liquidez internacional alimentaram a especulação financeira e levaram à formação de uma série de bolhas nos mercados de ativos. A última delas estourou em 2007-2008 e levou a economia mundial à pior crise dos últimos 70 anos. Os países desenvolvidos ainda estão juntando os cacos.

Para socorrer o sistema financeiro e evitar uma nova Grande Depressão, os Estados dos países desenvolvidos gastaram verdadeiras fortunas. O que vimos recentemente nos EUA e na Europa talvez tenha sido a maior socialização de prejuízos da história econômica mundial. Apesar disso tudo, os governos e Congressos desses países ainda não foram capazes de apresentar e implementar planos suficientemente rigorosos para reformar e disciplinar o sistema financeiro.

Aqui nos EUA e também na Europa, a opinião pública está subindo pelas paredes como lagartixa profissional. Se o sr. Blankfein, que teve a sua face sorridente também estampada na primeira página do jornal, resolver sair à rua, será provavelmente caçado a pauladas feito ratazana prenhe (como diria Nelson Rodrigues).

Trabalho de Deus! A declaração do presidente do Goldman Sachs é sintomática. Os bancos que sobreviveram ao holocausto financeiro estão, em alguns casos, muito mais fortes e passaram a dominar ainda mais segmentos importantes do mercado. Formaram-se verdadeiros mamutes financeiros que faturam alto nos momentos favoráveis, embolsando lucros e distribuindo bônus nababescos a seus executivos. Grandes demais para quebrar, podem operar com a convicção de que serão socorridos pelo Estado, isto é, pelos contribuintes, se as suas especulações não forem bem-sucedidas.

Paulo Nogueira Batista Jr. é diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países