Segundo o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, “a tendência é o índice de paralisação aumentar a partir do segundo dia, uma vez que os bancos até agora não acenaram com a retomada das negociações”. “Essa grande participação na greve mostra a indignação dos trabalhadores com os bancos”, acrescenta. O sindicalista denuncia que, apesar de apresentarem crescimento médio de 32% no lucro líquido do primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, os bancos só ofereceram à categoria o índice de inflação de 4,29%, ou seja, zero de aumento real. A data-base dos bancários é em 1º de setembro. São Paulo - Cerca de 16 mil bancários aderiram ao primeiro dia da greve na região metropolitana da capital paulista. Segundo balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, 350 agências e oito centros administrativos ficaram fechados. Mais informações:
Químicos de Guarulhos paralisam AMC O Sindicato dos Químicos de Guarulhos e Região (Sindiquímicos) paralisou as atividades na empresa AMC do Brasil, na quarta-feira (29), depois que um acidente vitimou o trabalhador Luis Nilo, 53 anos, em pleno exercício de suas atividades. Após queda de 25 metros de altura, o funcionário foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O dia de protesto, intitulado “Em Defesa da vida”, contou com a adesão dos trabalhadores da empresa que, numa última homenagem ao colega, seguiram para o velório e enterro. Na avaliação do Sindicato, a empresa foi negligente, por não oferecer equipamento de proteção individual e coletivo aos empregados. Apuração - O Sindicato acompanhará o processo junto à polícia e a fiscalização do Ministério do Trabalho, até que os culpados sejam responsabilizados pela morte de um pai de família. Fonte:
Desemprego volta a cair nas regiões
Segundo dados da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), divulgada na quarta-feira (29), enquanto em julho deste ano havia 2,7 milhões de pessoas desempregadas nas regiões pesquisadas, em agosto este número baixou para 2,6 milhões, uma redução mensal de 3,8%. O levantamento é feito nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O nível de ocupação cresceu 0,8% em agosto, sendo que as 161 mil ocupações foram mais do que suficientes para absorver o número de pessoas que entraram no mercado de trabalho (57 mil), resultando na saída de 104 mil pessoas da situação de desemprego. A estimativa do Dieese é que, em agosto de 2009, o número de desocupados chegava a 3,1 milhões de pessoas, número 16,2% superior ao apurado em agosto deste ano. Rendimento - No mês de julho houve crescimento nos rendimentos médios reais de ocupados (1,8%) e assalariados (1,5%), ficando em R$ 1.289 e R$ 1.340, respectivamente. “Estes dados confirmam a tendência de melhoras no mercado de trabalho. Se não houver nenhuma trombada econômica, o que esperamos para os próximos meses, com o aquecimento natural das vendas de final de ano, é a queda do desemprego, com os vários setores contratando mais”, afirma o economista do Dieese Sérgio Mendonça. Mais informações:
Mendes para sessão sobre documentos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes interrompeu o julgamento do recurso contra a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos na hora de votar, após receber uma ligação do candidato tucano à presidência, José Serra. A votação já estava definida, pois sete dos dez ministros já tinham votado a favor da apresentação de apenas um documento, desde que tenha foto. A apresentação dos dois documentos é vista como um fator que favorece o candidato, porque pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade. O resultado do julgamento depende agora de Mendes e, se o STF não julgar a ação antes das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência. O jornal Folha de S.Paulo informa que Serra pediu a um assessor que telefonasse para Mendes pouco antes das 14 horas, depois de participar de um evento em São Paulo. Ao telefone, cumprimentou o interlocutor como “meu presidente” e conversaram por alguns minutos. No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Fonte: jornal Folha de S.Paulo
Morreu Argeu Quintanilha, ex-sindicalista e advogado Faleceu no final da tarde desta quarta (29), em Campinas, o advogado trabalhista Argeu Quintanilha de Carvalho. Ele foi dirigente sindical metalúrgico na cidade, nos anos 70, e acabou cassado pela ditadura. Nos anos 80, Argeu foi Delegado Regional do Trabalho no Estado de São Paulo, tendo se destacado pela intensa fiscalização em empresas insalubres e perigosas. Nos últimos anos, Argeu se dedicava à advocacia trabalhista, com atuação em Sindicatos de Vigilantes.
A Previdência Social atingiu no ano passado a taxa de cobertura recorde de 67% dos trabalhadores, o equivalente a 56,58 milhões de contribuintes da população economicamente ativa, na faixa etária entre 16 e 59 anos. Segundo a previdência, a cobertura começou a cair em 1992 (66,4%) e chegou ao menor índice em 2002, com o atendimento de 61,7% dos trabalhadores em atividade. |
Por Wagner Gomes Tem sido muito interessante observar a movimentação da chamada “grande imprensa” brasileira nos últimos meses. A cada semana, seu rancor e desprezo em relação ao sucesso do governo Lula e à provável vitória de Dilma Rousseff se traduzem em mau jornalismo, parcialidade escancarada e em flerte com o golpismo. Até onde esse desespero pode chegar? Quais seriam suas consequências? A bola da vez é a tentativa de grudar na figura do presidente Lula o carimbo de “antidemocrático”. Um eventual governo Dilma, por sua vez, tem sido imaginado como um atentado à liberdade de expressão no Brasil. Em outro cenário, esse comportamento da imprensa poderia ser visto como anedota; na atual conjuntura e com o retrospecto golpista de parte da elite a quem o chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista) representa, cabe à sociedade ficar atenta. Já não é novidade nenhuma o fato de a imprensa no Brasil ter adotado para si o papel de partido político de oposição ao atual governo. Fosse Lula o déspota descrito por alguns jornalistas, estes jamais teriam a liberdade de desrespeitar com tamanha frequência a imagem do presidente da República – e muito menos de tachá-lo como alguém que viola a Constituição do País. Volto ao parágrafo inicial: tem sido interessante acompanhar essa decadência da imprensa brasileira, pois é nítido que, assim como partidos como o DEM e o PSDB, ela não entende que é possível fazer oposição a um governo de forma honrosa, sem apelar para o golpismo e nem ofender a inteligência de seus leitores e telespectadores. O PIG parece não ter notado que a sociedade brasileira do século 21 evoluiu muito. Hoje, os mais pobres não dependem de “formadores de opinião” para decidir o rumo de suas vidas. Já nas eleições de 2006 esse fenômeno foi visto por alguns estudiosos. Em 2010, isso se tornará ainda mais nítido. O que realmente importa para a população carente, para a classe trabalhadora e para aqueles que sempre foram marginalizados na sociedade brasileira é a sensação real, de seu cotidiano, das transformações que atualmente estão em curso no Brasil. O País que é visto no “Jornal Nacional” e nas capas da “Veja” e da “Folha de S.Paulo” não é o mesmo daqueles que hoje se veem em uma situação melhor do que há dez anos e que agora podem usufruir – ou ao menos planejar – uma vida mais digna. Diante desse cenário, até onde pode chegar esse desespero da mídia? Quais serão os novos escândalos? Quanto tempo o PIG precisará para se dar conta de que a própria imprensa é uma das instituições menos democráticas do País? Esse discurso golpista simplesmente não tem o menor respaldo da maioria dos brasileiros, mas também não pode ser ignorado. É por isso que qualquer tentativa de golpe tem que ser enfrentada em seu ninho, de forma firme e combativa. Mais uma vez, a classe trabalhadora está do lado correto no processo político do País, junto de outros movimentos populares e das forças democráticas brasileiras. Mais do que isso: estamos prontos para enfrentar essa batalha da forma que for preciso. Dia 3 de outubro faremos isso nas urnas. Depois disso, no embate ideológico do dia a dia e, se for necessário, estaremos prontos para ir às ruas defender a liberdade que já nos custou tão caro em um passado não tão distante. Wagner Gomes é presidente nacional da CTB |
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