Foto: Claudio Omena José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato, afirma: “Foram os trabalhadores e o movimento sindical que ajudaram o Brasil a sair da crise. Agora, os empresários voltaram a ganhar e está na hora de termos nossa parte neste bolo”. Pereira alerta que, se até 15 de outubro o patronato não apresentar contraproposta às reivindicações, será deflagrada greve em todo o Estado. Mais informações:
Mercedes-Benz confirma 1.300 contratações em São Bernardo
Do total, 800 trabalhadores terão contrato por prazo determinado de um ano. As outras 510 contratações decorrem de negociações do Sindicato para garantir a efetivação de 350 trabalhadores temporários e a contratação de 160 aprendizes, formados pelo Senai em janeiro e agosto deste ano. Em junho, a entidade conseguiu a renovação do contrato dos temporários até outubro e agora eles serão efetivados. O presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, avalia que as contratações na Mercedes-Benz sinalizam o início efetivo da recuperação dos empregos na cadeia automotiva. “Vamos começar a recuperar os empregos perdidos por conta da crise”, afirma. Outras montadoras de caminhões, como a Scania, já sinalizam novas contratações. Mais informações:
Greve cresce e bancários retomam
Nesta quarta haverá negociação com o Banco do Brasil sobre questões específicas. Na quinta, será a vez da Caixa Econômica Federal retomar o processo de negociações. “A greve vem crescendo dia após dia e foi essa pressão dos trabalhadores que fez com que os bancos nos procurassem para a retomada das negociações”, afirma Carlos Cordeiro, coordenador do Comando Nacional dos Bancários. Paralisação - A última negociação aconteceu no dia 17 de setembro, quando os banqueiros apresentaram uma proposta de 4,5% de reajuste e uma PLR menor do que a do ano passado. No dia 23, os bancários rejeitaram a proposta e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Mais informações:
Químicos da Força entregam pauta
Negociação - As rodadas de negociação com a bancada patronal devem começar a partir do dia 14 de outubro. O presidente da Fequimfar, Sergio Luiz Leite (Serginho), destaca que a principal reivindicação da categoria é aumento real para os salários. “Os números do Dieese mostram que a indústria química, como um todo, vem demonstrando um franco reaquecimento em suas vendas e na produção”, ressalta Serginho. Ele lembra que todos os segmentos químicos industriais tiveram bom faturamento em 2008 e que no 1º semestre deste ano a produção teve alta de 35,06%. Pauta - As principais reivindicações são aumento real de 5% mais reposição da inflação, Piso salarial de R$ 850,00, PLR no valor de dois salários, redução da jornada para 40 horas semanais e acesso à informação (empresas devem oferecer local com acesso a internet, jornais e livros). Mais informações:
6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília As Centrais Força Sindical, CUT, CTB, CGTB, UGT e Nova Central decidiram, na terça-feira (29), que a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília será realizada dia 11 de novembro. Os trabalhadores vão reivindicar a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas. Nos últimos anos, os trabalhadores usaram a marcha para obter grandes conquistas como a política de valorização do salário mínimo que irá vigorar até 2023 e o aumento real para os aposentados que ganham acima do mínimo. Jornada - A data foi escolhida levando em conta a possibilidade de votação das 40 horas pela Câmara dos Deputados. A intenção das Centrais é fazer coincidir a realização da 6ª Marcha com a votação da proposta em primeiro turno. Fonte: Diap
Fim da isenção do IPI provoca falta de carros O movimento nos feirões das montadoras de automóveis e nas lojas neste final de semana foi intenso. Isso porque os consumidores aproveitaram o último fim de semana com a isenção completa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de carros novos. A correria, em alguns casos, superou a previsão das montadoras e das concessionárias. O IPI zero aqueceu as vendas durante o auge da crise financeira. |
Diante da votação da proposta que visa diminuir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, é necessário discutir qual o impacto que tal política trará para vida das mulheres e pensar com o recorte de gênero como essas questões ampliam o horizonte destes direitos. Tradicionalmente cabe à mulher o papel social de “cuidadora” na vida familiar. Discutir e defender a redução da jornada nos leva a uma questão antiga: a mulher possui duas ou mais jornadas de trabalho. E, como coloca a Convenção 156 da OIT, é necessário co-responsabilizar homens e mulheres no trabalho de “cuidador” e provedor da família, através da desconstrução cultural de padrões que geram desigualdades. A noção de mulher “cuidadora” e “provedora” e do homem “provedor” desequilibra a vida, tanto de um como de outro, na relação entre trabalho e família, promovendo uma série de conseqüências para o trabalho e para o capital. A mudança deste paradigma requer políticas públicas que se concentrem na igualdade de diretos e na divisão mais equânime do trabalho reprodutivo e produtivo. A intenção é (re)significar os papéis sociais de gênero produzindo mais igualdade, para superar a idéia da mulher como força de trabalho secundária decorrente do fato de ser vista como “cuidadora” impedindo-a, mais por força do imaginário cultural, de desenvolver-se por completo na vida pública. Exemplo disto é a própria desigualdade de salários, a visão de que o trabalho feminino é menos produtivo. Além do acúmulo de jornadas, que traz esgotamento e adoecimento aos corpos femininos. Pensar em políticas públicas para alterar essa realidade na tentativa de conciliar e co-responsabilizar ambos, homens e mulheres, é reduzir a jornada feminina. Vale notar que as mulheres estão adoecendo pelo estresse desencadeado pela competitividade no mercado de trabalho. Para isso seria necessário um novo modelo de produção, de políticas públicas e de família. Trabalho e família são questões centrais na agenda do trabalho decente. A igualdade de gênero no mercado de trabalho jamais será equilibrada se não houver repactuação dos papéis sociais e das relações de trabalho. O tema não diz respeito somente às mulheres e sim a homens e mulheres. Na maioria das famílias chefiadas por mulheres, as mulheres cuidam sozinhas de seus filhos e não têm com quem dividir os cuidados. Nas famílias chefiadas por homens, eles têm com quem dividir e delegar os cuidado. A igualdade de gênero no mercado de trabalho não se equilibrará se não houver repactuação dos papéis sociais nas relações de trabalho. O tema não diz respeito somente às mulheres e sim a homens e mulheres. Então, desta forma podemos pensar a diminuição da jornada de trabalho para as mulheres. Ao reequilibrar, compartilhar as tarefas, encontramos uma saída, daí, a necessidade em repensar os papéis de gênero, promovendo através do Estado, uma rearticulação com políticas públicas que permitam isso. Sem esquecer, e abrindo um parêntese, o quão impactante que essas estratégias serão nos lares e nas empresas. Assim poderemos acreditar que diminuir a jornada de trabalho assalariado trará à mulher os mesmos benefícios que aos homens, ou seja, tempo para renovar-se de forma qualitativa para o trabalho e melhorar a qualidade de vida tendo mais tempo para: cuidados com os filhos; descanso; aperfeiçoamento profissional; lazer e cultura; saúde etc. Helena Ribeiro da Silva é presidente do SEAAC de Americana e Região |
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