Lupi diz no Congresso da Força que luta
pelas 40 horas deve ser prioridade

Foto: Claudio Omena

Com a participação de mais de quatro mil sindicalistas de todo o País, a Força Sindical deu início nesta quarta (29) ao seu 6º Congresso. O evento, que tem como tema Toda Força pelo Trabalho Decente, acontece no Ginásio Falcão em Praia Grande, São Paulo.

Várias autoridades compareceram à solenidade de abertura, entre elas os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Carlos Lupi (Trabalho), José Pimentel (Previdência), além de prefeitos, vereadores e parlamentares, como os deputados federais Marcio França, presidente do PSB no Estado de São Paulo; Brizola Neto (PDT-RJ); e José Genoino (PT-SP).

O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), afirmou: “O Brasil mostra que está amadurecendo com o enfrentamento da crise, graças à unidade das Centrais e o entendimento que as entidades tiveram com o governo. Se a crise fosse resolvida pelo ponto de vista das empresas, teria ocorrido desemprego em massa e a perda dos direitos”.

E completa: “A unidade das Centrais com o governo deve seguir no Congresso Nacional na votação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais ”.

Representando o presidente Lula, o ministro Luiz Dulci ressaltou a representatividade do Congresso e a sua importância na unidade das Centrais. “A atuação conjunta das Centrais tem fortalecido as ações do governo nas questões de interesse social. Hoje, as Centrais têm um papel importante nas mudanças sociais que o País está vivendo”, afirmou o ministro, referindo-se à valorização do salário mínimo e às conquistas de aumento real.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reafirmou o compromisso do governo com a redução da jornada e destacou: “O movimento sindical deve se organizar cada vez mais para garantir essa conquista. O sindicalismo brasileiro já demonstrou que tem maturidade, pois soube se organizar no momento crucial da crise mundial e enfrentou com unidade a luta em defesa do emprego”.

Internacional - Entre os eventos que ocorrem paralelamente ao Congresso, acontece na terça-feira (28) a 3ª Conferência Internacional da Força Sindical. Com a presença de 38 delegações, representando 33 países, os sindicalistas trocaram experiências sobre os efeitos da crise financeira em cada país. “Pelas informações colhidas das delegações, pudemos observar que outros países ainda enfrentam grandes dificuldades, principalmente com relação ao desemprego", assinalou Paulinho.

Programação – Nesta quinta (30), os delegados se dividirão em grupos para debater os temas e apresentar propostas. Na sexta (31), a Central elege sua nova diretoria tendo a provável reeleição de Paulinho.

Mais informações – Paulinho (9652.6649), Juruna (9974.3547) e Magri (9623.3167)
www.fsindical.org.br

Forcistas contra a alta programada do INSS

A alta programada do INSS, mecanismo pelo qual se determina, de antemão, o dia da alta do acidentado, está na alça de mira dos delegados do 6º Congresso da Força Sindical, que começou quarta e termina sexta, na Praia Grande.

A iniciativa de exigir o fim da alta programada partiu do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, ganhou na noite da quarta o apoio da forte bancada dos comerciários e está sendo debatida nesta quinta nos grupos de trabalho do Congresso.

Elenildo Queiroz (Nildo), diretor de Saúde e Segurança dos Metalúrgicos de Guarulhos, afirma: “A burocracia da Previdência quer resolver problemas de caixa jogando acidentados na rua da amargura. É esse método desumano de cuidar de doentes que nós estamos repudiando”.

Mais informações:
Nildo - 7730.5111.

BNDES debate estímulo ao crédito na região do ABC paulista

O Grupo de Trabalho de Crédito do ABC promove na próxima sexta-feira (31), das 9 às 12h30, no Teatro Cacilda Becker, em São Bernardo do Campo, debate sobre linhas de crédito com a presença do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho. O evento reúne prefeitos e secretários municipais, representantes de bancos públicos e privados, empresários e trabalhadores da região.

O GT de Crédito é resultado do seminário “O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento”, realizado em março com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a fim de elaborar propostas de enfrentamento da crise. O seminário também deu origem ao GT Automotivo, grupo que foi instalado em junho com a presença do ministro do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge.

Mais informações:
www.smabc.org.br

CUT realiza Seminário Internacional “Crise
e Estratégias Sindicais”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza, segunda e terça-feira próximas (3 e 4 de agosto), no Centro de Convenções - Expo Center Norte, em São Paulo, o Seminário Internacional  “Crise e Estratégias Sindicais”.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, informa que o objetivo do evento é analisar o cenário atual de crise financeira e econômica e as perspectivas pós-crise, “buscando construir estratégias sindicais de enfrentamento e disputa de um modelo de desenvolvimento alternativo ao hegemônico”.

“A atuação internacional da CUT nos últimos três anos teve como principal fundamento o fortalecimento e a unificação do sindicalismo mundial em defesa dos empregos com salários dignos e respeito aos direitos sociais e trabalhistas, defendendo a solidariedade e auto-determinação dos povos no combate à globalização neoliberal”, acrescenta Felício.

Mais informações:
www.cut.org.br

Sindimoto comemora sanção da lei do motoboy

O presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de Santos, Baixada e Litoral, Paulo Cezar Barbosa, comemorou a sanção pelo presidente Lula da lei que regulamenta as profissões de motoboy e mototaxista.

“Vamos agora iniciar muitas negociações, com empresas e autoridades, para a regulamentação deixar imediatamente o papel assinado por Lula e ganhar as ruas e avenidas do País”, diz o sindicalista. “Na região, lutaremos pelo registro em Carteira de 30 mil profissionais”.

Paulo Cezar calcula que a lei beneficiará 2 milhões e meio de profissionais no País: “A categoria finalmente terá previdência social, 13º salário, férias, todos os direitos da CLT e ainda as convenções e acordos coletivos que o Sindicato assinará”. A contratação do motoboy como prestador de serviços em empresas de frete “está com os dias contados”.

Fonte: CTB
www.portalctb.org.br

Químicos fazem balanço da gestão Danilo na Federação

A edição nº 102 do Jornal da Fequimfar, órgão da Federação dos químicos de São Paulo (Força Sindical), traz um balanço dos 16 anos de gestão do presidente Danilo Pereira da Silva, que este ano passa o cargo a Sergio Luiz Leite. O título da capa, “A Força dos Químicos – Votos renovados de luta, trabalho e conquistas”, indica o momento de renovação por que passa a entidade.

Segundo Sergio Luiz Leite, liderada por Danilo a Fequimfar “contribuiu decisivamente para uma série de conquistas para a classe trabalhadora. Para a contenção do nível de desemprego, conquista de melhores salários e manutenção dos direitos socioeconômicos dos trabalhadores”.

A Fequimfar está na rua Tamandaré, 120/124, Liberdade, São Paulo. O telefone é 3277.5000.

Mais informações:
www.fequimfar.org.br

Gastos com acidentes de trabalho no
setor elétrico passam de R$ 595 milhões

A última pesquisa elaborada pela Fundação COGE (Funcoge), ONG voltada ao estudo de gestão técnica no setor elétrico, mostra que ocorreram 851 acidentes com trabalhadores do setor em 2008, sendo 15 fatais. Segundo a entidade, foram gastos mais de R$ 595 milhões com os acidentes, valor suficiente para a construção de nove pequenas centrais hidrelétricas, com capacidade para atender à demanda de mais de um milhão de habitantes.

“É preciso mais treinamento, capacitação e fiscalização pelos órgãos competentes”, afirma Carlos Reis, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp).

A Funcoge mostra que o número de acidentes nas empresas de transmissão, geração e distribuição de energia elétrica correspondem a 2,33 ocorrências por dia. “É muito alto, se levarmos em consideração os equipamentos de proteção individual e treinamentos que existem à disposição da empresa e do trabalhador. É preciso verificar se as companhias realmente fazem investimentos na segurança dos seus funcionários”, adverte Carlos Reis.

Origens - As ocorrências fatais no setor apresentam três principais causas: origem elétrica, queda e acidente de trânsito. Estas poderiam ser evitadas com procedimentos técnicos de trabalho, como planejamento e supervisão. 

Fonte: UGT
www.ugt.org.br

Petrobrás é quarta empresa mais respeitada 

Uma pesquisa do Reputation Institute, sediado em Nova York, apontou que a Petrobrás passou do 20º para o 4º lugar entre as empresas mais respeitadas do mundo. O resultado também dá à Companhia a melhor posição entre as empresas de energia. A pesquisa foi realizada de janeiro a março de 2009, em 32 países. A Petrobrás obteve 82,37 pontos, ficando 18,17 pontos acima da média mundial (64,20 pontos).

 


2º Congresso da NCST:
Carta de Luziânia

Fundada pela vontade e decisão conscientes e soberanas de mais de cinco mil delegados, presentes no 1° Congresso Nacional realizado de 28 a 29 de junho de 2005, a Nova Central Sindical de Trabalhadores reafirma, neste seu 2° Congresso, o compromisso de permanecer fiel aos princípios da organização sindical brasileira e comprometida com valores como a democracia, a ética, a justiça social e a busca permanente da afirmação e efetivação do Estado Democrático e Social de Direito em nosso País.

Defende a Nova Central que os direitos individuais e sociais são propriedades do povo brasileiro e o Estado Democrático e Social de Direito é um patamar mais avançado na perspectiva de uma justa distribuição de renda, da superação das absurdas desigualdades sociais, do respeito e ampliação dos direitos sindicais e trabalhistas, do fortalecimento das ações do Estado com vistas à soberania nacional e a garantia de serviços públicos de qualidade para toda a população, de um desenvolvimento sustentável com geração de renda e emprego, além de garantir a aplicação de políticas públicas voltadas para assegurar a dignidade humana e que não sejam meramente compensatórias.

A Nova Central é uma ferramenta de luta e de unidade da classe trabalhadora. No exercício de sua prática sindical, é uma entidade classista, no sentido do seu compromisso irrenunciável com os interesses e direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

Especialmente neste momento de crise mundial, agravada em razão das perversas políticas econômicas e sociais do agonizante modelo neoliberal, na forma de uma ditadura financeira globalizada, com a imposição de reformas estruturais e de flexibilização de direitos, a Nova Central coloca-se ao lado de todas as forças que lutam para que os efeitos da crise não sejam atribuídos à classe trabalhadora.

Não somos os responsáveis por ela, antes, somos as vítimas, por isto, não vamos pagar por uma crise que não provocamos.

Nesta perspectiva, a Nova Central, neste seu 2º Congresso, propõe alternativas concretas para o País, enfatizando principalmente a necessidade central de mudança no modelo econômico. Há décadas o centro determinante da política econômica brasileira é o controle da inflação. Tudo se justifica no sentido de manter sob controle as variações inflacionárias.

Por isto, o Brasil pratica um dos juros mais altos entre todos os demais países, penalizando os trabalhadores e impondo freio ao crescimento econômico. Neste momento, quando é reconhecido e afirmado que a inflação está sob controle, além de modificar a sua política de juros, reduzindo-os substancialmente em favor do desenvolvimento nacional, a Nova Central propõe que o centro da política econômica seja, a partir de agora, a geração de empregos.

É possível, pelas condições atuais do País, buscar a implementação de uma política nacional de pleno emprego. Por este caminho o Brasil poderá transformar a crise mundial em fator de crescimento e de fortalecimento do nosso mercado interno, como alternativas permanentes de independência e de soberania do País.

Uma política nacionalista distinta e antagônica à submissão às imposições dos monopólios e do imperialismo e que resgate a função social da propriedade como fundamento de todo o nosso sistema produtivo.

Nesta direção, acredita a Nova Central, há perspectivas da construção de um novo pacto nacional em defesa do pleno emprego e da efetiva independência nacional, com o fortalecimento da democracia, das representações sociais e sindicais e o estabelecimento de um novo patamar de desenvolvimento na história da Nação.

Neste 2° Congresso Nacional, a Nova Central, alicerçada em princípios éticos e valores humanos, que pressupõem a dignidade humana e a solidariedade, mantém o compromisso de jamais se compactuar com qualquer tipo de exploração, muito menos a exploração do trabalho infantil ou de trabalho em condições de escravidão.

Levanta também a bandeira da necessidade imediata da redução da jornada de trabalho, ainda que seja para 40 horas semanais, para gerar mais emprego e favorecer a garantia de condições de vida e de trabalho dignas para toda a classe trabalhadora brasileira.

Por estas identificações, a Nova Central, expressando as manifestações de milhões de trabalhadores e trabalhadoras da sua representação, ressalta que se manterá como central sindical identificada com o sistema sindical confederativo brasileiro, atuando de forma unitária, com absoluto respeito pela decisão das suas bases.

Neste sentido, a Nova Central é, e continuará sendo, uma entidade sindical democrática, soberana e independente, livre da influência do patronato, isenta do contágio dos partidos políticos e imune à ingerência governamental.

Face aos imensos desafios que temos pela frente, convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, através das suas entidades sindicais, para, juntos, assumirmos e encadearmos jornadas patrióticas em defesa da Nação e da classe trabalhadora.

Avante, companheiros!
Viva o Brasil, livre, justo e soberano!

Brasília, 29 maio de 2009