Trabalhadores na construção civil de
Após uma paralisação de 24 horas e ato, na segunda-feira (27), que reuniu mais de 20 mil trabalhadores na avenida Berrini, Zona Sul da Capital, os trabalhadores da construção civil de São Paulo conquistaram um acordo coletivo, que garante a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e aumento real de salário. Os trabalhadores que ganham até R$ 2,5 mil por mês terão reajuste de 6,74%, a partir desta sexta-feira, dia 1º de maio. O aumento real é cerca de 1%, com base na estimativa de inflação de 5,5% acumulada na data-base da categoria. O presidente do Sindicato, Antonio de Souza Ramalho, afirma que “mais de 95% da categoria está na faixa de salários até R$ 2,5 mil”. São cerca de 300 mil trabalhadores nos canteiros de obras na capital paulista. Protetor solar - O acordo prevê ainda que os Pisos salariais serão elevados em 6,75%. A cesta-básica passou de 30 para 36 quilos e as empresas deverão fornecer protetor solar aos trabalhadores. Mais informações:
A redução de um ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), adotada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta quarta-feira (29), foi contestada por representantes dos trabalhadores e também pelo setor produtivo. A Força Sindical defendeu uma “queda drástica dos juros”. “Um pouco mais de ousadia traria enormes benefícios para o setor produtivo, que gera emprego e renda e anseia há tempos pelo crescimento expressivo da economia”, ressalta o presidente da entidade, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho). Por sua vez, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) classificou a manutenção dos juros altos de “aberração”. “O Copom frustrou, mais uma vez, as expectativas das Centrais Sindicais e contrariou os interesses nacionais com a decisão de reduzir em apenas um ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), que ainda é uma das maiores do mundo em termos reais”, denuncia a nota da Central. Evolução da Selic - O Copom decidiu reduzir a Selic para 10,25% ao ano. A taxa é a menor já estabelecida desde a criação do colegiado, em dezembro de 1997. A taxa de juros básica, a Selic, foi criada em julho de 1986. As três reduções de 2009 foram atribuídas ao impacto da crise financeira mundial. Antes, o BC elevara a taxa, entre março e setembro de 2008, mantendo-a congelada em 13,75%, até dezembro. Mais informações:
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Por João Guilherme V. Netto As comemorações do 1º de Maio e o resultado de algumas campanhas salariais (como a dos trabalhadores da construção civil de São Paulo, onde o Sintracon organizou, auxiliado por outros Sindicatos e Centrais e por Federações estaduais da categoria, uma das maiores manifestações por salários dos últimos anos) demonstram a vivacidade do movimento sindical. Se conjugarmos todas as iniciativas, em todas as suas formas e em todos os lugares, o Brasil deverá ostentar, orgulhosamente, o título da maior comemoração do 1º de Maio do mundo todo em uma conjuntura de lutas e avanços, apesar das dificuldades. (Diga-se de passagem e para registro antecipado que a manifestação de Paris, organizada unitariamente por todas as centrais sindicais francesas e alimentada pela indignação dos trabalhadores com a crise, disputará o honroso título de maior manifestação conjunta.) A transição para melhor – no enfrentamento da crise com soluções positivas – avança com celeridade. As Centrais, agora autorreconhecidas, passam a desempenhar um papel crescente e elaboram – cada uma com suas características – uma nova cultura organizacional que supera a fase de aglomerados de entidades sindicais reconhecidas e as limitações da ação, organização e representação. A conjuntura, para elas e para todas as entidades, indica a necessidade premente e justificada de realizarem – junto às bases sindicais – campanhas institucionais de filiação e de qualificação das direções e dos ativistas para agrupar ainda mais e avançar com ímpeto. João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo
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