Câmera Aberta Sindical
Almino Afonso, ex-ministro do Trabalho de Jango,
fala dos efeitos do golpe de 64 para o sindicalismo

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 1º de Abril, ao vivo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 2 de abril, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 8 de abril, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 5 de abril, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 8 de abril, das 13 às 14 horas

Em 31 de março de 1964 o Brasil sofreu um golpe militar que depôs o governo de Jango. Foram 21 anos de perseguições políticas e cerceamento da liberdade de expressão que afetaram toda a sociedade, principalmente o movimento sindical.


Câmera Aberta exibido quarta 25/03, debateu condições
de trabalho no transporte de valores

Como o movimento sindical enfrentou aquele período? Qual era o nível de organização dos trabalhadores? Quais os principais direitos conquistados até então? Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical convidou o então ministro do Trabalho de Jango, Almino Afonso.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraaberta@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

Você faz a pauta – Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

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Protesto contra a crise reúne 10 mil na avenida Paulista

Chamado por 25 entidades e coordenado pelas Centrais CUT, Força, Nova Central, UGT, CTB, CGTB e Conlutas, o ato contra a crise mundial reuniu na manhã desta segunda (30/3) cerca de 20 mil manifestantes em São Paulo. Eles se concentraram na Avenida Paulista, fizeram ato em frente à Fiesp, ao Banco Central e à Caixa Econômica Federal e em seguida manifestaram-se em frente à Bolsa de Valores, no Centro Velho.

A manifestação integra o “Dia Internacional de Luta Pelos Direitos dos Trabalhadores Contra a Exploração”, convocado pelas Centrais e Federações Sindicais Mundiais. Estão previstos atos em diversos pontos do Brasil e em outros países. A manifestação na capital paulista reúne desde Centrais, como CUT e Força, até entidades como UNE e MST.

Para o sindicalista José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, o ato amplo mostra mais força. Ele afirma: “Estão aqui todas as Centrais e entidades importantes do movimento social. É nosso grito unitário contra a crise e cobrando a retomada do crescimento econômico, com emprego”. O Sindicato levou uma guilhotina à manifestação e carrascos que encenavam o corte de cabeças de trabalhadores.

Já João Paulo, integrante do Movimento dos Sem Terra (MST), afirma que o ato também chama atenção para a reforma agrária. Ele diz: “A propriedade rural é muito concentrada. E o agronegócio, além de gerar desemprego, agride o meio ambiente”.

Assessor de Imprensa – João Franzin – MTb 12.865-SP (9617.3253)
Mais informações – Pereira (9652.1813), Paulinho (9652-6649), Spis da CUT (2108.9200), Patah da UGT (9479.6970), Chico Bezerra da Nova Central (9909.9580)

Trabalhadores no setor de alimentação
conquistam vitória na Nestlé

A Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp) e os Sindicatos filiados conquistaram uma importante vitória para os trabalhadores da Nestlé de todo o Brasil. Com a mobilização da categoria, a empresa teve que recuar da decisão de cortar benefícios aos trabalhadores aposentados.

A empresa pretendia forçar a aposentadoria imediata dos trabalhadores com 25 anos de trabalho, ameaçando com o corte de benefícios como o reembolso de medicamentos, auxílio lactante e material escolar, conquistados ao longo dos anos.

“A empresa não tem o direito de decidir quando o trabalhador deve se aposentar, isso é uma decisão pessoal, mesmo porque, pela legislação em vigor, muitos precisam trabalhar mais para ter uma aposentadoria melhor”, argumenta o presidente da Fetiasp, Melquíades Araújo. O sindicalista lembra que a Federação e Sindicatos filiados continuarão atentos a qualquer tentativa de precarização das condições de trabalho.

No País - A mobilização deu certo e, dia 24 de março, a empresa comunicou por escrito a decisão de manter os benefícios aos trabalhadores que completarem os 25 anos de empresa em março deste ano. E, o melhor, em nível nacional.

Mais informações:
Telefone (11) 3273.7300
www.fetiasp.com.br

Venda de carros em março é 12% maior
que no mesmo mês de 2008

A indústria automobilística fechará o mês de março com aumento de 12% nas vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com cerca de 260 mil carros emplacados, contra 232,1 em março de 2008, o resultado desse mês será também um dos melhores em todos tempos. A média diária de vendas, que havia caído para 8 mil no final do ano passado, subiu em março para 12,6 mil unidades.

 



João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

 

Um grande seminário

Por João Guilherme Vargas Netto

O Sindicato dos Engenheiros de São Paulo realizou em 23 de março a 9ª versão anual do Seminário de Negociações Coletivas. Pela tradição, o evento é dividido em duas partes durante o dia. Na manhã, os dirigentes e diretores do Sindicato, depois de se informarem sobre a conjuntura, discutem entre si os temas mais importantes das negociações previstas e traçam a linha a ser seguida.

Pela tarde, recebem como convidados representantes de várias empresas que têm peso na economia e são empregadores de engenheiros, Sindicatos representativos e personalidades qualificadas para discutir os temas atuais das negociações.

Neste ano, o presidente do Sindicato, Murilo Pinheiro, convidou e contou com a participação do Secretário de Relações do Trabalho do ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antônio de Medeiros, do secretário municipal do Trabalho em São Paulo, professor Marcos Cintra, do economista do Dieese, Sérgio Mendonça, do diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz e representantes de importantes empresas públicas e privadas e diretores de Sindicatos. Cito, correndo o risco de esquecer alguém, os representantes do Metrô, da CTEP, da CPFL, da Cesp, da Elektro, da Telefônica, da Usiminas (Cosipa), da Embraer, da Sabesp, do Sinaenco (consultoria), do Sindimest (telecomunicações), do Sindipeças e do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisas.

Na abertura da segunda parte, as análises e intervenções das autoridades e especialistas foram muito elogiadas. Houve uma convergência importante em torno da compreensão das tarefas de enfrentamento da crise e da importância das negociações, com enfoques que privilegiaram os elementos políticos, econômicos, sociais e financeiros e a experiência das iniciativas já tomadas.

Os representantes das empresas informaram as perspectivas que têm e foram unânimes ao afirmar que as negociações – dados os efeitos diferenciados da crise externa na economia das empresas – deverão ser pautadas pelas realidades vividas e não pelo pessimismo que as vezes se procura disseminar. Uma das empresas anunciou, por exemplo, um amplo plano de “primarização” de mão-de-obra com o emprego direto de mais de mil terceirizados.

Todos foram acordes em anunciar dificuldades mas, sobretudo em apresentar as oportunidades para avanços no rumo produtivista capaz de garantir emprego, qualificação, melhoria dos serviços e produtos e respeito aos direitos.
 
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo