“O técnico de segurança é como salsicha em cachorro quente. É prensado pelo empresário que, muitas vezes, não quer que as ações aconteçam e pelos trabalhadores que enxergam o técnico como preposto do patrão”, declarou Armando Henrique, presidente do Sintesp. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), lembrou a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e por medidas de prevenção à saúde. “A unidade de trabalhadores, cipeiros, técnicos e engenheiros de segurança e Sindicatos é fundamental para que as pessoas possam trabalhar com saúde”, afirmou. Arnaldo Gonçalves, secretário nacional de Saúde e Segurança da Força Sindical, ressaltou a importância do trabalho do técnico de segurança para corrigir as irregularidades na empresa. O presidente da Fequimfar, Sergio Luiz Leite (Serginho), foi homenageado pelos técnicos de segurança. Ele recebeu uma placa pelas atividades que a entidade que preside desenvolve nesta área. Serginho defendeu um trabalho integrado entre cipeiros e técnicos de segurança para oferecer mais segurança aos trabalhadores. “Com todos os avanços e leis ainda tivemos seis mortes no setor químico em 2010”, destacou. Leis - O superintendente regional do Trabalho, José Roberto de Melo, observou que as empresas não podem alegar que o cumprimento das leis de saúde e segurança significa despesas. “Quem paga essa conta? Somos nós consumidores. Então as empresas que cumpram porque somos nós que pagamos a conta”, disse Melo. Fonte:
Lula e os blogueiros
É significativo que um presidente da República se disponha a ser entrevistado por blogueiros. Ou seja, fale com a mídia alternativa. Também deve ser destacado que a entrevista correu solta, sem o carimbo chapa-branca que a grande mídia, com uma ponta de ressentimento, tentou imprimir. Nós, brasileiros, que vivemos longos anos sob a ditadura, sabemos do que estamos falando quando tratamos da imprensa. Especialmente pela lembrança que nos traz o mandonismo da Rede Globo, que extrapolou e tripudiou. Dois casos. Uma vez, conversando com o exemplar Freitas Nobre quis saber por que ele não foi Ministro das Comunicações. E ele contou que um dia o presidente Sarney pediu que ele fosse falar com Roberto Marinho no Rio e lá o dono da Globo falou: escolha outro ministério, porque este é nosso, e indiciou ACM. A posse de Fernando Henrique Cardoso cumpriu o protocolo, colocando chefes de Estado num local e os demais convidados distribuídos pelo Palácio. Roberto Marinho ficou uma fera porque não ficou na mesma posição dos chefes de Estado. Isso obrigou FHC, com dona Ruth, a armar um jantar para adoçar o bico do poderoso chefão da comunicação. Vale recordar que o procedimento padrão de todo Presidente eleito sempre foi conceder entrevista à Globo. Dilma mudou isso, dando primazia à TV Record. Foi, evidentemente, à Globo em seguida, onde um manso Willian Bonner a recebeu. Ouço dizer, com satisfação, que Dilma também quer conceder coletiva aos blogueiros. Sugiro ao Altamiro que sejam escolhidos de dez a quinze, adotando-se alguns critérios, como audiência; tempo de existência; caráter jornalístico. João Franzin
MTE mostra crescimento do mercado de trabalho em 8 anos O Secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Carlo Simi, apresentou na sexta-feira (26), dia em que o ministério completou 80 anos de criação, um balanço com os principais resultados da Pasta entre 2003 e 2010. A exposição do secretário ocorreu durante o ‘Seminário 80 Anos de MTE’, no Museu da República, Rio de Janeiro. Carlo Simi destacou que, no período, foram disponibilizados cerca de R$ 214,9 bilhões para programas direcionados ao seguro-desemprego, abono salarial, intermediação de mão de obra, capacitação profissional e geração de renda. Segundo Simi, as políticas de emprego foram responsáveis por fazer com que o Brasil gerasse emprego com registro em Carteira no momento em que o mundo passava por uma crise financeira.
O abono salarial disponibilizou R$ 36,5 bilhões para o programa, com mais de 97 milhões de trabalhadores beneficiados no período. Quanto ao seguro-desemprego, foram disponibilizados R$ 95,4 bilhões em recursos, com 48,5 milhões de beneficiários. “Isso dá uma média de 6 milhões de beneficiários por ano”, lembrou Simi. Quanto à qualificação profissional, foi disponibilizado R$ 1,8 bilhão, atendendo a mais de 1,8 milhão de beneficiários. Para a intermediação de mão de obra, foi repassado R$ 1 bilhão, atendendo a 7,3 milhões de trabalhadores. FAT - Em 2009, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foi um dos grandes instrumentos do governo para conter a crise financeira internacional. Várias ações com recursos do FAT foram colocadas no mercado de trabalho para que se mantivessem e gerassem novos empregos. Mais informações:
Pequenas empresas forneceram R$ 7,3 bi O governo federal investiu R$ 7,3 bilhões, entre janeiro e setembro desse ano, na compra de produtos e contratação de serviços fornecidos pelas Micro e Pequenas Empresas (MPE). Esse desembolso representa um aumento de 2% em relação ao mesmo período de2009, ou 251% ante oss nove primeiros meses de 2006, quando entrou em vigor a Lei Complementar 123, que estabeleceu normas e tratamento diferenciado aos empresários desse porte. Em julho deste ano, o Ministério do Planejamento (MP) e o Sebrae assinaram um Termo de Cooperação Técnica para institucionalizar o poder de compras no governo, mobilizar os órgãos federais, estaduais e municipais e qualificar os pequenos fornecedores para as licitações. Mais empregos - De acordo com a secretária de Logística e Tecnologia da Informação do ministério, Glória Guimarães, a cada R$ 1 bilhão de compras do governo às micro e pequenas empresas no País são gerados 7 mil novos empregos neste setor. As MPE já representam 55% do universo de todos os fornecedores que vendem ao governo federal. Do total de 411 mil empresas cadastradas no sistema do ministério, 227 são de pequeno porte. Fonte:
PLR 2010 na Volkswagen injeta
Segundo levantamento da subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, o acordo aprovado beneficia 5.790 trabalhadores. A 1ª parcela, que já havia sido paga no mês de maio, teve o valor fixado em R$ 4.300,00. O valor total da PLR 2010 na Volks representa um crescimento de 18,63% em relação a 2009. Consumo - O presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, destaca que o acordo aprovado “manterá a economia da cidade aquecida”. “A PLR é sempre um recurso que acaba utilizado para consumo de curto e médio prazo, o que fortalece setores como o comércio e os serviços”, afirma. Mais informações:
Consumidor paulista chega ao fim de ano mais otimista O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de São Paulo subiu 3,1% em novembro na comparação com o mês anterior, atingindo 159,3 pontos. Em relação a novembro de 2009, a |
Por Cleonice Caetano Souza Existem no Brasil mais de duzentos mil Técnicos de Segurança no Trabalho que comemoram seu dia em 27 de novembro. O técnico de segurança do trabalho é um profissional que tem a responsabilidade de criar uma ponte entre o empregador e os empregados em torno da segurança nos ambientes de trabalho. O profissional identifica os riscos presentes no ambiente de trabalho e lidera campanhas e outros eventos de divulgação das normas de segurança e saúde no trabalho, além do estudo dos dados estatísticos sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Dependendo da atividade da empresa, elas podem ser obrigadas a contratar técnicos de segurança do trabalho para integrar o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), em razão de seu código na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e número de empregados. A obrigação está prevista no artigo 162 da Consolidação das Leis do Trabalho e detalhada na Norma Regulamentadora nº 4, aprovada pela Portaria nº 3.214/78, da extinta Secretaria de Segurança e Medicina do Ministério do Trabalho (atual Secretaria de Inspeção do Trabalho). A equipe do SESMT pode ser composta também por engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho, enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. A função dos técnicos de segurança do trabalho ganha destaque com a aprovação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). A proteção acidentária é determinada pela Constituição Federal como a ação integrada de Seguridade Social dos Ministérios da Previdência Social, Trabalho e Emprego e Saúde. Essa proteção deriva do art. 1º da Constituição Federal que estabelece como um dos princípios do Estado de Direito o valor social do trabalho. Este é estabelecido sobre pilares estruturados em garantias sociais tais como o direito à saúde, à segurança, à previdência social e ao trabalho. O direito social ao trabalho seguro e a obrigação do empregador pelo custeio do seguro de acidente do trabalho também estão inscritas no art. 7º da CF/1988. A fonte de custeio para a cobertura de eventos advindos dos riscos ambientais do trabalho – acidentes e doenças do trabalho, assim como as aposentadorias especiais – baseia-se na tarifação coletiva das empresas. A tarifação coletiva está prevista no art. 22 da Lei 8.212/1991 que estabelece as taxas de 1, 2 e 3% calculados sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Esses percentuais poderão ser reduzidos ou majorados, de acordo com o art. 10 da Lei 10.666/2003. Isto representa a possibilidade de estabelecer a tarifação individual das empresas, flexibilizando o valor das alíquotas: reduzindo-as pela metade ou elevando-as ao dobro. A metodologia aprovada busca bonificar aqueles empregadores que tenham feito um trabalho intenso nas melhorias ambientais em seus postos de trabalho e apresentado no último período menores índices de acidentalidade e, ao mesmo tempo, aumentar a cobrança daquelas empresas que tenham apresentado índices de acidentalidade superiores à média de seu setor econômico. A implementação da metodologia do FAP servirá para ampliar a cultura da prevenção dos acidentes e doenças do trabalho; auxiliar a estruturação do Plano Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNSST) que vem sendo estruturado mediante a condução dos ministérios da Previdência, Trabalho e Saúde, fortalecendo as políticas públicas neste campo; reforçar o diálogo social entre empregadores e trabalhadores. Tudo a fim de avançarmos cada vez mais rumo às melhorias ambientais no trabalho e à maior qualidade de vida para todos os trabalhadores no Brasil. Daí a importância cada vez mais crescente dos técnicos de segurança do trabalho, que aproveitamos para parabenizar em nome da União Geral dos Trabalhadores. Cleonice Caetano Souza é Secretária de Saúde e Segurança do Trabalho da UGT |
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