SSão Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 30 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Os bancários estão em greve nacional desde o dia 24. Segundo o Comando Nacional dos Bancários, na sexta-feira (25), 4.791 agências não funcionaram em todo o País, representando um aumento de 65,9% nas paralisações, em relação ao dia anterior. Os trabalhadores querem 10% de reajuste mais PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) de três salários mais R$ 3.850,00 entre outras reivindicações. Os banqueiros ofereceram, até agora, 4,5% de reajuste e PLR de 1,5 salário mais até R$ 1.500,00.
O Câmera Aberta Sindical desta quarta (30) vai falar sobre o assunto com Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e coordenador do Comando Nacional; Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo; e Miguel Huertas, economista e técnico do Dieese. Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Metalúrgicos ligados à Força intensificam Os cerca de 400 metalúrgicos que participaram do seminário de mobilização da campanha salarial, sábado (26), em Osasco, reafirmaram a disposição da categoria de entrar em greve, caso não haja uma proposta satisfatória de reajuste salarial e de ampliação dos direitos da Convenção Coletiva por parte dos grupos patronais. Os trabalhadores estão se mobilizando em assembleias nas fábricas e, na última semana, cerca de quatro mil metalúrgicos manifestaram disposição de entrar em greve na região de Osasco. “Os trabalhadores sabem que não há meio termo: tem que se mobilizar para conquistar um reajuste satisfatório”, afirma o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno. ABC - Na segunda (28), os metalúrgicos de Santo André realizaram ato pela redução da jornada para 40 horas e aumento real, reunindo cerca de 13 mil trabalhadores das fábricas da região. Marcaram presença o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), o deputado Vicentinho (PT-SP), o presidente da Federação, Cláudio Magrão, além do presidente do Sindicato de São Paulo, Miguel Torres.
José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato, afirma: “Os Sindicatos e a Federação estão fazendo protestos em várias cidades do Estado. Queremos desencadear uma forte pressão da base e influir nas negociações com as entidades patronais”. Mais informações:
Bancários de São Paulo decidem manter greve
Emprego na construção civil tem novo recorde em agosto O nível de emprego da construção civil bateu novo recorde em agosto, com 2,26 milhões de trabalhadores, conforme pesquisa mensal divulgada na segunda (28) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos. O número de agosto supera em 2,03% o estoque registrado em julho. No mês passado, foram criados 44.922 novas vagas na construção civil brasileira, o maior volume registrado desde dezembro de 2000. O número foi puxado pelo mercado imobiliário, responsável pela abertura de 32.569 vagas. Mais informações:
Terceirização do trabalho é tema de audiência na Câmara A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados promove audiência pública, nesta quarta-feira (30), para discutir as relações de trabalho sob terceirização no setor privado e em sociedades de economia mista, como previsto no Projeto de Lei 1621/07, do deputado Vicentinho (PT-SP). O projeto prevê a proibição da terceirização nas atividades-fim das empresas; a igualdade de direitos, condições de trabalho e tratamento entre funcionários efetivos e terceirizados; e a punição aos empregadores que não cumprirem essas diretrizes. Segundo o autor do requerimento, José Guimarães (PT-CE), o projeto “tem como objetivo a definição da terceirização” e “assegura a dignidade no trabalho”. Além do PL 1621/07, tramitam no Congresso dois projetos sobre terceirização: o 4302/1998, encaminhado por Fernando Henrique Cardoso, considerado como um dos maiores ataques aos direitos trabalhistas; e o 4330/2004, do deputado Sandro Mabel (PL-GO), que propõe a terceirização de forma explícita, inclusive no setor público, com vantagens aos empregadores e retirada de direitos trabalhistas. Debate - O evento no plenário 5, às 14h30, tem como convidados o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique; e o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes; entre outros. Mais informações:
Motta, da Fecomerciários, recebe homenagem em Sorocaba O presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários), Luiz Carlos Motta, receberá nesta quarta-feira (30) da Câmara Municipal de Sorocaba o título de Cidadão Sorocabano, homenagem proposta pelo vereador Francisco França da Silva. A Sessão Solene ocorrerá na sede do legislativo municipal (avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 2.945, Alto da Boa Vista), às 19h30. Após a solenidade, Motta será homenageado com um jantar na sede do Clube dos Comerciários. Mais informações:
Caixa registra 100 mil adesões ao serviço FGTS no celular
A Caixa Econômica Federal atingiu 100 mil adesões ao serviço de envio de informações do FGTS via mensagens de texto de celular. Lançado em maio, o serviço permite acompanhar de qualquer lugar a movimentação da conta no Fundo, conferindo os depósitos e o novo valor do saldo. A novidade contribui para a economia de recursos naturais e o patrimônio do FGTS, pois reduz a impressão de extratos em papel. |
Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um País justo, soberano e humanista? Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo. No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período. Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores. José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE. Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola. No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito. No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o País. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade. Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida. Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a partir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos. Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar. No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra –, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar os companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela e o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que sequestrava, desaparecia, fuzilava, torturava. Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada, condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil. Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis? |
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