Sindicalistas falam sobre as manifestações do
1º de Maio no Câmera Aberta Sindical desta quarta (29)

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 29 de abril, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 30 de abril, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 6 de maio, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 3 de maio, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 –  6 de maio, das 13 às 14 horas



O movimento sindical brasileiro prepara as manifestações do 1º de Maio deste ano, que será mais uma vez um dos maiores do mundo, reunindo milhões de trabalhadores. Os principais atos devem acontecer em São Paulo, onde as Centrais organizam diferentes manifestações.

A palavra de ordem deste ano é emprego e garantia de direitos por conta da crise financeira e as ameaças de desemprego.


Câmera exibido dia 22/4 debateu campanhas salariais dos Quimicos e Servidores

O Câmera Aberta desta quarta convidou lideranças sindicais de diferentes Centrais para falar sobre os atos: Tadeu Morais de Sousa, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e diretor da Força Sindical; Sebastião Cardozo, presidente da CUT-Estadual São Paulo; Francisco Pereira Filho (Chiquinho, secretário de organização sindical da UGT (União Geral dos Trabalhadores); e Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

Sintonize - Quartas, das 19 às 20 horas, ao vivo, na TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72); quintas, das 19 às 20 horas, reprise; em Guarulhos, pela TV Guarulhos, canal 20, toda quinta, das 19 às 20 horas; em São José dos Campos, pelo canal 95, na Vivax, toda quarta-feira das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas; em São José do Rio Preto, todo domingo, na TV da Cidade (Canal 16), às 20 horas, com reprise às terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas; e em Presidente Venceslau, toda quarta na TV a Cabo Venceslau, das 13 às 14 horas.


Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraaberta@agenciasindical.com.br




Contag entrega pauta de reivindicações ao presidente Lula

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (29), a pauta do Grito da Terra Brasil 2009. O presidente recebeu a nova diretoria da entidade, que toma posse hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil, às 9h30, em Brasília.

A pauta do Grito contém reivindicações econômicas e sociais de sem-terras, assentados, assalariados rurais e agricultores familiares. Os principais eixos da 15ª edição do Grito serão preservação ambiental, retomada do Plano Nacional de Reforma Agrária e o aprofundamento das políticas para fortalecer a agricultura familiar.

O Grito da Terra Brasil é a principal manifestação dos trabalhadores rurais do País, que ocorre anualmente no mês de maio. No ano passado reuniu cerca de 10 mil pessoas, resultando em avanços como o aumento dos recursos para o Plano Safra 2008/2009, renegociação de dívidas dos produtores rurais e mais assistência técnica.

Posse - A posse da nova diretoria da Contag será às 17 horas, na sede da entidade, em Brasília, com a participação de representantes do governo federal, parlamentares, delegações estrangeiras, dirigentes sindicais e de organizações da sociedade.

Mais informações:
www.contag.org.br



Ato em memória das vítimas de acidentes
de trabalho lota teatro da Força

Cerca de mil pessoas, representando mais de 30 entidades sindicais de todo o Estado de São Paulo, participaram do ato promovido ontem (28) pela Secretaria de Saúde da Força Sindical São Paulo para celebrar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. O evento lotou o teatro do Palácio do Trabalhador, sede da entidade.

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), que também preside a Força Sindical nacional, afirmou que, além das campanhas por aumento de salário, os Sindicatos precisam se preocupar com a saúde e a segurança do trabalhador. Na abertura do evento, houve a leitura de um manifesto de solidariedade às vítimas e familiares de acidentados no trabalho.

“A cada três horas, acontece uma morte no Brasil. A cada 15 minutos, cerca de 14 acidentes acontecem. É uma estatística preocupante e triste. Apesar do esforço para que esses números caiam, os acidentes que mutilam ou matam trabalhadores continuam acontecendo. Por isso nossa luta não pode parar”, destaca o secretário de Saúde da Força São Paulo, João Scaboli Scaboli.

Dia Mundial - A data, 28 de abril, teve origem em 1969, quando 78 mineiros morreram após explosão na mina de Farmington, no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos.

Fonte:
www.fsindical.org.br





Jornal 1º Passo destaca luta contra
acidentes e doenças do trabalho

O jornal do Sintesp (Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo) circulou no mês de abril convocando a categoria para as manifestações do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

O presidente da entidade, Armando Henrique, afirma em editorial que “o desafio para reverter essa mazela nacional” está nas mãos do sindicalismo sério e combativo.

A edição, com 20 páginas em formato revista, aborda os assuntos de interesse da categoria sob os mais variados aspectos. Outro assunto de destaque na capa é a convocação para a grande festa do 1º de Maio da Força Sindical, na Praça Campo de Bagatelle, Zona norte da capital paulista. “A luta pelo emprego é uma das nossas maiores bandeiras”, ressalta o diretor Sebastião Ferreira da Silva.

Cupons - O Sintesp informa aos técnicos em segurança que a entidade é um dos pontos de distribuição dos cupons, que dão direito a concorrer a 20 automóveis zero quilômetro que serão sorteados na festa. “É importante para o Sintesp marcar presença”, diz Sebastião.

Mais informações:
www.sintesp.org.br



Ministério do Trabalho e Dieese lançam
Anuário sobre emprego e renda

O Ministério do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançaram, nesta quarta-feira (29), em Brasília, o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda.

A publicação, que apresenta detalhes sobre o emprego no Brasil, traça um perfil do trabalhador por meio de características das vagas disponibilizadas e procuradas no Sistema Nacional de Emprego (Sine), a taxa de rotatividade, o pagamento de benefícios trabalhistas e as formas de qualificação profissional disponíveis.

Informações - O estudo também mostra como é feita a integração das políticas públicas de trabalho e renda no Brasil, a partir da coleta de dados em instituições como o Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Educação e IBGE.

Mais informações:
www.dieese.org.br

 


Wagner Gomes é presidente da CTB





É hora de uma redução
drástica da taxa de juros

O famoso Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne nestas terça e quarta-feira (28 e 29 de abril) para redefinir a taxa básica de juros (Selic) do País, que continua na inglória posição de campeão mundial da agiotagem. Temos os juros reais mais elevados do planeta, para alegria da oligarquia financeira, sofrimento da indústria, do comércio, da agricultura e sacrifício da economia nacional, que cresce menos, reduz a oferta de emprego.

A classe trabalhadora é quem mais sofre com a política conservadora e submissa aos interesses do capital financeiro conduzida pelo Banco Central, tendo à frente o seu presidente, Henrique Meirelles. Trata-se de uma orientação nociva aos interesses nacionais, que deve ser combatida com firmeza e sem meias palavras.

Taxa de juros e empregos

Para os trabalhadores e trabalhadoras, infelizmente a crise não é uma marolinha. As condições do mercado de trabalho estão em franca deterioração, o que fica evidente na evolução da taxa de desemprego, que subiu 0,5% em março para 9%, segundo as estimativas do IBGE. Trata-se de um dos índices mais altos de todo o mundo e esta realidade não está dissociada da política monetária, que na verdade é uma de suas principais causas. Há uma estreita relação entre taxa de juros e a evolução do PIB e do nível de emprego.

Cerca de 1 milhão de trabalhadores e trabalhadoras foram acrescentadas ao exército de desempregados desde outubro do ano passado e não é segredo para ninguém que a economia precisa crescer a taxas compatíveis com nossas potencialidades e necessidades para ampliar a oferta de trabalho e absorver o contingente de jovens que ingressam diariamente no mercado de trabalho, somando cerca de 1,5 milhão a cada ano, assim como reduzir o nível de desemprego.

Interesses escusos

Apesar da forte desaceleração da economia e do aumento consequente da taxa de desocupados involuntários, já se nota o movimento obscuro dos pródigos analistas do mercado (sábios midiáticos que não conseguiram enxergar a severa crise do capitalismo iniciada no final de 2007 nos EUA) brandindo o fantasma da inflação para pedir moderação e cautela, o que significa manter a taxa nas nuvens e o desonroso 1º lugar do Brasil no ranking internacional dos juros.

Sob a roupagem de uma linguagem técnica, inacessível ao comum dos mortais, esses analistas mascaram os interesses escusos que estão por trás da política monetária conservadora, que transfere parte substancial do excedente econômico nacional aos credores do Estado, por meio do pagamento dos serviços da dívida pública, que subtrai recursos da saúde, da educação, do esporte, da infra-estrutura e do funcionalismo público. Ostentam uma olímpica indiferença em relação ao sofrimento da classe trabalhadora e só pensam no lucro financeiro que abocanham, lucro parasitário e abusivo.

O movimento sindical brasileiro já demonstrou, mais de uma vez, que rejeita esta orientação e exige respeito aos interesses da maioria nação, das empresas que compõem a chamada economia real e do sofrido povo brasileiro. É hora de promover uma redução drástica da taxa básica de juros, assim como dos spreads bancários, de forma a situá-los em patamares civilizadas. É o anseio e a expectativa dos Sindicatos e da classe trabalhadora às vésperas do 1º de Maio.

Wagner Gomes é presidente da CTB