Câmera Aberta Sindical desta quarta
Ibrahim, Oswaldo Lourenço e Chico Bezerra
falam dos 46 anos do golpe de 64

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 31 de março, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos: TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 1º de abril, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 7 de abril, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 4 de abril, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 7 de abril, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TVquartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).

Todo ano, na semana de aniversário do golpe de 1964, o Câmera Aberta Sindical convida dirigentes sindicais e personalidades do movimento social que viveram e ajudaram a construir a história de resistência e combate à ditadura.


Programa anterior - Artur da Cut e o apresentador João Franzin

Nesta quarta (31), o programa vai contar com a participação de José Ibrahim, sindicalista que liderou a greve da Cobrasma, em 1968, ajudando a rearticular a base dos trabalhadores naquele período; Oswaldo Lourenço, que em 64 era vice-presidente do Sindicato da Administração Portuária e foi perseguido e preso pela ditadura; e Chico Bezerra, secretário-geral do Fórum Permanente dos Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo.

Assista -
Apresentado pelo jornalista João Franzin, o Câmera Aberta Sindical é ao vivo, a partir das 19 horas, pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186).
Para todo o Brasil – O Câmera Aberta também é transmitido para todo o País através da Rede Brasil de TV, toda quarta, às 11h30.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Congresso das metalúrgicas do ABC
aprova ampliar representação

O 2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, terminou sábado (27), com a aprovação das diretrizes que a entidade vai incorporar em suas ações voltadas para a valorizaçãoda mulher. Um conjunto de 8 diretrizes foi aprovado pelas 422 delegadas e 67 delegados presentes no encerramento do congresso.

Intitulado Carta do 2º Congresso, o documento aponta para reivindicações que valorizem o trabalho e o salário das mulheres, a maior participação delas nas instâncias de representação sindical e na categoria, além de criar encontros anuais voltados às trabalhadoras. A carta também lança oficialmente a campanha “Da licença, eu quero 180”, pela ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias.

Lula - “É um documento para virar realidade”, afirmou o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre. O 2º Congresso das metalúrgicas do ABC foi aberto, quinta-feira (25), com a presença do presidente Lula e das ministras Dilma Rousseff (Casa Civil) e Nilceia Feire (secretaria especial de Políticas para as Mulheres).

Mais informações:
www.smabc.org.br

Vagas nas montadoras devem crescer
pelo nono mês consecutivo

O número de empregados nas fábricas de veículos não para de crescer desde junho do ano passado. A expectativa é que os números referentes a março – que devem ser divulgados pelas entidades do setor, dia 7 de abril – confirmem o nono mês seguido de aumento de vagas.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em fevereiro estavam empregados no setor 126,8 mil trabalhadores. O número ainda está 4,9 mil abaixo de outubro de 2008, quando começou a cair em função da crise financeira mundial. Na ocasião, as montadoras empregavam 131,7 mil trabalhadores.

Produção - O Brasil é o sexto maior produtor de veículos do mundo e o quinto em venda interna. No ano passado, foram produzidos 3,18 milhões de unidades. Para se ter uma ideia, em 1992 a produção foi de 700 mil. Desde 2003 a produção não para de subir.

Mais informações:
blog.trabalho.gov.br

Professores paulistas e guarulhenses:
duas situações totalmente opostas

Nem tudo são greves e perdas na comunidade da educação. Enquanto os professores da rede pública do Estado vão à greve e enfrentam o patrão José Serra, em Guarulhos os educadores municipais, por meio de diálogo com a Administração (petista), ampliam conquistas e avançam. Avanços: redução de jornada, aumento de salário e novos critérios de valorização profissional. Em breve, mais detalhes.

Carta Capital repercute fala de Almino
sobre assassinato de Jango

A revista Carta Capital 589, que chegou sexta (26) às bancas, repercute fala de Almino Affonso ao Câmera Aberta Sindical, apresentado pelo jornalista João Franzin na TV Aberta São Paulo, feita durante 2009. Na ocasião, Almino afirmou que, agora, ante novos fatos e depoimentos, ele acredita que Jango tenha sido assassinado pela ditadura implantada em 1º de abril de 1964.

A declaração de Almino também consta de livro recentemente publicado pela Agência Sindical, reproduzindo, na íntegra, a entrevista com ele. O livro também traz outra entrevista, concedida ao Câmera pelo consultor sindical João Guilherme Vargas Netto.

Ex-ministro do Trabalho de Jango e importante líder trabalhista, Almino parece estar sendo redescoberto pelo movimento sindical. Tanto assim que deve ser um dos próximos entrevistados do Ideias em Debate, programa do Sindicato dos Comerciários da Capital, que também vai ao ar pela TV Aberta São Paulo.

Mais informações:
www.cartacapital.com.br

Comissão geral debaterá reabertura e funcionamento dos bingos

A discussão do projeto de lei que trata da reabertura e do funcionamento das casas de bingo em todo País deve ser o principal assunto da Câmara dos Deputados nesta semana. O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), marcou para esta terça-feira (30), às 10 horas, uma comissão geral destinada a debater a proposta.

Serão convidados representantes dos ministérios da Fazenda e da Justiça, da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de presidentes de associações de bingos. Um substitutivo reúne oito projetos sobre as casas de jogos, mas o texto ainda poderá passar por ajustes.

Comissão geral - A comissão geral que vai debater o PL 270/03, que regulamenta o funcionamento dos bingos, está agenda para ocorrer no Plenário Ulysses Guimarães.

Mais informações:
www.camara.gov.br

GM inicia nova fábrica

A General Motors (GM) deve receber, mês que vem, a licença ambiental para instalar sua nova fábrica de motores em Joinville, Santa Catarina. Uma das razões do atraso na execução do projeto foi a enchente que assolou parte daquele Estado em 2008. Investimentos previstos: R$ 350 milhões. O conjunto de investimentos da montadora para o Brasil, no entanto, soma R$ 5 bilhões.

 


Altamiro Borges é jornalista e editor da revista Debate Sindical

 

O trabalho escravo e
a rede Marisa

Por Altamiro Borges

Já aprovada no Senado, a Proposta de Emenda Constitucional que determina a expropriação das terras e o confisco de bens de empresas flagradas explorando mão-de-obra escrava ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados. Para agilizar sua tramitação, foi criada a Frente Parlamentar pela Erradicação do Trabalho Escravo. A demora na votação desta PEC comprova que ela afeta fortes interesses e que não se trata apenas, como difunde a mídia, de atingir pequenos negócios.

Segundo dados recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ainda há no País mais de 25 mil pessoas vivendo em condições análogas à escravidão. O trabalho escravo da atualidade tem características distintas da escravidão existente na época do Império. Segundo a OIT, ele não pode ser comparado ao trabalho precário ou com baixa remuneração. As pessoas são vítimas do trabalho escravo quando trabalham contra sua vontade e estão sujeitas a penalidades ou sanções.

Centros urbanos
No Brasil, esta situação aviltante é encontrada principalmente no campo, o que revela o cinismo dos latifundiários que se travestem de modernos empresários do agronegócio. Os trabalhadores rurais submetidos ao trabalho escravo são impedidos de se descolarem devido ao isolamento geográfico, tornam-se reféns das dívidas fraudulentas e são ameaçados por jagunços armados. Mas o problema não atinge apenas a pecuária (80% dos casos registrados) e a agricultura (17%).

Nos centros urbanos, crescem as denúncias de trabalho escravo. Na semana passada, a rede de lojas Marisa foi autuada em R$ 633 mil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), após auditores encontrarem funcionários estrangeiros em condições análogas à escravidão numa oficina que presta serviço à poderosa empresa. A Marisa ainda tentou fugir da multa, alegando desconhecimento. Mas os fiscais provaram que ela tem controle de todos os processos da cadeia produtiva e que utilizou empresas interpostas para não contratar diretamente os trabalhadores.

Marisa
O Grupo de Combate à Fraude e à Terceirização Irregular do MTE entregou 43 autos de infração à loja. Eles detalham condições degradantes no ambiente, na segurança e na saúde do trabalhador constatadas na oficina GSV, na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte da Capital. A fiscalização foi feita em fevereiro por uma equipe de cinco fiscais, após denúncia do Sindicato das Costureiras. Da autuação de R$ 633 mil, mais da metade (R$ 394 mil) se refere a valores sonegados do FGTS de 17 trabalhadores bolivianos e um peruano – que não tinham Carteira assinada.

“A Marisa tinha conhecimento do problema e vinha sendo alertada pelos órgãos públicos desde a CPI do Trabalho Escravo, em 2007”, afirma Renato Bignami, chefe da fiscalização do MTE. Sua equipe provou que ela montou “uma cadeia produtiva fraudulenta para mascarar o emprego dos bolivianos. Na oficina GSV, encontramos blusas com etiquetas da Marisa, notas fiscais e, no dia da fiscalização, constatamos que ela trabalhava com exclusividade para a rede”, relata Bignami.

Boicote
O MTE estima que 10 mil oficinas de São Paulo, que empregam quase 100 mil sul-americanos, também exploram mão de obra de forma irregular. Além da Marisa, outras três redes de varejo já estão sob investigação. “Há indícios de outras situações idênticas à constatada na Marisa nas redes C&A, Renner e Riachuelo”, afirma Bignami. Diante da denúncia, alguns sítios já propõem uma campanha de boicote aos produtos da Marisa. Também sugerem que a rede seja incluída na “lista suja” do MTE, com seu nome amplamente divulgado para coibir o uso do trabalho escravo.

Altamiro Borges é jornalista e editor da revista Debate Sindical