A renda média do trabalhador brasileiro aumentou 14,3%, entre 2003 e 2007, nas seis principais regiões metropolitanas do País, com ganho médio anual de R$ 168,43. Houve alta em todas as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os destaques foram Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, onde o avanço da renda ficou em torno de 19%.
Discrepâncias - O levantamento revelou que o rendimento das mulheres continua sendo menor que o dos homens. A renda média delas ficou em R$ 1.097,93 em 2009, o que representava 72,3% dos ganhos dos homens (R$ 1.518,31). Já o grupo de pretos e pardos recebeu em média R$ 882,42 no ano passado, enquanto os trabalhadores de cor branca tiveram rendimentos de R$ 1.716,44. Mais informações:
Sindicalistas ocupam Congresso dia 2 na luta pelas 40 horas
O objetivo é pressionar os deputados para que a PEC das 40 horas seja levada a votação, após serem votados dois projetos referentes ao pré-sal. Além da manifestação de massa, os sindicalistas articulam na frente política. A ideia é obter de vários partidos o compromisso de travar a pauta até que a PEC das 40 horas seja votada. Articulação - As categorias já articulam suas comitivas. Dia 27, houve reunião na Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, com presença do deputado Paulinho, presidente da Força Sindical. Mais informações: sites das Centrais, FST e do Diap
Primeiro Câmera Aberta de 2010 abordará a Conclat, ontem e hoje O primeiro Câmera Aberta Sindical ao vivo de 2010 vai reunir os sindicalistas Hugo Peres, Arnaldo Gonçalves e Wagner Gomes em um debate sobre a Conclat (Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras) realizada em 2001 e a proposta de uma nova Conferência em junho próximo. O sindicalista Hugo Peres, hoje assessor da Força Sindical, foi um dos articuladores da Conclat em 1981. Arnaldo Gonçalves, que dirigia o Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e Cubatão, integrava a Unidade Sindical e era um dos sindicalistas de destaque do PCB. Já Wagner Gomes é dirigente metroviário e presidente da CTB, Central que em seu Congresso deliberou pela realização de uma nova Conclat – ideia referendada por todas as Centrais Sindicais, dia 21 de janeiro deste ano. Você faz a pauta - O Câmera volta ao vivo nesta quarta-feira, dia 3 de fevereiro, na TV Aberta São Paulo (9 NET e 72/99 TVA), das 19 às 20 horas. Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele. Mais informações:
Dieese conquista sede para Universidade do Trabalhador O governo federal cedeu para o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) um prédio na rua Aurora, Centro de São Paulo, onde funcionará a sede da Universidade do Trabalhador. O imóvel, que pertencia ao Ministério Público do Trabalho, abrigará os cursos da Universidade. “É a realização de uma antiga reivindicação da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro desde a fundação do Dieese, em 1955”, afirmou o presidente da instituição, Tadeu Morais, que também é vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Cursos - Tadeu Morais informa que o primeiro curso da escola será Ciência do Trabalho, com duração de três anos e status de bacharelado. O vestibular, ainda sem data marcada, será gratuito. A expectativa é de que comece ainda este ano. O presidente do Dieese lembra ainda que, embora com sede em São Paulo, a Universidade do Trabalhador firmará convênios com universidades públicas em todo o País, para oferecer cursos de graduação na área do trabalho. “A ampliação social da educação e, especialmente, do ensino superior para mais parcelas da sociedade, inclusive os trabalhadores, é o nosso principal objetivo”, afirma. Fonte: Força Sindical
Região do ABC recupera empregos no segundo semestre de 2009 O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informa que foram criados 1.953 postos de trabalho na base territorial da entidade (São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), no segundo semestre de 2009. As autopeças puxaram a recuperação do emprego, com alta de 3,8% nas contratações entre julho e dezembro. Segundo estudo da subseção Dieese do Sindicato, com base no Caged e Rais - Ministério do Trabalho e Emprego, do total de empregos criados, 831 foram gerados nas cinco montadoras da base (Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota), que somam 30,1 mil trabalhadores (28,1% do total) e 905 nas autopeças, que têm 24,8 mil trabalhadores (9% da soma nacional). A maioria das vagas foram abertas em São Bernardo (1.350), seguido por Diadema (434) e Ribeirão Pires (181). O mês de novembro registrou o pico das contratações de 2009, com 967 novas vagas. Mais informações:
Jornal Brasil Atual há seis anos dando
Transmitido pela Rádio Terra FM (97,3) desde julho de 2008, o radiojornal, que tem como lema dar a notícia que os outros não dão, apresenta reportagens ao vivo, entrevistas, noticiário local, nacional, internacional e programas especiais, com destaque para temas relacionados ao mundo do trabalho, à cultura brasileira e aos movimentos sociais das mais diversas áreas. A linha editorial é democrática e pluralista, em defesa da cidadania, dos Direitos Humanos, da igualdade de oportunidades e contra preconceitos e discriminação, com prioridade às pautas de interesse dos trabalhadores, além do noticiário diário sobre política e economia. Sintonia - O Jornal Brasil Atual se propõe a dar voz aos que não encontram espaço na mídia tradicional e coloca-se ao lado dos que lutam para democratizar o acesso à comunicação. É transmitido nos 97,3 FM da rádio Terra de São Paulo, de segunda a sexta, das 7 às 8 da manhã. Internet - O radiojornal também é transmitido, ao vivo, pela Rádio Brasil Atual (www.jornalbrasilatual.com.br) e reprisado às 10, 11 e 12 horas. Mais informações:
Correios abrem inscrições para jovens aprendizes Os Correios recebem inscrições, de 8 a 26 de fevereiro, no processo seletivo para preenchimento de 4.355 vagas do Programa Jovem Aprendiz. O aprendiz terá direito a um salário mínimo-hora, vale-transporte, vale-alimentação ou refeição e atendimento médico e odontológico. Informações sobre localidades, quantidade de vagas, agências que receberão inscrições, data e programas de provas estão disponíveis na internet (www.correios.com.br/institucional/concursos/correios). |
Três desafios do movimento sindical em 2010
O movimento sindical terá três grandes desafios em 2010, que irão exigir unidade política e de ação. O primeiro será votar a agenda pendente no governo Lula. O segundo está relacionado à eleição de um aliado dos assalariados para a sucessão presidencial. O terceiro será eleger uma grande bancada de deputados e senadores compromissada com a classe trabalhadora. O primeiro desafio, que também é o mais urgente, consistirá em criar as condições para a votação conclusiva de cinco pontos da agenda sindical até julho, período útil de atuação do Congresso neste ano eleitoral, para que sejam transformados em lei ainda durante o governo Lula. Os projetos tratam da regulamentação da terceirização, que será enviado ao Congresso entre fevereiro e março; da estabilidade do dirigente sindical, já aprovado no Senado e sob exame da Câmara; da redução da jornada, que aguarda inclusão em pauta para votação no plenário da Câmara; do custeio das entidades sindicais, mediante a contribuição assistencial também já aprovado no Senado e aguardando manifestação da Câmara; e do fim ou da flexibilização do fator previdenciário, em debate na Câmara. A urgência da votação dessas matérias se justifica pelo fato que o futuro presidente – seja ele ou ela quem for – não terá o mesmo conhecimento e sensibilidade do presidente Lula com o movimento sindical e os trabalhadores. Além disso, as condições serão favoráveis, tanto do ponto de vista político, pela unidade das Centrais e o apoio do governo, quanto sob a ótica econômica, já que o País terá um crescimento superior a 5% este ano. O segundo desafio, o mais estratégico de todos, será apoiar e contribuir para eleger para a Presidência da República alguém identificado com as bandeiras dos trabalhadores, a partir do compromisso com uma plataforma comum do movimento, já que dificilmente terá alguém oriundo do movimento sindical com chances de eleição e com o mesmo nível de comprometimento do presidente Lula. Pelo fato de ser a candidata de Lula e representar a continuidade da linha programática do governo, a ministra Dilma tende a ser o nome natural, embora o movimento sindical saiba que num eventual governo dela não terá o mesmo nível de interlocução e prestígio que possui com o atual presidente da República. O terceiro desafio, extremamente importante, é eleger aliados dos trabalhadores para a Câmara e o Senado, seja para apoiar as propostas de um eventual governo identificado com a pauta dos trabalhadores, seja para fazer oposição quantitativa e qualitativa a um eventual presidente refratário à agenda trabalhista e sindical. A presença de sindicalistas no Congresso, tanto na Câmara quanto no Senado, vem diminuindo nas últimas eleições. A sorte dos trabalhadores é que durante os governos Lula, especialmente nesta última legislatura, contou com lideranças comprometidas e de expressão no exercício do mandato parlamentar, como o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) e o senador Paulo Paim (PT/RS), para liderar a resistência às investidas neoliberais da bancada empresarial. Os desafios, portanto, são múltiplos e complexos. Transformá-los em realidade exigirá muita mobilização e unidade das lideranças sindicais, especialmente das Centrais Sindicais. A oportunidade é agora. *Editorial publicado no Boletim do DIAP, ano XVI, nº 234, de janeiro de 2010 |
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