Comerciários falam sobre organização sindical e perspectivas econômicas no Câmera Aberta Sindical

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 30 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 1º de julho, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 7 de julho, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 4 de julho, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 4 de julho, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Programa anterior com lideranças da greve do judiciário

A Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários) completou este ano 71 anos de fundação e organiza uma série de atividades para marcar a data. No último dia 18 de junho, a Assembleia Legislativa de São Paulo realizou homenagem à entidade por sua contribuição ao desenvolvimento do Estado.

O evento reuniu lideranças comerciárias de 65 municípios paulistas ligadas à Federação, além de personalidades políticas e sindicais.

O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 30, convidou o presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, para fazer um balanço destes 71 anos de existência da Federação e apontar quais foram as principais mudanças ocorridas no setor ao longo desses anos. Além de Motta, o programa vai contar com os presidentes dos Sindicatos dos Comerciários de Mogi das Cruzes e de Votuporanga, Jair Mafra e Maria Augusta Marques (Lia), respectivamente.

O programa vai contar também com o consultor Roosevelt Begido, que fará uma análise dos efeitos das fusões no comércio e os reflexos sobre os empregos.

Site - O programa é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186). Assista também na internet pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Rede Brasil - O Câmera Aberta também é transmitido para todo o País através da Rede Brasil de TV, toda quarta, às 11h30. Esta semana será exibido programa com o coordenador nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), José Augusto da Silva Filho.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br

E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Engenheiros defendem estímulo à formação profissional

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que já alertou a sociedade sobre a falta de profissionais na área de engenharia, tomou algumas iniciativas para gerar mais mão de obra especializada no setor. A entidade defende ainda uma forte estrutura de ensino aliada ao incentivo para resgatar profissionais que migraram para outras áreas.

Com esse objetivo, a FNE produziu o vídeo “Mais engenheiros para construir o Brasil”, para ser exibido em escolas secundárias levando conteúdo elucidativo sobre a profissão de engenharia. O intuito foi estimular o interesse pelo curso, uma vez que dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep) apontam que, em 2008, apenas 22% do total de ingressos nos cursos de engenharia chegaram a se formar.

A ideia levou em consideração a iminente falta de profissionais, em razão do forte crescimento que o País pode lograr nos próximos anos com a execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Fuga - Além de recrutar jovens para a profissão, a FNE alerta que também existe uma grande parcela de profissionais da engenharia que acabaram se transferindo para outras áreas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apurou que apenas dois em cada sete engenheiros trabalham no setor.

Escola - Com esse cenário, a Federação e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Seesp) fizeram uma parceria com a Associação Brasil-Alemanha (VDI) para a criação de uma instituição de ensino superior voltada para a “engenharia de inovação”, aproveitando o intercâmbio tecnológico com a Alemanha.

Mais informações:
www.fne.org.br

Saque do abono salarial do PIS/Pasep só até quarta (30)

Os trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial do PIS/Pasep têm somente até a próxima quarta-feira (30) para retirar o benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 510). O Ministério do Trabalho estima que vai pagar mais de R$ 360 milhões com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Mais de 706 mil beneficiados ainda não sacaram o dinheiro. Para
receber o benefício, o trabalhador deve procurar uma agência da Caixa Econômica Federal (PIS) ou do Banco do Brasil (Pasep) e apresentar um comprovante de inscrição no programa.

Beneficiados - Têm direito ao abono os trabalhadores cadastrados no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, que trabalharam em 2008 com Carteira assinada por pelo menos 30 dias, ganhando até dois salários mínimos.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Sindicato pressiona e prefeitura de Marília
reduz jornada na saúde e educação

Os vereadores de Marília aprovaram, dia 21 de junho, projeto de lei que reduz a jornada de trabalho dos servidores da saúde de 40 para 30 horas e dos funcionários da educação social de 30 para 20 horas, sem redução de salários. A conquista só ocorreu graças à pressão do Sindicato dos servidores.

O presidente da entidade, Mauro Cirino, comemorou a vitória, lembrando que um projeto semelhante tramita no Congresso Nacional há mais de 10 anos e, até agora, sem definição. “Aqui, em Marília, com a força do Sindicato e a união dos servidores conseguimos a aprovação da lei em menos de dois anos. É uma vitória muito grande para o funcionalismo público”, afirma.

Contratação - O sindicalista destaca que não haverá prejuízo para a população, pois durante as negociações o Sindicato cobrou da administração municipal que eleve o número de funcionários e o prefeito acatou a proposta do Sindicato.

Mais informações:
fesspmesp.org

Copa de 2014 deve gerar R$ 142,3 bilhões

Um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a economia brasileira deve ganhar R$ 142,3 bilhões entre 2010 e 2014, em razão do mundial de futebol que será realizado no País. O levantamento ainda aponta para um aumento de empregos, cerca de 3,6 milhões, gerando um impacto sobre a renda de R$ 63,4 bilhões.

Segundo o estudo, serão injetados diretamente R$ 22,4 bilhões na infraestrutura e organização necessárias ao evento. Despesas operacionais e de visitantes consumirão mais R$ 7 bilhões, além de R$ 112,79 bilhões que deverão ser gerados indiretamente por alguns setores da economia.

A construção civil será o setor mais beneficiado, com estimativa de R$ 8,14 bilhões. Serviços prestados às empresas deve receber cerca de R$ 7 bilhões adicionais; hotelaria cerca de R$ 3 bilhões adicionais; e o setor de alimentos e bebidas, R$ 2,5 bilhões. Cerca de R$ 18,1 bilhões podem ser somados aos cofres públicos com arrecadação.

Mais informações:
www.fgv.br

Escolas de fronteira começam a funcionar

O município gaúcho de Santana do Livramento e a cidade uruguaia de Rivera vão implantar projeto-piloto para escolas de educação profissional de fronteira. As aulas começam no segundo semestre. Outros nove estados também vão estabelecer unidades binacionais para atender, com cursos técnicos presenciais e a distância, brasileiros e estrangeiros.

 


Laurindo Lalo
Leal Filho
é sociólogo e professor de jornalismo da
ECA-USP



Futebol, um esporte vendido à TV

Por Laurindo Lalo Leal Filho

Enquanto a Copa segue hegemônica nos noticiários de TV, o silêncio cobre outros fatos importantes ligados ao futebol. Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.

Quem marca o horário dos jogos noturnos para as 21h50 são os programadores da Rede Globo. Para eles o futebol é apenas mais um programa da emissora que, por critérios mercadológicos, deve ser transmitido depois da novela.

Em abril, com 43 votos a favor e apenas dois contra a lei aprovada passava a impressão de altivez da Câmara, fato raro na vida política do município. Foi só impressão. Ao invés de manterem seus votos e derrubarem o veto do prefeito, os vereadores paulistanos, com quatro honrosas exceções, curvaram-se aos interesses da Globo. Até um dos autores do projeto, vereador Antonio Goulart, mudou de lado. O outro, Agnaldo Timóteo não apareceu para votar.

E assim os jogos na capital continuam terminando quase à meia-noite. Até pela TV, para quem tem que trabalhar cedo no dia seguinte, como faz a maioria da população, o horário é ruim. Agora para quem gosta de ir ao estádio é um sacrifício desumano.

Os vereadores paulistanos não se dobraram apenas aos interesses da Rede Globo. Eles passaram um atestado de incapacidade absoluta para enfrentar um modelo perverso imposto nas últimas décadas ao futebol brasileiro.

Até o final dos anos 1960 ainda havia algo de lúdico na prática e no espetáculo futebolístico. Lembro do Torneio Início, jogado uma semana antes da abertura do campeonato paulista, num dia só, com a participação de todos os clubes da primeira divisão. Eram jogos mata-mata, de 30 minutos (15 por 15) de duração onde, em caso de empate, ganhava o time que havia obtido mais escanteios a favor, antes da disputa dos pênaltis se fosse necessária.

Curioso era ver os maiores craques do futebol paulista, em volta do gramado, assistindo os jogos dos outros times enquanto esperavam a vez de entrar em campo. Havia um que de amadorismo resistindo às investidas da profissionalização definitiva. O Pacaembu ainda era, nessa época, uma extensão glamourosa dos campos de várzea que se espalhavam por toda a cidade.

A especulação imobiliária nunca contida pelos vereadores paulistanos – em qualquer legislatura – acabou com a várzea e quase acaba com o futebol na cidade. A sua sobrevivência se deu num outro nível, o da mercantilização absoluta. Dos jogadores e do jogo.

Os primeiros passaram a ser formados pelas escolinhas, acessíveis apenas à classe média, ou pelos centros de adestramento criados por empresários cujo objetivo é preparar os seus “produtos” para vendê-los no exterior.

O futebol assume nesse estágio a forma mercadoria em todas as suas etapas. Do berço do jogador à Copa do Mundo nada escapa. O esporte popular das ruas e das várzeas transformou-se num produto caro e altamente sofisticado, operando num nível elevadíssimo de racionalidade capitalista.

Diferente de outros setores da economia e mesmo da cultura, onde o Estado ainda atua para conter de alguma forma a voracidade do mercado, no futebol isso não acontece. Os objetivos privados são absolutos nem que para serem alcançados sacrifiquem-se atletas, torcedores e, no limite o próprio esporte, reduzido cada vez mais a um espetáculo de televisão.

Perderam os vereadores paulistanos a grande oportunidade de colocar o interesse público em primeiro lugar. Resta agora esperar, com bastante ceticismo, que projeto semelhante, apresentado na Câmara dos Deputados, e válido para todo o Brasil, prospere.

Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e professor de jornalismo da ECA-USP