São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 30 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
A Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários) completou este ano 71 anos de fundação e organiza uma série de atividades para marcar a data. No último dia 18 de junho, a Assembleia Legislativa de São Paulo realizou homenagem à entidade por sua contribuição ao desenvolvimento do Estado. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Engenheiros defendem estímulo à formação profissional A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que já alertou a sociedade sobre a falta de profissionais na área de engenharia, tomou algumas iniciativas para gerar mais mão de obra especializada no setor. A entidade defende ainda uma forte estrutura de ensino aliada ao incentivo para resgatar profissionais que migraram para outras áreas. Com esse objetivo, a FNE produziu o vídeo “Mais engenheiros para construir o Brasil”, para ser exibido em escolas secundárias levando conteúdo elucidativo sobre a profissão de engenharia. O intuito foi estimular o interesse pelo curso, uma vez que dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep) apontam que, em 2008, apenas 22% do total de ingressos nos cursos de engenharia chegaram a se formar. A ideia levou em consideração a iminente falta de profissionais, em razão do forte crescimento que o País pode lograr nos próximos anos com a execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Fuga - Além de recrutar jovens para a profissão, a FNE alerta que também existe uma grande parcela de profissionais da engenharia que acabaram se transferindo para outras áreas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apurou que apenas dois em cada sete engenheiros trabalham no setor. Escola - Com esse cenário, a Federação e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Seesp) fizeram uma parceria com a Associação Brasil-Alemanha (VDI) para a criação de uma instituição de ensino superior voltada para a “engenharia de inovação”, aproveitando o intercâmbio tecnológico com a Alemanha. Mais informações:
Saque do abono salarial do PIS/Pasep só até quarta (30)
Mais de 706 mil beneficiados ainda não sacaram o dinheiro. Para Beneficiados - Têm direito ao abono os trabalhadores cadastrados no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, que trabalharam em 2008 com Carteira assinada por pelo menos 30 dias, ganhando até dois salários mínimos. Mais informações:
Sindicato pressiona e prefeitura de Marília Os vereadores de Marília aprovaram, dia 21 de junho, projeto de lei que reduz a jornada de trabalho dos servidores da saúde de 40 para 30 horas e dos funcionários da educação social de 30 para 20 horas, sem redução de salários. A conquista só ocorreu graças à pressão do Sindicato dos servidores.
O presidente da entidade, Mauro Cirino, comemorou a vitória, lembrando que um projeto semelhante tramita no Congresso Nacional há mais de 10 anos e, até agora, sem definição. “Aqui, em Marília, com a força do Sindicato e a união dos servidores conseguimos a aprovação da lei em menos de dois anos. É uma vitória muito grande para o funcionalismo público”, afirma. Contratação - O sindicalista destaca que não haverá prejuízo para a população, pois durante as negociações o Sindicato cobrou da administração municipal que eleve o número de funcionários e o prefeito acatou a proposta do Sindicato. Mais informações:
Copa de 2014 deve gerar R$ 142,3 bilhões
Segundo o estudo, serão injetados diretamente R$ 22,4 bilhões na infraestrutura e organização necessárias ao evento. Despesas operacionais e de visitantes consumirão mais R$ 7 bilhões, além de R$ 112,79 bilhões que deverão ser gerados indiretamente por alguns setores da economia. A construção civil será o setor mais beneficiado, com estimativa de R$ 8,14 bilhões. Serviços prestados às empresas deve receber cerca de R$ 7 bilhões adicionais; hotelaria cerca de R$ 3 bilhões adicionais; e o setor de alimentos e bebidas, R$ 2,5 bilhões. Cerca de R$ 18,1 bilhões podem ser somados aos cofres públicos com arrecadação. Mais informações:
Escolas de fronteira começam a funcionar O município gaúcho de Santana do Livramento e a cidade uruguaia de Rivera vão implantar projeto-piloto para escolas de educação profissional de fronteira. As aulas começam no segundo semestre. Outros nove estados também vão estabelecer unidades binacionais para atender, com cursos técnicos presenciais e a distância, brasileiros e estrangeiros. |
Por Laurindo Lalo Leal Filho Enquanto a Copa segue hegemônica nos noticiários de TV, o silêncio cobre outros fatos importantes ligados ao futebol. Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15. Quem marca o horário dos jogos noturnos para as 21h50 são os programadores da Rede Globo. Para eles o futebol é apenas mais um programa da emissora que, por critérios mercadológicos, deve ser transmitido depois da novela. Em abril, com 43 votos a favor e apenas dois contra a lei aprovada passava a impressão de altivez da Câmara, fato raro na vida política do município. Foi só impressão. Ao invés de manterem seus votos e derrubarem o veto do prefeito, os vereadores paulistanos, com quatro honrosas exceções, curvaram-se aos interesses da Globo. Até um dos autores do projeto, vereador Antonio Goulart, mudou de lado. O outro, Agnaldo Timóteo não apareceu para votar. E assim os jogos na capital continuam terminando quase à meia-noite. Até pela TV, para quem tem que trabalhar cedo no dia seguinte, como faz a maioria da população, o horário é ruim. Agora para quem gosta de ir ao estádio é um sacrifício desumano. Os vereadores paulistanos não se dobraram apenas aos interesses da Rede Globo. Eles passaram um atestado de incapacidade absoluta para enfrentar um modelo perverso imposto nas últimas décadas ao futebol brasileiro. Até o final dos anos 1960 ainda havia algo de lúdico na prática e no espetáculo futebolístico. Lembro do Torneio Início, jogado uma semana antes da abertura do campeonato paulista, num dia só, com a participação de todos os clubes da primeira divisão. Eram jogos mata-mata, de 30 minutos (15 por 15) de duração onde, em caso de empate, ganhava o time que havia obtido mais escanteios a favor, antes da disputa dos pênaltis se fosse necessária. Curioso era ver os maiores craques do futebol paulista, em volta do gramado, assistindo os jogos dos outros times enquanto esperavam a vez de entrar em campo. Havia um que de amadorismo resistindo às investidas da profissionalização definitiva. O Pacaembu ainda era, nessa época, uma extensão glamourosa dos campos de várzea que se espalhavam por toda a cidade. A especulação imobiliária nunca contida pelos vereadores paulistanos – em qualquer legislatura – acabou com a várzea e quase acaba com o futebol na cidade. A sua sobrevivência se deu num outro nível, o da mercantilização absoluta. Dos jogadores e do jogo. Os primeiros passaram a ser formados pelas escolinhas, acessíveis apenas à classe média, ou pelos centros de adestramento criados por empresários cujo objetivo é preparar os seus “produtos” para vendê-los no exterior. O futebol assume nesse estágio a forma mercadoria em todas as suas etapas. Do berço do jogador à Copa do Mundo nada escapa. O esporte popular das ruas e das várzeas transformou-se num produto caro e altamente sofisticado, operando num nível elevadíssimo de racionalidade capitalista. Diferente de outros setores da economia e mesmo da cultura, onde o Estado ainda atua para conter de alguma forma a voracidade do mercado, no futebol isso não acontece. Os objetivos privados são absolutos nem que para serem alcançados sacrifiquem-se atletas, torcedores e, no limite o próprio esporte, reduzido cada vez mais a um espetáculo de televisão. Perderam os vereadores paulistanos a grande oportunidade de colocar o interesse público em primeiro lugar. Resta agora esperar, com bastante ceticismo, que projeto semelhante, apresentado na Câmara dos Deputados, e válido para todo o Brasil, prospere. Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e professor de jornalismo da ECA-USP |
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