De olho no emprego, sindicalistas
pedem rigor nas importações

Problema afeta setor de máquinas e autopeças

Foto: Daniel Cardoso

Sindicalistas metalúrgicos ligados à CUT e à Força Sindical reuniram-se, na terça-feira (27), com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para cobrar medidas contra a importação de peças e máquinas usadas. Há dois temores entres os sindicalistas: o primeiro, e de mais impacto, é o desemprego em dois setores que ocupam muita mão de obra; o segundo é a desindustrialização, com a chegada de maquinário do exterior.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, ligado à Força Sindical, critica: “Estão importando maquinário velho, verdadeiras sucatas, a preço baixo, enquanto o Brasil tem condições de produzir maquinário muito melhor, mais moderno e mais seguro”.

Carlos Grana, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) pede medidas emergenciais. “O governo deve agir já, com medidas emergenciais que reduzam as importações de máquinas e equipamentos, ferramentas e autopeças novas e usadas. O crescimento dessas importações foi muito grande e pode comprometer os empregos no setor”.

Segundo Grana, o ministério havia se comprometido com a importação apenas equipamentos usados e sem similaridade com produtos nacionais. “Mas isso não vem acontecendo. Por isso, exigimos que o governo assuma um compromisso com os trabalhadores brasileiros, favorecendo a indústria nacional”.

Emprego - Segundo Miguel Torres, os impactos destas importações têm fortes implicações sociais. “Podemos perder pelo menos 50 mil empregos. Mas não é exagero dizer que 100 mil postos de trabalho estão ameaçados em toda a cadeia produtiva”, argumenta.

Mais informações:
Miguel Torres (11) 3388.1003 ou Carlos Grana (11) 4122.7700

Seminário em São Paulo debate
regras do sistema financeiro

Começa na próxima quinta-feira (29) no auditório da Fecomercio, em São Paulo, o seminário “Regulamentação do Artigo 192 da Constituição Federal: Sistema Financeiro Cidadão”, que tem como objetivo debater propostas para a formulação de um projeto de lei complementar visando regulamentar o funcionamento do sistema financeiro no País.

O evento, organizado pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai até sexta-feira (30). Segundo o presidente do Sinal, Sérgio da Luz Belsito, a entidade está fazendo uma ampla consulta junto a parlamentares, Sindicatos, entidades de defesa do consumidor, setores produtivos e acadêmicos “para construir uma proposta com amplo apoio social”.

O ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vagner Freitas, que fará parte da mesa “O Sistema Financeiro e o Desenvolvimento Nacional”, ressalta que o artigo 192 define que o sistema financeiro deve ser estruturado para promover o desenvolvimento e servir aos interesses da coletividade. “O sistema como um todo deve deixar de ser um obstáculo”, aponta.

Presenças - O diretor de Estudos Técnicos do Sinal, Eduardo Stalin, informa que já confirmaram participação o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, dirigentes das confederações empresariais da Indústria, Agricultura e Comércio, Ministério Público Federal, Centrais Sindicais, além de acadêmicos, como o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, parlamentares e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Clique aqui e confira a programação

Mais informações:
www.ipea.gov.br
www.sinal.com.br

Aumento do desemprego em março é habitual, aponta Dieese

A Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada pela Fundação Seade e pelo Dieese, nesta quarta-feira (28), mostra que a taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo cresceu em março – passando de 12,2%, em fevereiro, para 13,1%. O aumento é atribuído ao reflexo de fatores sazonais típicos do período.

Em março, o contingente de desempregados foi estimado em 1.387 mil pessoas, 97 mil a mais do que no mês anterior. Esse crescimento deveu-se à eliminação de 86 mil ocupações e ao pequeno acréscimo de 11 mil pessoas na força de trabalho da região. A eliminação de vagas reduziu o contingente de ocupados para 9.197 mil pessoas.

Renda - Entre janeiro e fevereiro, o rendimento médio real dos ocupados e o dos assalariados reduziram-se em 0,6% e 1,1%, respectivamente, passando a valer R$ 1.309 e R$ 1.372.

Mais informações:
www.dieese.org.br

Nova Central faz seminário em Brasília

A Nova Central Sindical de Trabalhadores realiza de hoje (28) a sexta (30) seu Seminário Nacional Jurídico. O evento será no San Marco Hotel, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 5, Bloco “C”, Brasília (DF). A entidade é presidida por José Calixto Ramos.

Entre os temas em debate estão: registro sindical e pluralidade de Federações e Confederações; unicidade versus pluralidade; interdito proibitório; jornada de 40 horas e Fator Previdenciário.

Mais informações:
Telefone (61) 3226.4000 – com Jairo e/ou Meire
www.ncst.org.br

Trabalhadores da Volks/Taubaté aprovam 1ª parcela da PLR

Os trabalhadores na Volkswagen de Taubaté aprovaram, na terça-feira (27), a proposta para a 1ª parcela da PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) de 2010. O valor da Participação será R$ 4.300,00, propiciando a injeção de R$ 24 milhões na economia da região, ainda no mês de maio. A unidade tem cerca de 5.600 empregados e fabrica os modelos Gol e Voyage.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, a aprovação da proposta foi uma grande vitória, pois representa um aumento de cerca de 22% em relação à 1ª parcela da PLR de 2009, quando o valor foi de R$ 3.500,00.

Economia - “O valor da 1ª parcela atendeu às expectativas dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, garante o aquecimento da economia, beneficiando setores como comércio, serviços e a cadeia produtiva das indústrias de nossa região”, disse Isaac.

Mais informações:
www.sindmetau.org.br

Insulina e medicamento para
colesterol na Farmácia Popular

A partir de maio, as farmácias que participam do programa Farmácia Popular – que vende medicamentos com até 90% de desconto – estarão oferecendo sinvastatina, usada no tratamento do colesterol ruim (dislipidemia), e a insulina regular para o diabetes. São 11.905 drogarias conveniadas no País e o governo vai investir R$ 44,6 milhões.

 





Aparecido Bruzarosco
é presidente do SEC de Ourinhos e diretor 2º Tesoureiro da Fecomerciários


Sindicalismo
comerciário cresce
e se organiza

Reconhecidamente, a categoria comerciária tem importância social, política, econômica e sindical. É a que mais cresce no Brasil. Trata-se de uma importância estadual, municipal e nacional; posição que confere a nós, dirigentes sindicais comerciários, a definição e o cumprimento de metas que visam ampliar a credibilidade alcançada. Quais sejam:

- Lutar pela regulamentação da nossa profissão. 

- Mobilizar a categoria para a adoção da jornada de 40 horas.

- Investir em capacitação profissional.

- Estimular a geração e a manutenção de empregos.

A primeira reivindicação tem sua origem na reputação histórica obtida pela categoria: os comerciários não podem mais ser considerados como meros agrupamentos de trabalhadores. Devem ser respeitados como categoria profissional. Por isso, a mobilização unitária de todos nós em torno da aprovação do PLS 115/07, de autoria do senador Paulo Paim, que trata da matéria.

Ao compor uma categoria organizada e mobilizada, o sindicalismo comerciário acabou adquirindo características que nos diferenciam das demais profissões com as quais somamos esforços.

Com união e muita
determinação combatemos irregularidades como: informalidade, terceirizações abusivas, automação/comércio eletrônico, trabalho aos domingos e feriados, banco de horas, horas-extras, desvio de função e desrespeito à Convenção Coletiva.

Unidade

Faz parte das nossas bandeiras de luta, lideradas pelo presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, incluir na Convenção Coletiva uma cláusula instituindo o pagamento de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), unificar a data-base, valorizar as comerciárias, construir casas para o trabalhador por meio da Cooperativa Habitacional dos Comerciários do Estado de São Paulo, da qual sou um dos diretores, e a participação dos trabalhadores no Sistema S. 

Essa unidade comerciária criou fortes elos e tem permitido a obtenção de conquistas marcantes para os trabalhadores, comerciários ou não. Cito como exemplo o aumento real nas Convenções, a correção da tabela do Imposto de Renda, os aumentos no salário mínimo, o reajuste nos benefícios dos aposentados, a ratificação das Convenções 151 (servidores) e 158 (não à demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a legalização das Centrais Sindicais.

Avalio que o exercício deste movimento sindical comerciário sério e organizado vem descrevendo uma trajetória de conquistas que tem rompido os limites do sindicalismo. 

Bom para o cidadão e para o País cujo expoente maior da contribuição que os quadros sindicais têm prestado para a sociedade brasileira é o Presidente Lula. O trabalhador reconhece o papel do chamado sindicalismo-cidadão, ao usufruir dos benefícios oferecidos pelas entidades sindicais, dada a ausência do Estado em determinados serviços.

Entendo que as eleições de 2010 apresentam-se como o momento ideal para ampliar a participação dos legítimos representantes dos trabalhadores nos Poderes Executivo e Legislativo. Seja no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, nos Governos Estaduais e nas Assembleias Legislativas, a eleição de candidatos comprometidos com as causas sindicais, trabalhistas e sociais é responsabilidade de todos aqueles que, verdadeiramente, constroem um Brasil justo, fraterno e igualitário.  
 
Aparecido de J. Bruzarosco é presidente do SEC de Ourinhos e diretor 2º Tesoureiro da Fecomerciários