Metalúrgicos da Força paralisam fábricas de máquinas em Sertãozinho

Foto: Ricardo Flaitt


Os metalúrgicos ligados à Força Sindical estão concentrando a pressão sobre empresas do setor de máquinas. O objetivo é obter do sindicato patronal (Sindimaq) uma proposta de aumento salarial que contemple as reivindicações dos trabalhadores.

Na manhã desta quarta-feira (27), eles concentraram a pressão nos três distritos industriais de Sertãozinho, paralisando 20 empresas e cerca de dez mil metalúrgicos. O protesto, coordenado pela Federação da categoria, reuniu os 54 Sindicatos de Metalúrgicos e levou para as portas de fábrica aproximadamente 400 sindicalistas de todo o Estado.

O ato desta quarta teve a presença do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), que também é deputado federal. Paulinho convocou os trabalhadores à luta, ressaltando que as empresas estão obtendo grandes ganhos de produtividade.

“Exigimos um reajuste salarial decente, que seja coerente com o crescimento da economia e dos lucros das empresas, senão vamos fazer greve em todo o Estado de São Paulo”, destaca o presidente da Federação, Claudio Magrão.

Unidade - Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), o ato em Sertãozinho é uma demonstração de força e unidade dos metalúrgicos. Ele enfatiza: “Reunimos todos os Sindicatos, a Federação e a Força Sindical. Paramos as fábricas do setor de máquinas. Demos um recado à classe patronal de que exigimos proposta decente para o salário dos companheiros”.

A data-base da categoria, com 800 mil trabalhadores, é 1º de novembro. Além da luta por aumento real decente, os metalúrgicos reivindicam a obrigatoriedade de negociação da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR); combate à terceirização; e garantia de emprego ao trabalhador acidentado, dentre outros itens.

Mais informações:
www.fedmetalsp.org.br

Santos defende o pré-sal e aclama Dilma presidente

Mais de 500 pessoas se concentraram em ato público na Praça Mauá, na sexta-feira (22), em frente à Prefeitura de Santos, num abraço simbólico à unidade de negócios da Petrobrás na cidade. Em seguida, sob o lema em “Defesa do Brasil” e “O Pré-sal é nosso!”, caravanas de diversas regiões aclamaram Dilma presidente, para o Brasil continuar no rumo do crescimento.

O evento na baixada santista reuniu centenas de lideranças das Centrais CGTB, CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e UGT, dirigentes políticos de vários partidos, estudantes e movimentos sociais, que lotaram o auditório do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), para denunciar as ameaças de privatização da Petrobrás e do pré-sal que partem da campanha do tucano José Serra.

O presidente do Sindicato, Ademir Gomes Parrela, destacou: “Nós lembramos hoje de Euzébio Rocha e do presidente Getúlio Vargas, que fizeram a Petrobrás chegar aonde ela chegou”. “Viva o pré-sal. O pré-sal é nosso! A Petrobrás é nossa”, aclamou.

Presenças - Participaram do ato as prefeitas de Guarujá e Cubatão, Maria Antonieta (PMDB) e Márcia Rosa (PT), respectivamente; o vice-prefeito de Praia Grande, Arnaldo Amaral; e o prefeito de São Vicente, Tércio Garcia (PSB), responsável pela coordenação do evento, além de deputados federais, estaduais e vereadores.

Fonte: CGTB
www.cgtb.org.br

Sindicalistas de Guarulhos reiteram apoio a Dilma presidente

A articulação do movimento sindical de Guarulhos em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República, que já havia ocorrido no primeiro turno, foi retomada, agora, com mais força e adesão de mais lideranças de várias categorias profissionais. O apoio à candidata foi reafirmado na tarde desta terça-feira (26).    
              
O evento teve a presença de dirigentes sindicais – ligados às Centrais Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – nos setores metalúrgico, servidores municipais, frentistas, trabalhadores nas empresas de refeições coletivas, comerciários, vigilantes, químicos, trabalhadores nas indústrias de alimentos e aposentados.

Avanços - Os sindicalistas aprovaram manifesto reafirmando a disposição das forças populares e do sindicalismo de seguir avançando nas conquistas obtidas no governo Lula. Diz o texto: “Por isso, unimos nossos esforços em apoio a Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula e da classe trabalhadora”.

Metalúrgicos ganham peso no 13º salário pago no ABC

Os 102 mil trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC embolsarão R$ 355 milhões até o Natal com o pagamento do 13º salário. O valor representa 26% do total a ser pago a todos os trabalhadores formais do ABC. No ano passado, a categoria recebeu R$ 323 milhões, 25% do total.

Segundo Zeíra Camargo, economista da subseção do Dieese na entidade, dois elementos concorreram para esse aumento. “O número de metalúrgicos cresceu 6% do final do ano passado para cá e a massa salarial foi elevada em 9,8%, principalmente em decorrência da campanha salarial”, explica.

Região - O levantamento da subseção Dieese aponta que o 13º salário vai injetar R$ 1,8 bilhão na economia local. Desse total, R$ 1,36 bilhão entra na conta de 781 mil trabalhadores com Carteira assinada e R$ 416 milhões vão para os aposentados e pensionistas.

Mais informações:
www.smabc.org.br

Canavieiros do Pernambuco conquistam seu maior reajuste

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pernambuco (Fetape) informa que o reajuste salarial de 10,51% obtido pelos canavieiros superou todas as categorias que tiveram negociação em 2010. Segundo o Dieese, o maior índice era o da construção civil, com 10%.

O Piso salarial dos canavieiros ficou R$ 12,00 acima do salário mínimo e os assalariados tiveram um ganho real de 5,56%. A diária dos trabalhadores no corte da cana passa agora a R$ 18,23, a semana a R$ 136,75 e a quinzena a R$ 273,50. Os principais avanços e melhorias conquistados na Campanha Salarial de 2010 somam 18 cláusulas.

Evolução - Para o diretor de Política Salarial da Fetape, Paulo Roberto, as negociações avançaram e foi firmado um “compromisso de formação de uma mesa permanente de negociações, que se reunirá sistematicamente no próximo ano para tratar dos assuntos que não evoluíram na mesa de negociação”.

Mais informações:
www.fetape.org.br

UGT participa de congresso sindical na Bélgica

O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Laerte Teixeira, representou a Central no Congresso da CSC (Conféderátion des Syndicats Chrétiens de Belgique) e ACV (Algemeen Christelijk Vakverbond), realizado em Ostende, Bélgica, entre os dias 21 e 23 de outubro. O evento contou com a presença das mais importantes Centrais Sindicais do mundo.

Laerte integrou uma delegação internacional com a presença de cerca de 60 líderes sindicais de diversas partes do mundo, que foram recebidos pelos dirigentes Luc Cortebeeck e Claude Rolin, presidente e secretário geral da CSC, respectivamente.

Temas - O congresso reuniu cerca de 1.500 delegados, autoridades locais e internacionais e comemorou os 125 anos da ACV-CSC, com debates sobre o desenvolvimento da Bélgica e o tema da conferência: o futuro do planeta – com a discussão de temas como mudanças climáticas e a globalização, entre outros tópicos.

Fonte: UGT
www.ugt.org.br

Químicos, padeiros e gráficos falam sobre
campanha salarial no Câmera Aberta

O Câmera Aberta Sindical convidou três liderança sindicais de diferentes setores para falar sobre a campanha salarial. A proposta é avaliar quais são as perspectivas econômicas de cada setor e quais as ações promovidas pelos Sindicatos para garantir aumento real e reajuste dos salários.O programa convidou Edson Dias Bicalho, secretário-geral da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo; Pedro Pereira, vice-presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo; e Marcio Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Gráficos.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Desemprego em São Paulo é o menor para setembro em 18 anos

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu para 11,5% em setembro, ante os 12,3% de agosto. O resultado, divulgado hoje (27) pelo Dieese, é o mais baixo para meses de setembro nos últimos 18 anos. O rendimento médio subiu 3,3% em agosto (sobre julho), passando para R$ 1.401,00. Nas sete regiões metropolitanas pesquisadas, o desemprego recuou para 11,4%, ante os 11,9% de agosto.


Rogério Cezar de Cerqueira Leite é físico e professor emérito da Unicamp

 

Genéricos e outros mistérios

Por Rogério Cezar de Cerqueira Leite
 
Como consequência da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.

Estimava-se que, em dez anos, seria possível desenvolver, por engenharia reversa, pelo menos 90% desses produtos. De fato, em pouco mais de três anos, cerca de 80 processos já haviam sido desenvolvidos e 20 produtos já estavam sendo produzidos e comercializados por empresas brasileiras.

O sucesso inicial desse projeto permitiu que fosse iniciada por mim, nesta Folha, uma campanha de esclarecimento sobre medicamentos genéricos, o que não teria sentido sem a produção própria de fármacos.

Precipitadamente, o governo Itamar Franco tentou lançar a produção de genéricos. O poderoso cartel de multinacionais de medicamentos se insurgiu. Ameaçou-nos de desabastecimento, de verdadeira guerra. Derrotou e humilhou o Ministério da Saúde.

Poucos anos depois, esse cartel não somente cedeu prazerosamente ao ministro José Serra, então na pasta da Saúde, como até fez dele seu “homem do ano”.

Seria o costumeiro charme do ministro? Seu sorriso cândido? Senão, qual o mistério?

Como consequência da isenção de impostos de importação para o setor de química fina, da infame lei de patentes e de outras obscenidades perpetradas pela administração FHC, mais de mil unidades de produção no setor de química fina, dentre as quais cerca de 250 relativas a fármacos, foram extintas. Além do mais, cerca de 400 novos projetos foram interrompidos.

Os dados foram extraídos de boletim da Associação Brasileira de Indústria da Química Fina. Em poucos anos, o déficit da balança de pagamentos para o setor saltou de US$ 400 milhões para US$ 7 bilhões. Quem acha que, com isso, Serra não merece o título de homem do ano das multinacionais de medicamentos?

Também os “empresários” brasileiros do setor de genéricos têm muito a agradecer ao ex-ministro da Saúde, pelas suas margens de lucro leoninas. Basta ver os imensos descontos oferecidos por quase todas as farmácias, que com frequência chegam a 50%. Os genéricos do Serra nada têm a ver com os genéricos que planejamos.

E o tão aclamado programa de Aids do Serra? É compreensível que todos os seres humanos, e talvez também o ministro Serra, tenham se comovido profundamente com a súbita e aterrorizante explosão da Aids. Que oportunidade sem par para políticos demagógicos!

A ONU homenageou o então ministro Serra pelo mais completo e dispendioso programa de apoio aos doentes de Aids de todo o planeta. Países ricos, com PIB per capita dez vezes maiores que o nosso, ficavam muito aquém do Brasil. Como foi possível? E por que será que, nesse mesmo período, os recursos orçamentários destinados ao saneamento básico não foram usados?

O então dispendioso tratamento de um único doente de Aids correspondia à supressão de recursos para saneamento básico que salvariam centenas de crianças de doenças endêmicas, com base em uma avaliação preliminar. Será que Serra desviou recursos do saneamento básico? Mistério!

Mas persiste o fato de que, durante a administração Serra na Saúde, os recursos destinados ao saneamento, à época atribuídos a esse ministério, não foram aplicados.

Mesmo sem contar mistérios como aqueles dos “sanguessugas” e da supressão do combate à dengue no Rio, entre outros, considero pífia, eminentemente pífia, a atuação de Serra no Ministério da Saúde.

Rogério Cezar de Cerqueira Leite é físico e professor emérito da Unicamp. Publicado na Folha de S.Paulo de 26/10/10