O Sindicato dos Comerciários de São Paulo realizou no domingo (26) uma grande manifestação em frente ao Shopping VillaLobos, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste da Capital, em protesto contra a imposição do centro comercial de aumentar em três horas a jornada de trabalho aos domingos. O protesto, das 11 às 14 horas, teve apoio das Centrais Sindicais UGT, Força Sindical e CUT.
Houve concentração em massa de comerciários, sendo que a maioria dos trabalhadores se posicionou em assembleia contra o acréscimo das horas de trabalho no domingo. Os comerciários protestaram também contra a exploração e as jornadas excessivas, que o Sindicato pretende contestar na Justiça se a administração do shopping não recuar. “O Sindicato ouviu mais uma vez a voz do trabalhador, que já havia registrado em abaixo assinado que não aprova o aumento da jornada aos domingos. O Shopping não deu importância a isso, sendo que até mesmo os lojistas não estão aprovando essa atitude. Isso é um absurdo e vamos entrar com as ações jurídicas necessárias para proteger o comerciário do trabalho escravo”, afirma o presidente do Sindicato, Ricardo Patah. Data-base - Os comerciários também estão em campanha salarial e continuam enfrentando a resistência dos empresários em conceder reajuste acima da inflação, com ídices proporcionais aos ganhos do comércio nos últimos anos. Mais informações:
Tarefas até o dia 3 Nós, do campo popular e do movimento sindical, temos tarefas importantes até domingo, dia 3. 1 - Motivar nosso eleitorado a comparecer em massa às urnas: a) levando a cola; b) levando dois documentos – título e documento com foto. Fazer isso nos materiais sindicais e nos sites das entidades; 2 - Massificar nossos candidatos – com visitas a portas de fábrica, locais de trabalho em geral e locais de concentração popular; 3 - Ir à luta e disputar voto a voto. Pedir voto às pessoas e pedir que elas também peçam votos aos nossos candidatos; 4 - Colar a figura de Lula em nossos candidatos; 5 - Alimentar o ciclo de boas notícias – conquistas salariais dos metalúrgicos; Petrobras chegando à condição de segunda maior petrolífera do mundo; 6 - Destacar, sempre, as conquistas econômicos e sociais do atual governo, comparando com os dados de FHC: desemprego em massa, “apagões”, criação do Fator Previdenciário, privatizações escandalosas. 7 - Lembrar que os dois partidos da coligação oposicionista votaram a favor da Emenda 3, do Fator Previdenciário e contra a legalização das Centrais Sindicais. 8 - Responder, de pronto, cada ataque; atacar os pontos fracos dos adversários; montar um plantão 24 horas de blogs até o dia da eleição – para fazer a nossa comunicação. São tarefas, diria, obrigatórias de quem é do nosso lado e não quer ver o Brasil de volta ao passado neoliberal, entreguista e antitrabalhista. João Franzin
Metalúrgicos da Força realizam assembleia da campanha salarial
O presidente da Federação, Claudio Magrão, reiterou que os Sindicatos forcistas não aceitarão aumento real inferior a 4,52%. “Todos os índices apontam que a economia está forte, diferente do ano passado que o País ainda estava sofrendo os efeitos da crise”, ressaltou. O encontro de Jundiaí aprovou a realização de mais duas novas assembleias gerais no Interior do Estado, a fim de intensificar a mobilização por uma campanha salarial forte e vitoriosa. A pauta de reivindicações, que foi entregue aos representantes da indústria com uma grande manifestação, dia 25 de agosto, já está sendo negociada com os grupos patronais. Pauta - As reivindicações são reajuste com aumento real; valorização do teto de aplicação do reajuste; salário normativo; redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial; combate à demissão imotivada; programas de formação e qualificação profissional e sindical; licença-maternidade de 180 dias; contribuição dos trabalhadores e obrigatoriedade das negociações de PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados). Negociações - Na última sexta-feira (24), houve rodada de negociação com o Sindal, às 15 horas, na sede da Federação, em São Paulo. As próximas negociações agendadas ocorrerão dia 5 de outubro (terça-feira): a primeira, às 10 horas, será com o Sindipeças (na Federação); a segunda, às 14h30, será com o setor de fundição, na sede da Abifa.
Metalúrgicos de Guarulhos reúnem mil
Com a presença de mil pessoas, entre trabalhadores das fábricas e familiares, o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região realizou domingo (26) o evento de encerramento da primeira fase do 1º Ciclo de Formação, com os temas “Sindicalismo, Economia e Política”. O encerramento aconteceu no Centro Recreativo e de Lazer da entidade, em Vargem, no Interior do Estado. “Não fosse a chuva e o frio, teríamos reunido 1.200 pessoas. Mas, mesmo assim, conseguimos levar uma verdadeira multidão”, afirma o presidente interino no Sindicato, Josinaldo José de Barros (Cabeça). Já Heleno B. da Silva, secretário-geral da entidade, destaca o interesse dos participantes: “Vejo que é crescente a vontade dos trabalhadores em aprender mais, participar mais. A primeira fase deste 1º Ciclo foi um sucesso”. Palestra - O jornalista Marcos Verlaine, do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) fez palestra sobre o funcionamento do Congresso Nacional e também relacionou importantes conquistas econômicas e sociais no governo Lula. E recomendou: “A hora é de buscar avanços, rechaçando todas as pressões para restabelecer um passado de desemprego e flexibilização dos direitos trabalhistas”. Mais informações:
Agência Sindical propõe plantão de blogs 24 horas A Agência Sindical está propondo um esforço concentrado da mídia popular e alternativa nesta reta final de eleições. Esse esforço traz duas recomendações: 1) Mobilizar a imprensa sindical em prol da candidatura do avanço, rechaçando as candidaturas conservadoras ou diversionistas; 2) Manter um rodízio 24 horas de blogs, a fim de informar com rapidez e reagir de pronto aos ataques da grande imprensa e dos setores reacionários. “Contra as operações das forças regulares, e, em muitos casos, mercenárias, defender com vigor e contra-atacar com precisão”, afirma João Franzin, jornalista da Agência.
Cinco mil servidores da saúde podem ser demitidos em São Paulo
O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Helcio Marcelino, denuncia que a decisão pode prejudicar o atendimento à população. Em assembleia realizada no dia 13 de setembro, o Sindsaúde decidiu entrar com recurso na Justiça. “Nós sabemos que todos os serviços de saúde no Estado de São Paulo têm uma falta considerável de trabalhadores para fazer o atendimento da população. Mas, apesar dessa necessidade, o Judiciário não foi sensível aos nossos argumentos, deu ganho para o governo e os trabalhadores correm risco de demissão”, denuncia. Contratação - Marcelino observa que a demora na contratação de candidatos aprovados em concursos públicos antes de 2007 não tenha sido por acaso. Ele revela que muitos esperaram até quatro anos para serem convocados. “Se a vaga existia e tinha o concurso aberto, por que o governo deixou para chamar esse cidadão só depois da aprovação dessa lei? Para que ele assinasse um contrato precário e pudesse ser demitido. A maioria dos trabalhadores está nessa situação. Já tinham feito o concurso e só foram chamados para assumir a vaga após abril de 2007”, conta. Fonte: Agência Diap
INSS paga nesta segunda benefícios com final 2
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O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença. Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o País. Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao Sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade. Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna do trabalho. Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva? Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do País. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes? Quando, em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “Tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança”, Marina mistura oportunismo e desorientação espacial. A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou. Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”. Por sua discípula isso está cada vez mais improvável. Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha) no Rio de Janeiro |
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