Foto: Claudio Omena No texto, as entidades denunciam que, mesmo com o aporte de recursos públicos para salvar empresas em todo o mundo, os patrões continuam promovendo demissões em massa. Com relação ao Brasil, cobram do governo “a obrigação de exigir a garantia de emprego para a classe trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida”. Como medidas para superar a crise, os manifestantes cobrarão nas ruas o corte drástico dos juros; redução da jornada de trabalho sem reduzir salários; aceleração da reforma agrária e urbana, com ampliação das políticas em habitação, saneamento, educação e saúde; além de medidas concretas para impedir demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores. Clique aqui e leia a íntegra do documento Mais informações: nos portais das Centrais
São Paulo terá bancada mais numerosa
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Foto: Naila Oliveira![]() |
Com o propósito de capacitar o jovem para o mercado de trabalho e ocupações alternativas geradoras de renda, o programa ProJovem Trabalhador, desenvolvido pelo Ministério do Trabalho em parceria com estados e municípios, deve atender 188.760 jovens em todo o País até o final do ano. O maior número de vagas é para o Nordeste, com 72.960; a Região Sudeste terá 40.200; no Sul; 27.800; no Centro-Oeste, 24.500; e, no Norte, 23.300.
Podem participar do programa jovens desempregados com idades entre 18 e 29 anos, que sejam membros de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e estejam frequentando o ensino fundamental ou médio, ou cursos de educação de jovens e adultos, ou terem concluído o ensino fundamental ou médio.Capacitação - Os alunos recebem treinamento em várias áreas, como administração, agroextrativismo, arte e cultura, beleza e estética, comunicação e marketing social, construção e reparo e turismo. Outras informações podem ser obtidas na página do programa no site do MTE.
Mais informações:
www.mte.gov.br
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Fundacentro celebra Dia Nacional de Prevenção
de Acidentes de Trabalho
A Fundacentro reuniu em São Paulo, nesta segunda-feira (27), profissionais de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), a fim de celebrar a passagem do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. O dia 27 de julho de 2009 marca também os 37 anos de criação do Serviço Especializado em Segurança, Saúde e Medicina do Trabalho (SESMT).
Segundo o assessor da diretoria técnica da Fundacentro, José Damásio, o papel da instituição é “estar à frente”, trazendo o conhecimento sobre SST e divulgando pelo Brasil. Ele lembra que os primeiros cursos de medicina do trabalho e engenharia de segurança do trabalho no Brasil foram organizados pela Fundacentro. A instituição também colaborou na elaboração das NR’s (normas regulamentadoras) do Ministério do Trabalho.
Pioneirismo - Para Adir de Souza, técnico de segurança da instituição, a Fundacentro é responsável não só pelo fomento da pesquisa, mas do pensamento no que diz respeito à segurança e saúde do trabalhador, entre os trabalhadores e empresários brasileiros.
Mais informações:
www.fundacentro.gov.br
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Luiz Gonzaga Belluzzo é pessor titular de Economia da Unicamp
Na Teoria Geral, Keynes tratou do caráter instável do investimento privado, concebido por ele como uma vitória do espírito empreendedor sobre o medo decorrente da "incerteza e da ignorância quanto ao futuro".
É a tensão entre as expectativas a respeito da evolução dos rendimentos do novo capital produtivo e o sentimento de segurança proporcionado pelo dinheiro que vão determinar, em cada momento, o desempenho das economias de mercado.
O destino da sociedade é decidido na alma dos possuidores de riqueza, onde se trava a batalha entre os espíritos animais, as forças de criação de nova riqueza e o exército comandado pelo "amor ao dinheiro".
Em sua forma aguda, a crise impõe o colapso do investimento e do consumo. Nesse momento, todos - empresas e consumidores - entregam-se à busca desesperada da redução das despesas, ou seja, dedicam-se a cortar a renda dos vizinhos.
Estes, por sua vez, devolvem a mesquinharia para os que iniciaram a brincadeira. É o "paradoxo da poupança".
A desconfiança se generaliza entre os protagonistas do que Hayek chamava o processo de mercado. Isso faz recair sobre uma instituição social, o dinheiro, a esperança (ou a ilusão) de preservação do valor da riqueza privada.
Os espíritos animais buscam refúgio na única forma do enriquecimento que imaginam não estar sujeita à contestação dos demais.
Todos querem e todos perdem. Na crise aguda, os possuidores de riqueza reverenciam o caráter "social" de sua atividade privada.
Assim, a sobrevivência dos nexos mercantis, aqueles que solidarizam os indivíduos livres mediante o intercâmbio de valores-mercadorias, ativos e títulos representativos das relações débito-crédito - passa a depender diretamente do Estado e de seus dinheiros.
A geração de déficits e a criação de nova dívida pública constroem as condições para reanimar o movimento da riqueza dos particulares, ao sustentar os lucros das empresas e ao preservar o valor dos portfólios privados.
Mas, se o desequilíbrio fiscal e o crescimento do débito público na composição dos patrimônios privados tornarem-se fenômenos profundos e duradouros, a desconfiança dos possuidores de riqueza se desloca da finança privada para a situação financeira do Estado.
A eficácia dos instrumentos de gasto e de endividamento do Estado está condicionada à preservação do poder privado de acumular riqueza social.
Assim, a recuperação da confiança na finança privada vai permitir que os controladores do crédito readquiram força e legitimidade para avaliar os rumos da política fiscal e de endividamento público.
Neste momento, por exemplo, os senhores da finança - salvos pela vigorosa intervenção do Estado - já consideram insustentáveis a trajetória do déficit fiscal e da dívida do governo norte-americano.
Com isso, eleva-se o prêmio exigido para se desprender da liquidez e restringem-se os mercados para contratos de prazos mais longos, comprometendo a própria capacidade do Estado de emitir dívida nova e de administrar o estoque de endividamento existente.
Luiz Gonzaga Belluzzo é pessor titular de Economia da Unicamp
