O secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), João Cayres, declarou ao programa de TV Câmera Aberta Sindical, na quarta-feira (26), que só de metalúrgicos do ABC vai ter caravana com mais de três mil pessoas. “Vamos lotar 60 ônibus com trabalhadores da região”, diz. Ainda na Grande São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, filiado à Força Sindical, vai mobilizar uma delegação de 150 pessoas, sendo 100 trabalhadores da base. Os Metroviários de São Paulo, filiados à CTB, também levarão 120 pessoas. “É fundamental que todos se organizem para participar”, destaca o diretor Flávio Godoi. Capacete - A direção da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom/CUT) fez um balanço da mobilização, na terça-feira (25), confirmando a participação em peso do setor. “Além de visual próprio, como capacetes para destacar a presença operária no evento, a vamos levar faixas com ênfase na redução da jornada e no combate aos acidentes de trabalho”, destaca o presidente da entidade, Vilmar Kanzler. Segundo o presidente da CTB-São Paulo, Onofre Gonçalves, caravanas de várias regiões do Interior e da Capital já estão organizadas. “Nossa mobilização está sendo muito grande”, declara. Ele informa que a Central está mobilizando trabalhadores de diferentes regiões, como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e São José dos Campos. Estados - A CGTB-Espírito Santo está mobilizando as categorias dos trabalhadores na saúde, policiais e bombeiros militares, prestadores de serviços, construção pesada e servidores públicos municipais, que lotarão dois ônibus no Estado para o evento. No Rio de Janeiro, a Central também já garantiu três ônibus, mas pode chegar a cinco, com dirigentes sindicais das categorias de aquaviários, músicos, funcionários públicos, empregados em edifícios, professores, construção civil e operários navais. Fonte: Centrais e Sindicatos
Taxa de desemprego mantém estabilidade em abril
O nível de ocupação aumentou 1,2% em abril, crescimento mais intenso do que o normalmente verificado para esse período. A geração de 107 mil postos de trabalho ampliou a estimativa do contingente de ocupados para 9.304 mil pessoas. Entre fevereiro e março de 2010, o rendimento médio real de ocupados e o de assalariados diminuiu 2,3%, passando a valer R$ 1.284 e R$ 1.347, respectivamente. País - No conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada (Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), a taxa teve leve oscilação de março a abril (13,4 para 13,3%) - com contingente de desempregados estimado em 2.942 mil. Mais informações:
Sintapi/CUT diz que Conferência terá
Luizão destaca que a Previdência Social não é deficitária e que a Seguridade Social trabalha com superávits, pois é um sistema composto por saúde, assistência e previdência social, podendo suportar o impacto financeiro do reajuste. “O próprio presidente Lula disse que se você pegar o que pagam os trabalhadores e o que recebem, não há déficit”, lembra. O sindicalista denunciou que o suposto déficit é decorrência de uma manipulação estatística de setores neoliberais, para impor aumento de alíquotas ou reduzir os benefícios, que leva em conta apenas a receita obtida a partir da folha de pagamentos e desconsidera as demais receitas provenientes da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “A verdade que salta aos olhos não se vê publicada nos jornalões nem divulgada pelas emissoras de rádio e televisão: a Previdência apresentou um superávit de R$ 22 bilhões em 2009, mesmo em meio à crise, tendo sido de R$ 40 bilhões no ano anterior”, frisa. Fonte: CUT
Curso profissionalizante amplia chances de conseguir ocupação A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou, na quarta-feira (26), em São Paulo, pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da instituição, apontando que a chance de quem fez o ensino profissionalizante conseguir um emprego é maior do que a de quem estudou até o ensino médio. De acordo com o estudo ela chega a 48,2%. “O que a gente mostra com esse estudo é que os retornos da educação profissional são ainda mais altos. Mesmo quando se considera o avanço que as pessoas têm com mais escolaridade formal, a educação profissional ainda dá um plus, ou seja, é um prêmio que a educação gera em termos de salário, ocupação e formalidade”, diz o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri. Ganhos - O trabalho também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos. Entre os setores que mais empregam, estão o automobilístico (45,71%), o de finanças (38,17%) e o de petróleo e gás (37,34%). Fonte: Agência Brasil
FGTS bate triplo recorde: arrecadação cresce, saques caem O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) bateu três recordes em abril, ao registrar arrecadação bruta de R$ 20,1 bilhões e arrecadação líquida de R$ 4,5 bilhões no primeiro quadrimestre de 2010. Nos últimos 12 meses, a arrecadação líquida chegou a R$ 9,7 bilhões, recorde na história do FGTS. A redução no valor dos saques também contribuiu para o recorde, alcançando R$ 15,7 bilhões, número 6,3% menor que os R$ 16,7 bilhões sacados em 2009. Os R$ 20,1 bilhões contabilizados representam alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 18,4 bilhões. Os R$ 4,5 bilhões líquidos é 167,7% maior do que o R$ 1,6 bilhão do primeiro quadrimestre de 2009. Em quatro meses, a arrecadação de 2010 já acumula 64,5% do total do ano passado. Emprego - O crescimento acompanha a geração de empregos no Brasil, que também bateu recorde no primeiro quadrimestre deste ano, com 962.327 novas vagas criadas. Mantida esta trajetória, a arrecadação líquida ao fim de 2010 pode superar a marca de R$ 10 bilhões. O recolhimento do FGTS foi feito no período por 2,7 milhões de empresas a 31 milhões de contas de trabalhadores, crescimentos de 5,52% e 7,02%, respectivamente. Mais informações:
Fetaesp promove debate em Agudos A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) realiza, nesta sexta-feira (28), debate sobre o setor sucroalcooleiro e agricultura familiar. O principal tema é a prorrogação na queima da cana, marcada para 2014, além do tempo previsto originalmente. O objetivo da entidade é garantir que os trabalhadores do setor tenham garantia de emprego na zona rural, a fim de evitar o êxodo para as áreas urbanas. O evento, a partir das 9 horas, na sede da Fetaesp, em Agudos, terá a presença do pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O senador Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT, também foi convidado, mas informou que, devido a conflitos na agenda, enviará um representante.. O presidente da Fetaesp, Braz Albertini, destaca a importância da presença dos pré-candidatos no debate: “Como o fim da queima no corte de cana ocorrerá no próximo mandato do governo paulista, é fundamental que estejam presente os eventuais futuros governantes para tratar de um assunto que afetará milhões de trabalhadores rurais”. Mais informações:
Indústria retoma consumo de O consumo de energia elétrica das indústrias brasileiras cresceu 13,2% em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado. O consumo industrial ficou em 15 mil gigawatts-hora pelo segundo mês consecutivo, o que demonstra a retomada definitiva do patamar de consumo do período pré-crise. O consumo comercial também cresceu (5,7%), segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). |
Por Carlos Ramiro São inegáveis os avanços obtidos no último período a partir do fortalecimento da unidade da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e partidos progressistas, que se somam para pressionar por mudanças, construir uma nova sociedade e garantir a efetivação de um novo patamar de direitos. De forma unitária, com marchas a Brasília, mobilizações e greves, as Centrais Sindicais, conquistaram, entre outros importantes avanços, a política de valorização do salário mínimo, a atualização da tabela do Imposto de Renda, a ratificação da Convenção 151 da OIT – que estabelece a negociação coletiva no serviço público – e o seu próprio reconhecimento legal enquanto entidades representativas da classe. No próximo dia 1º de junho, em Assembleia no Pacaembu, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, as Centrais vão apresentar uma plataforma comum pelo fortalecimento do Estado, apontando propostas como a defesa das riquezas do pré-sal, da jornada de 40 horas semanais e a aprovação do projeto de combate à terceirização. Para a concretização desta pauta, será necessário envolver e mobilizar milhões de brasileiros, rompendo com o manto da invisibilidade da grande mídia, meio de contaminação da ideologia e dos mesquinhos interesses dos seus proprietários sobre os interesses da coletividade. Prova disso é que, diariamente, os grandes jornais e as emissoras de rádio e televisão estampam sua contrariedade com a integração latino-americana, cujo êxito social e econômico se reflete na diversidade do nosso intercâmbio comercial e de uma maior independência frente aos EUA e à Europa. Caso o País seguisse o receituário tucano, ecoado por sua mídia, estaríamos mais vulneráveis à crise internacional, com menos condições de definir soberanamente o nosso próprio destino. Recentemente, na busca incessante da paz, o governo brasileiro foi o pilar de um acordo com o Irã. Inconformado com tamanho protagonismo, esses mesmos jornais, rádios e tevês alinharam-se com os interesses belicistas dos Estados Unidos, afrontando o desejo de toda a Humanidade. Foi assim que passaram a reproduzir em seus editoriais, entrevistas e reportagens o complexo de inferioridade de quem não vê a grandiosidade de uma política externa independente, mas de quem quer o País de joelhos, subalterno, capacho das grandes potências imperialistas e de suas guerras de rapina. O fato é que ao longo de mais de uma década resistimos, no Brasil e no mundo todo, à política neoliberal de entrega das nossas riquezas e privatização do patrimônio público, à perda de direitos, ao arrocho dos salários, à terceirização e à degradação das condições de vida e trabalho. Nos mantivemos de pé e, a partir da eleição do presidente Lula, começamos a virar aquela página sombria de traição ao povo e ao País, implementando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para dotar o País da infraestrutura necessária ao desenvolvimento, ampliando os espaços democráticos de participação popular com as inúmeras Conferências Nacionais de Educação, Cultura e Comunicação, abrindo a porta para os negros nas universidades públicas, combatendo a discriminação contra as mulheres com a Lei Maria da Penha, estimulando a participação da juventude e valorizando os aposentados e pensionistas, com reajustes superiores à inflação. Agora é o momento de seguir em frente. Demos e tucanos se propõem a escrever com Serra, ministro de FHC, a reedição daquele desgoverno de triste memória, de criminalização dos movimentos sociais, que entregou a Vale do Rio Doce e tentou até privatizar a Petrobrás. Felizmente, o Brasil amadureceu e as forças políticas e sociais se encontram em melhores condições para fazer o enfrentamento político-eleitoral e derrotar os representantes do passado, construindo alianças para ir além das conquistas do presente rumo à efetiva emancipação nacional. Ao lado da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro, vamos juntos descortinar um novo futuro de progresso, justiça e solidariedade. Carlos Ramiro é vice-presidente da CUT-São Paulo e coordenador do Conselho do Funcionalismo Estadual |
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