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Nova Central realiza Congresso com
1.500 delegados de 700 entidades
Representantes de todos os Estados brasileiros confirmaram presença no II Congresso Nacional da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), que acontece dias 27 a 29 de maio. O evento deve reunir 1.500 delegados, de mais de 700 entidades de trabalhadores urbanos, rurais e servidores públicos. O local é o CTE da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria), no km 9,5 da BR 040, município de Luiziânia, próximo a Brasília.
O II Congresso da Nova Central tem como eixo o debate sobre “a crise internacional e seus efeitos sobre os trabalhadores”, tema que será tratado em três palestras por economistas que abordarão aspectos diferentes da crise.
__Foto: Elton Bonfim / Ag Câmara
Superação - José Calixto Ramos, presidente da Nova Central, avalia que o pior da crise já passou. “A própria CNI, que representa os industriais, está falando em retomada na produção em diversos setores da indústria”. Para Calixto, o Brasil tem tradição em superar adversidades. “Já passamos por tantas crises que nosso povo desenvolveu uma grande capacidade de superação”, ele diz. Para o presidente da NCST, a crise também reposicionou o Estado frente à economia nacional e mundial.
Manifestações - Além dos grupos de trabalho, para debater os temas do Congresso, o evento da NCST abrirá dois momentos de tribuna livre. Calixto explica: “Será o momento de manifestação dos delegados, abordando temas do próprio Congresso ou questões específicas de categorias profissionais ou das regiões”.
Autoridades - A organização do II Congresso convidou autoridades, ministros, deputados, senadores, Centrais, Confederações e representantes do Judiciário.
Eleição - No dia 29, os delegados votarão a ratificação da reforma do estatuto da Nova Central e elegerão diretoria executiva, secretarias nacionais e conselho fiscal.
Mais informações:
José Calixto Ramos (61) 3274.4150 ou Moacyr Tesch (61) 3322.6884
www.ncst.org.br

Governo recebe representantes
do Grito
da Terra e anuncia medidas
A comissão de negociação do Grito da Terra Brasil 2009, dirigentes da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciam, nesta quarta-feira (27), o resultado das negociações da pauta apresentada ao governo pelo movimento.
Os membros da comissão estão negociando com o governo uma pauta de reivindicações composta por 203 itens. Até o momento foram realizadas 40 reuniões com 38 órgãos, entre ministérios, secretarias e autarquias da administração pública federal. A pauta foi entregue ao presidente Lula no dia 29 de abril passado.
Cerca de cinco mil trabalhadores rurais estão em Brasília, desde segunda-feira (25), participando das atividades da 15ª edição do Grito da Terra Brasil. Na manhã desta quarta, os trabalhadores fizeram uma assembleia às 7 horas no estacionamento do Estádio Mané Garrincha e seguiram em passeata até a Esplanada dos Ministérios.
Congresso - Os manifestantes também vão acompanhar a votação, no Congresso Nacional, da medida provisória que prevê que a merenda escolar seja produzida com produtos da agricultura familiar. A mobilização deve ser encerrada após a assembléia com os ministros do governo na Esplanada dos Ministérios, no final da tarde.
Mais informações:
www2.contag.org.br

Metalúrgicos de Santos protestam
contra demissões na Usiminas
O Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista marcou protestos em frente a Usiminas, nesta quarta-feira (27), para exigir que a empresa pare com as demissões em Cubatão (SP). O sindicalista Aldemir Alves denuncia que, desde sábado (23), foram dispensados 312 trabalhadores da empresa.
“Vamos chamar os trabalhadores para ficarem parados até a empresa negociar”, disse o diretor do Sindicato. Segundo Ademir Alves, o objetivo é conseguir que a empresa suspenda o programa de demissões em curso.
A Usiminas alega que as demissões são necessárias, devido a uma “severa retração na demanda por produtos siderúrgicos”. Segundo a empresa, os desligamentos devem totalizar 810 até o próximo sábado (30). O número equivale a 6% do quadro total de funcionários.
Mais informações:
www.sidermetalbaixadasantista.com.br

'Plantão Saúde do Trabalhador' entrevista Clemente
e mostra reportagem com ministro da Saúde
O dirigente metalúrgico Carlos Aparício Clemente, um respeitado ativista da causa da saúde nos ambientes de trabalho, será o entrevistado do programa Plantão Saúde do Trabalhador que vai ao ar nesta quinta-feira (28), às 22h30, na TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72). O Plantão é o primeiro programa da televisão brasileira que enfoca a saúde e segurança dos trabalhadores sob o ponto de vista sindical.
O programa desta quinta também vai mostrar reportagem sobre reunião das Centrais Sindicais com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, realizada em 31 de março de 2008, para tratar de temas relacionados à saúde dos trabalhadores.
No ar - A estreia do Plantão Saúde do Trabalhador ocorreu em 28 de abril passado, Dia Mundial em Memória das Vítimas dos Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. O programa é uma realização da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical), colocado a serviço de todo o movimento sindical. A produção está a cargo da Agência Sindical e OBORÉ.
Mais informações:
www.cntm.org.br
Contatos: (11) 3231.3453 (Agencia Sindical) / 3214.3766 (OBORÉ)

Aposentados conseguem marcar data
para analisar veto a reajuste
Foto: Diógenes Santos / Ag Câmara
O Congresso Nacional deve analisar no dia 8 de julho o veto presidencial à emenda feita na medida provisória que concedeu reajuste de 16,7% aos aposentados e pensionistas que recebem proventos no valor do salário mínimo, em 2006. A emenda, do senador Paulo Paim, estendeu esse reajuste a todas aposentadorias e o governo vetou a medida, concedendo reajuste de apenas 5% aos aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.
Antes da análise do veto, em junho, a Câmara deverá votar a emenda do mesmo senador ao Projeto de Lei 01/07, que concede aos aposentados e pensionistas o mesmo reajuste do mínimo, uma outra reivindicação da categoria.
Acordo - A definição dessas datas ocorreu depois da pressão dos aposentados, que ocuparam o plenário da Câmara na segunda-feira (25). O impasse foi resolvido depois que uma comissão representativa dos aposentados, deputados e senadores negociou com o presidente do Congresso, José Sarney, e o presidente da Câmara, Michel Temer, chegando a uma definição para a análise do veto.
Fonte: Agência Câmara
www.camara.gov.br

Banco do Brasil amplia crédito
e reduz juros para pessoa física
O Banco do Brasil elevou o limite do crédito pré-aprovado para dez milhões de clientes pessoa física, num total de R$ 13 bilhões adicionais que podem ser utilizados. Além disso, reduziu taxas de juros em diversas linhas de crédito. O crédito consignado passa a oferecer taxas a partir de 1,62% mensais. Beneficiários do INSS têm juros a partir de 1,58%. Linha branca tem taxa mínima de 1,99% e a máxima caiu de 3,23% ao mês para 2,89%. Material de construção, taxas caem de 1,74% a 3,23% para 1,69% a 2,89% ao mes.
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Artur Henrique
é presidente nacional da CUT
O que tem no fundo
da CPI da Petrobrás
É revoltante assistir velhos personagens do PSDB e do ex-PFL falarem em “moralidade”, “comportamento republicano” e outros valores que eles sempre foram pródigos em pisotear.
Há muitos mecanismos de fiscalização e controle sobre as empresas, privadas ou públicas. Mecanismos de Estado e até mesmo de mercado, importantes para apurar possíveis desvios e corrigi-los se houverem. Defendemos a intensificação desses instrumentos e da efetividade deles.
A Petrobrás, por ter maioria acionária pertencente à União, deve mesmo prestar contas de sua gestão, com maior rigor até que outras corporações, a título de exemplo e para fazer valer seu papel social em todos os momentos. A CUT sempre defendeu isso e acredita inclusive que deve haver participação social direta na gestão, com a presença de representantes eleitos pelos trabalhadores e pelos demais setores produtivos.
Que fique claro de uma vez. Tem de haver controle, mas não pode ser o controle do PSDB e do ex-PFL. A instalação da CPI – que o próprio ex-PFL achava precipitada, ligeira demais – tem evidente conotação eleitoral, e todos pelas ruas sabem disso. Dentre os objetivos inconfessáveis da oposição, o que mais aparece é a tentativa de inviabilizar o governo Lula.
Outras intenções perversas ainda não são tão evidentes assim. O papel dos movimentos sociais é trazer essas razões para a superfície, através das mobilizações que já iniciamos a partir da última quinta, no Rio de Janeiro.
Quais essas razões? Os movimentos sociais e os partidos de esquerda estão elaborando propostas e pressionando o governo federal para a implementação de uma nova lei do petróleo, que acabe com os leilões para exploração das jazidas e especialmente para garantir que as imensas riquezas da camada pré-sal sejam geridas por um fundo social soberano. Através desse fundo, parte expressiva dos resultados financeiros da comercialização do petróleo seria destinada a programas e políticas públicas de educação, combate à pobreza, cultura, saúde, infraestrutura, pesquisa, segurança e outras, destinadas ao pagamento da dívida social existente em nosso País.
Com a possibilidade cada vez maior de nascer um novo marco regulatório com essas características, a CPI, detonada a partir de denúncias que os mecanismos de controle podem facilmente resolver, é uma iniciativa oportunista de implodir uma mudança de tamanha monta.
Assim, a oposição espera manter tudo como está, com a vigência da legislação criada no governo FHC e que permite a multinacionais e ao capital especulativo continuar se apropriando das reservas brasileiras. Lembremos que a fonte de energia representada pelo petróleo é cada vez mais escassa no mundo, especialmente nos países do Hemisfério Norte. Segundo dados apresentados em nosso seminário “Energia, Desenvolvimento e Soberania”, realizado ano passado, os Estados Unidos têm reservas próprias para mais quatro anos, no máximo. O PSDB e o ex-PFL, artífices da privatização tresloucada dos anos 1990, portam-se como a 4ª Frota estadunidense, que passou a lançar olhares ameaçadores sobre nossa costa assim que foi anunciada a descoberta do pré-sal, quando a era Bush começava a naufragar.
Além de querer minar possibilidades de futuro, a oposição não hesitará em causar a interrupção de obras que têm investimentos da Petrobrás. Há muitos projetos, seja no âmbito do PAC ou não, com investimentos vindos dessa estatal. Se a CPI se degenerar totalmente, pode comprometer desde já obras essenciais para o desenvolvimento regional e nacional. Num cenário de crise internacional e sendo a Petrobrás o maior investidor do País – 92% de todos os investimentos puxados por estatais e com desembolso maior que a própria União – a oposição quer fazer o Brasil patinar em meio à crise.
Agora, através de ações na mídia, tentam vincular nossas mobilizações a patrocínios ou convênios que os movimentos sociais receberam da empresa. Esquecem de dizer que entidades empresariais, incluindo a mídia, e ONGs ligadas à oposição também recebem esse tipo de investimento, algo comum a uma empresa do porte da Petrobrás. De nossa parte, podemos dizer com tranquilidade que todas as ações da CUT Nacional em parceria com qualquer empresa ou órgão do governo foram realizadas e suas prestações de contas aprovadas pelos órgãos controladores.
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