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Foto: Claudio Omena ![]() Célio durante assembleia, dia 20, na Rio Negro |
O vice-presidente do Sindicato, Célio Malta, avalia que a pressão obrigou a empresa a ceder. “Fizemos várias reuniões com a empresa e realizamos três assembleias na fábrica, inclusive com paralisação. Mostramos força e isso foi decisivo”, diz.
Mais informações:
Telefone 2463.5300
www.metalurgico.org.br
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O Sindicato dos servidores públicos municipais de Guarulhos (Stap) realiza assembleia hoje (27), às 18 horas, na sede da entidade, para definir a pauta de reivindicações da campanha salarial da categoria. Além da recomposição no valor dos salários, a diretoria pretende reivindicar a aplicação da progressão horizontal e plano de cargos e salários.
Negociação - Segundo o presidente do Stap, Jair Lima, a entidade vai aproveitar o início da gestão do prefeito Sebastião Almeida (PT) para colocar na mesa de negociação o maior número de demandas possível. “É a hora certa de definir uma política salarial justa, que valorize o servidor e fortaleça os serviços públicos”, afirma Jair.
Mais informações:
Telefone 2468.2608
www.stapguarulhos.org.br
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A universidade Anhembi Morumbi fará, neste sábado (28), uma prova seletiva exclusivamente para os trabalhadores no comércio que são associados ao Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
O vestibular especial ocorre em razão de convênio assinado entre as duas instituições, que propicia desconto de 25% nas mensalidades em diversos cursos (menos medicina, gastronomia e medicina veterinária) a sócios do Sindicato e dependentes.
Prova - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet (www.anhembi.br/comercio) até hoje, dia 27 de fevereiro (sexta-feira). A prova, sábado (28), será no campus da Avenida Paulista, 2000 (próximo à estação de metrô Consolação). Informações ligue 0800-0159020.
Mais informações:
Telefone 2111.1851
www.comerciarios.org.br
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A rede de lojas anunciou o aporte de aproximadamente R$ 15 milhões na inauguração de seis lojas esse ano, cinco no mês de abril e uma em outubro. A empresa registrou um aumento de 8,9% em sua receita líquida no quarto trimestre do ano passado, que chegou a R$ 427,7 milhões. Em 2008, a receita líquida subiu 17,8%, totalizando R$ 1,34 bilhão. O cartão Marisa cresceu 15,4%, chegando a 11.285 unidades emitidas.
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João Guilherme V. Netto é consultor sindical
As demissões
na Embraer
Por João Guilherme V. Netto
Nós temos discutido muito, para agir melhor, as características da crise externa que se abateu sobre a economia brasileira.
Diferentemente das maiores economias capitalistas, em que a crise pode ser desenhada como uma curva em “L”, ou seja, em que a queda da produção, do emprego e do consumo prolonga-se no tempo como recessão, aqui no Brasil, até agora, a crise tem se manifestado sob a forma de uma curva em “V”, com queda abrupta seguida de recuperação, não chegando à recessão. Melhor seria desenhá-la como uma curva em “W”, porque ela se manifesta encadeadamente em tempos diferentes dependendo do setor.
Assim, um setor afetado apresenta seus problemas agudos e inicia sua recuperação enquanto outro se precipita em queda, podendo ou não ter recuperação equivalente à do anterior em prazo também variável.
Dois setores podem ilustrar essa verdade.
No complexo automotivo, a queda abrupta nas montadoras (decorrente do empoçamento do crédito, da incerteza e de manobras inábeis e precipitadas de algumas empresas) foi seguida de recuperação rápida, mas se espraiou pelas autopeças que começam agora a se estabilizar (ainda que em baixa) e podem se recuperar a curto prazo, já que a maioria dos empregos foi salva.
No setor aeroespacial, as encomendas, principalmente de aviões maiores, têm prazos mais dilatados de realização e dependem fortemente do exterior onde a crise é duradoura. Tudo levava, portanto, a prever que a principal empresa do setor, com mão de obra qualificada que havia crescido nos últimos anos, sofresse o abalo capaz de produzir o “massacre da Embraer” com 4.200 demissões anunciadas e efetivadas no tranco às vésperas do carnaval.
Durante o período de latência da crise não foram tomadas medidas capazes de evitar o pior porque a empresa se preparou sigilosamente para o corte e o Sindicato majoritário andava desorientado com um discurso ideológico de críticas às negociações que ocorriam em outros setores para resistir à crise.
Agora, é preciso garantir a unidade de ação do movimento sindical, até mesmo nos tribunais, em defesa dos direitos dos trabalhadores demitidos e nas tentativas de reverter as demissões. Devido à concentração regional da empresa, devemos obter nas cidades e prefeituras onde se localiza o “massacre” as melhores condições de apoio aos trabalhadores demitidos e de enfrentamento às conseqüências locais destas demissões.
João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo
