A abertura da matéria diz: “Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos quanto montar um Sindicato. Sim, você leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar uma categoria profissional virou excelente negócio.” E vai por aí... Alguns sindicalistas são entrevistados, entre eles Jacy de Melo, da CUT, Emílio Ferreira Júnior, da Feticom, e Ricardo Patah da UGT. Clique aqui, leia e tire suas conclusões.
Central reúne trabalhadores no vestuário em Praia Grande A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) realizará, dia 6 de novembro, o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores no Vestuário. O evento será na Colônia de Férias da Federação dos comerciários, em Praia Grande, litoral de São Paulo. Mais informações:
UGT massifica campanha pelas 40 horas
O mais recente jornal da entidade é praticamente todo voltado à questão da redução da jornada. Em seu editorial, Ricardo Patah, presidente da Central, faz um longo arrazoado pela jornada de 40 horas e contesta argumentos patronais de um grande aumento nos custos das empresas. Patah lembra que o custo do salário na indústria de transformação é de 22%. As 40 horas significariam redução da jornada em 9,09%, representando, em termos de custo, um aumento de apenas 1,9%. Para o dirigente da UGT, a geração de empregos e a inclusão de mais trabalhadores ao mercado consumidor traria ganhos amplos e gerais. Mais informações:
Jornal da Federação dos comerciários repercute
O objetivo de Luiz Carlos Motta, presidente da Federação, é massificar a “Carta de Praia Grande”, documento oficial do Congresso que define a plataforma sindical e política da categoria. Os três eixos principais da “Carta” são: regulamentação da profissão; redução da jornada para 40 horas semanais; ampliar a mobilização da campanha salarial. Lupi - Evento que já reuniu nomes como Luiz Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola, o congresso da Federação dos comerciários também teve forte peso político. Políticos como Carlos Lupi, ministro do Trabalho, Paulo Pereira da Silva, deputado federal (PDT-SP) e presidente da Força Sindical, e Ciro Gomes, deputado federal (PSB-CE), participaram da abertura. Mais informações:
São Paulo sediará encontro nacional O 33º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas do Brasil (ENSA) será em São Paulo, de 11 a 14 de novembro, durante a 8ª Bienal Internacional de Arquitetura, principal evento de arquitetura do País, que será realizado no auditório da Bienal de São Paulo. Os dois primeiros dias do evento serão dedicados ao seminário internacional “Sustentabilidade e Produção em Escala da Habitação de Interesse Social: Projetando o Futuro”, iniciativa conjunta da Federação Nacional de Arquitetos (FNA) e do Sindicato dos Arquitetos de São Paulo (SASP) com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB-SP) e o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Universidade de São Paulo (USP), com apoio do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (CREA-SP). Os dois últimos dias da programação serão dedicados às sessões plenárias sobre as atividades da FNA, movimento sindical e a atuação da Federação nas políticas territoriais e na implantação da Lei 11.888/08 de Assistência Técnica. Mais informações:
Espaço da Cidadania realizará encontro O Espaço da Cidadania reunirá seus parceiros pela inclusão, dia 4 de novembro, para avaliar os resultados alcançados em 17 atividades realizadas neste ano com o objetivo de despertar a sociedade para a inserção profissional das pessoas com deficiência. Nessas atividades tiveram presença majoritária representantes de empresas e de entidades que atuam com pessoas com deficiência, quer seja física, visual, auditiva ou intelectual. Elas foram desenvolvidas em locais públicos ou de uso público, Sindicatos de trabalhadores, escolas, órgãos públicos e empresas. Os convidados para o encontro são representantes de empresas, entidades que estabeleceram pontes com o mercado de trabalho, Sindicatos de trabalhadores (incluindo Federações e Centrais Sindicais) que estão atuando pela igualdade de oportunidades, escolas que estão recebendo alunos com deficiência em suas classes regulares e órgãos públicos que atuam pelo cumprimento da Lei de Cotas. Inscrições - São feitas através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br e serão encerradas nesta quinta-feira, dia 30 de outubro. Mais informações:
Copa do Mundo e Olimpíada começam a gerar investimentos A quatro anos da Copa do Mundo no Brasil e a seis da Olimpíada do Rio de Janeiro, estudos preliminares indicam que apenas a realização dos Jogos Olímpicos criará um impacto de R$ 90 bilhões somente na capital fluminense. Esses investimentos podem gerar, a partir de 2016, cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos por ano, número que pode chegar a 130 mil depois de 2017. |
Negociação e mobilização devem caminhar juntas A campanha salarial deste ano no setor automotivo está dando o que falar. Isto porque as empresas no afã de assegurar a manutenção e ampliação da taxa de lucro aproveitam o embalo da crise econômica que lá atrás atingiu alguns segmentos produtivos e financeiros e resolvem na mesa de negociação apostar na intransigência como a melhor maneira para não atender as reivindicações dos trabalhadores. Sabemos como isto funciona, uma vez que quando se trata de conceder aumento salarial aos seus empregados elas arranjam justificativas as mais diversas com vistas a não ceder naquilo que para nós é um direito. Desta vez não está sendo diferente. Os argumentos apresentados são todos voltados para uma situação de crise que vivem as empresas. Mas que crise é esta que no setor automotivo possibilita um índice de produção que somente nos oito primeiros meses do ano gira em torno de dois milhões e duzentos mil veículos? Um número nada desprezível se levarmos em conta que a produção de automóveis em 2008 ficou no patamar dos 3 milhões e 200 unidades. E restam ainda quatro meses. Mantido o ritmo atual, chegaremos em dezembro com o maior índice de produção de todos os tempos no setor automotivo. Todavia, enquanto a produção cresce o nível de empregos mantém-se estacionado, ou crescendo de maneira vegetativa, gerando desalento para uma classe trabalhadora que necessita de emprego de qualidade para se afirmar dignamente na sociedade. Portanto, o discurso com base na crise não convence ninguém. Até porque as medidas tomadas pelo governo federal, no tocante aos empréstimos baratos, via BNDES, e redução de impostos, além da ampliação do crédito, foram mais do que suficientes para que as empresas montadoras de veículos ignorassem a tal crise. Esta apenas foi percebida quando das demissões absurdas ocorridas entre o final de 2008 e início deste ano. Um quadro que até agora quase não se alterou. As demissões do período citado foram tantas que, há pouco, representantes de setores econômicos importantes admitiram publicamente ter havido exagero no número de cortes. E as empresas que mais dispensaram foram as que garantiram as mais altas margens de lucros aos seus acionistas. A sociedade necessita se conscientizar disto e passar a enxergar a realidade de outra maneira. Inclusive devendo se posicionar sobre estas e outras questões. Até porque quando uma empresa se instala em determinado estado e/ou município ela recebe uma série de incentivos, tendo, porém como contrapartida a geração de empregos e isto nem sempre acontece. Portanto, para nós trabalhadores que conhecemos bem o problema o caminho é o da mobilização, da luta, por entendermos que com produção em alta o discurso sobre a crise torna-se piada de mau gosto e até falta de respeito para com aqueles que produzem a riqueza e, portanto, merecem ter acesso a ela. Está mais do que na hora de irmos à luta sem trégua para mudar em definitivo este lamentável quadro no qual as relações entre capital e trabalho caminham para se tornar algo em que apenas uma parte ganha enquanto a outra se sacrifica, sofre as sérias consequências do intenso ritmo de trabalho e, no final das contas, lhe são oferecidas migalhas. A negociação continua sendo importante, mas deve vir sempre acompanhada de intensa mobilização a partir do chão da fábrica, inclusive na perspectiva da greve, como resposta, caso as empresas insistam nesse jogo de empurra-empurra para não conceder aumento real de salário que é o que todos nós almejamos. A hora é agora quando as empresas montadoras estão vendendo praticamente tudo o que produzem, a ponto de alguns modelos de veículos demorarem até 40 dias para serem entregues aos clientes. Nossa causa é justa, sabemos o que queremos e não podemos abrir mão dos nossos direitos. A grande batalha está apenas no seu começo. Vamos à luta! |
||
![]() |
|||