Comerciários pedem que Lula sancione fim do fator
previdenciário e os 7,71% dos aposentados

Lideranças da categoria entregam documento ao ministro Dulci

Uma delegação de dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) esteve com o ministro Luiz Dulci, chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, para entregar documento em que pede que o presidente Lula sancione o reajuste de 7,71% para os aposentados e o fim do fator previdenciário. A audiência ocorreu na manhã desta quarta (26).

O documento foi aprovado pelos mais de 500 delegados comerciários de todo o Brasil, presentes no 3º Congresso da Confederação - que teve início dia 24 e termina hoje, em Brasília.

O presidente em exercício da CNTC, Levi Fernandes Pinto, encabeçou a delegação, composta por Luiz Carlos Motta, presidente da Federação dos Comerciários de São Paulo; Guiomar Vidor, da Federação do Rio Grande do Sul; José Francisco Pereira, da Federação do Pará; Idelmar da Mota Lima, da Federação de Mato Grosso do Sul; e Márcio Luiz Fatel, da Federação da Bahia.

Motta destaca: “Justiça social se faz com geração de emprego e distribuição de renda. Por isso, pedimos ao presidente que sancione o reajuste dos aposentados dando mais uma vez uma demonstração de seu compromisso com a dignidade do povo brasileiro”.

Segundo o presidente da Federação de São Paulo, o ministro foi receptivo e informou que o gabinete da presidência determinou a realização de um estudo sobre a viabilidade do reajuste e do fim do fator. Motta destaca que Dulci prometeu ainda apoiar o projeto que regulamenta a profissão.

Confira a íntegra da Carta

A pauta dos patrões, segundo a CNI

Enquanto a classe trabalhadora dá os retoques finais em seu documento-plataforma para os candidatos a Presidente, a ser aprovado na conferência unitária de 1º de junho, o patronato da indústria dá um passo à frente e expõe suas reivindicações.

A publicação do conjunto de propostas, subscrito pela CNI - Confederação Nacional da Indústria, saiu publicado terça (25), na página 3, da Folha de S.Paulo, em artigo sob o título “Votos da indústria na eleição presidencial”.

Para a CNI, a renda per capita do brasileiro pode dobrar a cada 15 anos, desde que o crescimento do País tenha como pilar a atividade industrial, desobstruindo-se gargalos estruturais. Propostas: carga tributária menor, com menos impostos e simplificação tributária; desoneração dos investimentos, das exportações e redução dos encargos nas tarifas de energia elétrica; melhoria da educação e mais qualificação profissional, para aumento da produtividade; reforma política e fim das medidas provisórias.

Jogo - A iniciativa do empresariado industrial, por sua entidade de classe, revelando sua pauta aos candidatos, faz parte do jogo democrático. Como também faz parte desse jogo a apresentação de uma pauta, com características próprias, por parte do movimento sindical de trabalhadores. Portanto, jogo jogado.

Mais informações:
www.cni.org.br

Construção civil de São Paulo mobiliza
três mil peões para conferência

As entidades de trabalhadores já estão mobilizando, em todo o País, as caravanas que vão invadir São Paulo, dia 1º de junho, para a histórica Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Na capital paulista, sede do evento, a movimentação é grande.

O Sindicato da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), por exemplo, promete colocar três mil trabalhadores no Estádio do Pacaembu. “Serão 55 ônibus, lotados de trabalhadores com camiseta e boné da Força Sindical e adesivo do Sindicato”, comenta o presidente da entidade, Antonio de Souza Ramalho.

“É mais um grande ato, para discutirmos uma pauta estritamente sindical que unificará as reivindicações dos trabalhadores. Vamos aprovar propostas, que serão entregues aos candidatos a Presidente, sem influência político-partidária”, acrescenta Ramalho.

Mais informações:
Telefone 8258.0249 (Ramalho – presidente Sintracon)
www.sintraconsp.org.br

Conferência chega à grande mídia

Reportagem do O Globo de segunda-feira (24) furou o bloqueio da mídia com relação à conferência da classe trabalhadora, dia 1º de junho, no Pacaembu, em São Paulo.

Porém, o jornal procura dar um enfoque negativo, abrindo assim a matéria: “As cinco Centrais Sindicais cujos dirigentes planejam declarar apoio à pré-candidata do PT preparam uma plataforma eleitoral polêmica”. Vale dizer que a plataforma, como o próprio jornal mostra, contradizendo-se, é trabalhista. A saber: jornada de trabalho de 40 horas; ampliação do direito de greve; fim do fator previdenciário etc.

Cobertura - A partir desta data, a Agência Sindical amplia a cobertura referente à Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. O evento será também abordado em um Câmera Aberta Sindical exclusivo, na TV Aberta São Paulo e na Rede Brasil de Televisão, no início de junho.

Vendas de caminhões disparam no 1º quadrimestre de 2010

O comércio de caminhões novos cresceu quase 50% nos primeiros quatro meses do ano, sobre o mesmo período de 2009. Segundo fontes do setor, a demanda é tão forte que já gera dificuldade aos fabricantes de pneus em suprir as montadoras de veículos de carga. A projeção é de que será possível crescer 10% em 2010 frente a 2009, superando as 120 mil unidades vendidas alcançadas em 2008.

 


João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor
sindical


Razões de otimismo

João Guilherme Vargas Netto

A conjuntura favorável à luta dos trabalhadores faz aparecer, em todos os quadrantes, notícias de vitórias e realizações.

Os metalúrgicos de Curitiba, por exemplo, comemoram as conquistas de PLR em várias empresas, obtidas com greves e mobilizações dirigidas pelo Sindicato. E o jornal O Globo, de 25 de maio, estampou em página quase inteira os 270 itens da agenda de reivindicações dos trabalhadores a ser aprovada no Pacaembu, dia 1º de junho, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora.

Semana passada, em Belém, os Sindicatos de economistas filiados à Federação Nacional dos Economistas, realizaram o VI Encontro Nacional das Entidades Sindicais de Economistas. Foram três dias de trabalho, com várias apresentações e discussões, a começar pela palestra proferida pelo professor Carlos Lessa, um dos decanos da profissão.

O VI Enese teve o patrocínio da CNTU, confederação dos profissionais liberais com formação universitária regulamentada, cuja direção se deslocou em massa para Belém e realizou aí a reunião nacional estatutária da entidade, deliberando sobre os meios e formas dos profissionais participarem da Conclat.  Das Federações filiadas à CNTU apenas a Federação Nacional dos Farmacêuticos é filiada organicamente à CTB; a independência da CNTU e das outras Federações a ela filiadas, não será obstáculo à participação no evento que é organizado pelas Centrais e aberto a todo o movimento sindical.

Por coincidência, durante a viagem da direção da CNTU e o VI Enese, o Sindicato dos Engenheiros do Pará organizou a primeira reunião dos profissionais universitários que trabalham no Banco da Amazônia (BASA). Na reunião – que durou o dia todo e lotou o salão do Sindicato – os engenheiros, arquitetos, veterinários e outros profissionais criticaram a intransigência da direção do banco, que não respeita e não paga o Piso profissional legal das profissões e reivindicaram o pagamento de uma PLR compatível com o importante papel do banco público e com os lucros que ele vem obtendo.

Estou otimista? Estou. As vitórias são boas e vão melhorar.

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores