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![]() Câmera Aberta exibido dia 20, com João Guilherme e Ernesto Izumi |
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A queda da taxa básica de juros (Selic), para níveis historicamente baixos, será responsável por uma economia considerável de recursos pelo tesouro nacional. Segundo o especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Finanças do Município de São Paulo, a diferença entre a Selic média deste ano projetada pelo mercado e a que vigorou em 2008 resultará em uma economia de até R$ 50 bilhões para os cofres públicos.
Já o economista-chefe da Corretora Novação, Fernando Montero, fala em R$ 15 bilhões. Ou seja, em qualquer que seja a metodologia de cálculo, o fato é que uma cifra bilionária deixará de engordar as contas bancárias dos detentores de títulos da dívida governamental.
Os analistas explicam que, além das cadernetas de poupança, os fundos de pensão e de investimento, bancos e setores da economia “real”, acostumados a ganhar muito com operações financeiras, como o varejo, já estão sentindo - ou sentirão em breve - os efeitos do juro menor.
Risco - “Está enraizada no brasileiro a cultura de uma rentabilidade alta com o juro”, diz o professor Otto Nogami, do Insper (ex-Ibmec São Paulo). “Quem quiser rendimento maior, vai ter de arriscar”, completa o professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, Simão Silber.
Fonte: jornal O Estado de S.Paulo
www.estadao.com.br
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Os funcionários públicos estaduais de São Paulo realizarão, na próxima sexta-feira (29), um ato unificado com objetivo de denunciar o descaso do governo com as negociações da campanha salarial. O ato ocorrerá na Praça da Sé, às 15 horas. No mesmo dia, também acontecerão atos regionais em todo o Estado.
Entre os pontos da pauta de reivindicações entregue pelos servidores ao governo, está o cumprimento da data-base, em 1º de março; a reposição de perdas salariais do funcionalismo; o aumento do vale-refeição, atualmente em R$ 4,00; e o reconhecimento do Sistema de Negociação Permanente (SINP) no Estado, instituído pela Lei 12.638/07.
Gelo - A última reunião com representantes do governo ocorreu dia 18 de fevereiro mas, até agora, não foi agendada reunião para discutir as reivindicações. Hoje o Estado gasta 39% da arrecadação com salário, sendo o estado brasileiro que gasta menos com o funcionalismo.
Fonte:
www.cut.org.br
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Foto: Diogenes Santos / Ag. Câmara ![]() |
Mais de 800 aposentados e pensionistas ocuparam o plenário e as galerias da Câmara dos Deputados, na segunda-feira (25), durante a sessão solene em homenagem ao segmento e pediram aos deputados a votação dos vetos presidenciais de interesse da categoria.
Os aposentados querem a derrubada do veto do presidente da República a uma emenda que deu o mesmo reajuste do salário mínimo em 2006 (16,67%) às aposentadorias. Além do veto, querem que a Câmara coloque em pauta dois projetos: o que equipara o reajuste dos benefícios da Previdência ao do salário mínimo e o que extingue o fator previdenciário.
Pauta - O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), que propôs a homenagem, defendeu a aprovação das propostas. “Não queremos nada do passado, queremos garantir aposentadorias dignas para o futuro e o fim do fator previdenciário”, disse.
Fonte: Diap
www.diap.org.br
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Federação da alimentação promove
encontro sobre saúde no trabalho
A Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp) encerra nesta terça (26) o I Encontro da Saúde da Alimentação, que contou com participação maciça de representantes dos Sindicatos associados à entidade. Para o presidente da Fetiasp, Melquiades de Araújo, o encontro que começou ontem é um marco para o setor de alimentação, que sofre com altos índices de acidente de trabalho.
A diretora da Fetiasp Neuza Barbosa disse que “a saúde deve ser uma prioridade” no trabalho das entidades sindicais do setor. “Aumentou a consciência do trabalhador nesta área e vamos consolidar a força, união e parceria com o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo (Sintesp)”, declarou.
Prevenção - O I Encontro da Saúde na Alimentação foi organizado pela ATRA - Associação de Defesa dos Trabalhadores do Ramo da Alimentação no Estado de São Paulo vitimadas por acidentes e moléstias profissionais. O evento teve o objetivo de fomentar o debate sobre saúde e segurança no ramo da alimentação.
Mais informações:
www.fetiasp.com.br
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Agências do INSS vão funcionar
dez horas sem intervalo
As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passam a funcionar, a partir de 1º de junho, por dez horas ininterruptas, das 7 às 19 horas. Para maior comodidade dos usuários, o atendimento será feito, preferencialmente, com hora marcada. O agendamento será feito pela internet, no www.previdencia.gov.br ou por telefone, no 135.
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Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap
Recuperação do salário mínimo corre risco
O Projeto de Lei 1, de 2007, enviado ao Congresso pelo presidente da República para instituir uma política de recuperação do salário mínimo no período de 2007 a 2011, com regra prevendo que o Poder Executivo encaminhe ao Congresso as diretrizes para os anos de 2012 a 2023, corre risco caso não seja transformado em lei este ano.
A Câmara dos Deputados precisa votar a emenda do Senado antes da matéria ser enviada à sanção presidencial.
O texto, produto da luta das Centrais Sindicais, dispõe sobre a valorização do salário mediante, cumulativamente:
1) reajuste anual com base na variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE, entre o mês do reajuste anterior, inclusive, e o mês imediatamente anterior ao reajuste a cada ano;
2) aumento real, equivalente à taxa de variação real do PIB, apurada pelo IBGE, quando positivo, defasado em dois anos em relação ao ano de reajuste; e
3) antecipação, a partir de 2010, da vigência do novo valor do salário mínimo para janeiro de cada ano.
O presidente da República, apesar de o Congresso não ter aprovado o projeto, editou medida provisória nos anos de 2008 e 2009 assegurando reajuste e aumento real com base nos parâmetros fixados na política de recuperação do Piso salarial do País.
Para os próximos dois anos, entretanto, não existe nenhuma garantia de que o governo federal terá condições de continuar, por medida provisória, com a política de valorização do salário mínimo, por dois relevantes motivos.
O primeiro motivo, em relação a 2010, é de natureza política. O aumento real do salário mínimo para 2010, respeitada as diretrizes do projeto, deverá ser fixado com base no PIB de dois anos anteriores, portanto, de 2008, o maior PIB dos últimos 20 anos, que será anunciado no final de 2009, um ano de inflação baixa e PIB muito baixo ou até negativo.
O presidente teria força política para bancar, por medida provisória, o aumento?
Os políticos conservadores, em geral, e os empresários e prefeitos, em particular, fariam uma pressão política de tal ordem que o presidente da República – sem uma lei já em vigor, que devesse apenas cumprir – teria enormes dificuldades para justificar uma medida provisória com ganhos tão expressivos para o salário mínimo.
O segundo motivo, este relativo a 2011, seria de natureza político-eleitoral. Teria o presidente da República, nos últimos dias de seu mandato, condições políticas de editar uma medida provisória concedendo aumento real para o salário mínimo, cuja vigência coincidiria com a posse de seu sucessor?
O(a) novo(a) chefe do Poder Executivo aceitaria passivamente o então presidente, no último dia de mandato, dar aumento real para ser pago durante sua gestão? A Lei de Responsabilidade Fiscal permitiria aumentos reais, por medida provisória, nos últimos dias de governo? Certamente que não!
Por todos estes motivos, o projeto de recuperação do salário mínimo precisa ser aprovado conclusivamente e transformado em lei com urgência.
Para isto, a Câmara terá que deliberar sobre a emenda do Senado que estende o aumento real do mínimo para todos os benefícios previdenciários, inclusive aqueles com valor superior ao Piso.
O timing é agora. Ou se vota e transforma em lei ainda neste primeiro semestre de 2009, ou corre-se o risco de interromper a política de recuperação do salário mínimo.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap
