Centrais Sindicais e governo discutem
novo valor do salário mínimo

Os dirigentes das Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB serão recebidos, nesta quarta-feira (26), pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), para discutir o aumento do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda. O encontro, às 16h30, também vai analisar o aumento dos benefícios da Previdência para aqueles que recebem benefícios acima do Piso.

A reunião foi marcada pelo governo, após manifestações convocadas pelas Centrais em resposta ao valor de
R$ 545,00 proposto pela equipe econômica. Os sindicalistas querem um mínimo de R$ 580,00 e a correção da tabela do IR em 6,47%.

Moeda de troca - As Centrais reagiram também às tentativas de usar o reajuste do mínimo como moeda de troca pela correção da tabela do Imposto de Renda. Na segunda-feira (24), o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), divulgou nota oficial reiterando que não aceitará a “nefasta proposta de trocar o reajuste do mínimo pela correção da tabela do IR”.

“Reafirmamos nossa proposta de R$ 580,00 para o salário mínimo, correção de tabela do Imposto de Renda em 6,5% e reajuste de 10% para os aposentados e pensionistas que ganham valores acima do Piso nacional”, afirma Paulinho, destacando que na reunião com Gilberto Carvalho as Centrais vão insistir nas três propostas.

Padilha - Foi o que ficou claro durante encontro de sindicalistas com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na segunda-feira, em São Paulo, para discutir o combate à dengue. As lideranças das Centrais pediram apoio do ministro ao salário mínimo de R$ 580,00, reafirmando a importância da continuidade da política de ganhos reais para o combate às desigualdades e para a garantia da saúde do trabalhador.

“Valorizar o salário mínimo é também valorizar a saúde do trabalhador e de sua família. Contamos com o apoio do ministro em defesa dos R$ 580,00 necessários para afirmar esta visão de desenvolvimento, de inclusão, de justiça”, declarou o secretário de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney.

Metalúrgicos do Paraná debatem estratégias para 2011

A Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) realiza nesta quarta-feira (26), em Foz do Iguaçu, uma reunião com os dirigentes da entidade, a fim de fazer um levantamento das ações realizadas em 2010 e elaborar um planejamento estratégico para 2011. A primeira parte do encontro será dedicada a um balanço das negociações salariais do ano passado.

A Federação possui nove Sindicatos filiados, que juntos representam cerca de 200 mil trabalhadores no Paraná. A reunião contará com apoio técnico do Dieese, além da presença de dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e dos Sindicatos de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Pato Branco, Irati, Paranguá.

Mais informações:
www.fetim.com.br

PDT celebra 89º aniversário de Brizola com missa em Brasília

O PDT e todos os nacionalistas homenageiam o grande líder trabalhista Leonel Brizola, relembrando o 89º aniversário do seu nascimento, em 22 de janeiro, com uma missa nesta quarta-feira (26), às 18 horas, na Catedral de Brasília. A celebração foi encomendada pelo presidente nacional do PDT, ministro Carlos Lupi (Trabalho).

Trajetória - Brizola se elegeu governador por três vezes: uma pelo
Rio Grande do Sul, sua terra natal; e duas vezes pelo Rio de Janeiro, sendo um dos homens mais perseguidos pelo ódio implantado no País
a partir de 1964. Em todo o Brasil aconteceram atos religiosos e políticos para marcar a data histórica para os pedetistas.

Fonte: Ascom PDT
www.pdt.org.br

Câmera Aberta Sindical – Reprise
Martim Sampaio, presidente da
TV Aberta, é o convidado desta quarta

O Câmera Aberta Sindical desta quarta,dia 26 de janeiro, reapresenta o programa exibido dia 3 de novembro, que teve como convidado especial o novo presidente da TV Aberta São Paulo, Martim Sampaio. No programa, ele destaca os principais avanços conquistados pela TV Aberta ao longo dos seus 13 anos de funcionamento.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br). O programa vai ao ar das 19 às 20 horas, ao vivo.

Escolas de idiomas e informática podem abrir 30 mil vagas

A Multi, holding que controla as marcas de ensino de idiomas Wizard, Yázigi, Skill, Alps e Quatrum, e ensino profissionalizante Microlins, SOS, Bit Company e People, abrirá cerca de 30 mil vagas de trabalho em todo o País em 2011. A expectativa da empresa é inaugurar mais 200 escolas de ensino de idiomas e 150 de ensino profissionalizante até o final de ano. Cadastro de currículos no site www.mh1.com.br


João Franzin
Jornalista da Agência Sindical



A pé, em São Paulo

Por João Franzin

Certa vez, em Lima,
Peru, o jornalista e correspondente internacional Newton Carlos surpreendeu seus colegas ao sair do hotel, altas horas, para dar um giro por uma cidade sabidamente violenta. Explicação dele: “Não há problema se você respeitar os códigos da cidade”.

São Paulo, como Lima
ou um lugarejo qualquer
do planeta, também tem seus códigos, que devem ser reconhecidos e tratados com o devido respeito por quem quer viver por aqui, gostando
ou não da cidade.

O código mais flagrante
de São Paulo é o trabalho, ou seja, a intensa atividade que mantém a cidade acesa 24 horas por dia, que produz, transporta, transforma, serve, diverte, faz, desfaz, como uma usina hiperativa.

Quando cheguei em São Paulo, em 1976, com uma mão adiante e outra atrás, fui procurar emprego numa fábrica no Cambuci. Acabei empregado porque vinha do Interior e era estudante. Ou seja, fui contemplado pelo recrutador por ser migrante, como tantos, e por mostrar interesse em melhorar de vida, já que estudava.

Penso que essa maneira objetiva e prática de resolver as coisas – como fez o recrutador lá em 1976 – é outra marca da São Paulo moderna. Aliás, a avaliação das pessoas baseada em seu desempenho profissional é reconhecida marca paulistana.

Outras coisas que me atraíram em São Paulo quando cheguei: fazer amizade sem precondição de classe social; se virar com pouco dinheiro; vida cultural ampla e diversificada; comida boa; autonomia sexual das mulheres.

Nesses 30 e poucos anos de convivência com São Paulo, penso que aprendi um pouco de seus códigos. Por isso, ando, sozinho, de madrugada, pelo Centrão, sem vacilo e sem medo, desviando do lixo, dos mendigos e da vagabundagem.

Não conheço glamour em São Paulo. Acho que quem quer uma cidade glamourosa deve fazer como a ex-prefeita Marta: ir pra Paris.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical