São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 27 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
O Câmera Aberta Sindical convidou três liderança sindicais de diferentes setores para falar sobre a campanha salarial de seus setores. A proposta é avaliar quais são as perspectivas econômicas de cada setor e quais as ações promovidas pelos Sindicatos para garantir aumento real e reajuste dos salários. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Metalúrgicos da Força reforçam mobilização por aumento real
O ato reuniu trabalhadores de mais de 60 fábricas das regiões Sul e Oeste e teve a presença de dirigentes da Força Sindical, CGTB e representantes de diversas categorias. Miguel Torres lembra que, depois de 40 dias de negociação, os patrões ainda não fizeram uma proposta decente. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), disse que a categoria vai continuar mobilizada e pode entrar em greve "para que os metalúrgicos tenham aumento real de salário”. “Além disso, estamos lutando pela continuidade da política permanente de valorização do salário mínimo e das aposentadorias e de ampliação dos direitos trabalhistas e sociais no País”, frisa. Mais ações - A mobilização continuou nesta segunda (25), com assembleia de mobilização na Metalúrgica FAME, na Zona Leste de São Paulo. A mobilização teve início às 7 horas, com a presença do presidente do Sindicato e da Força Sindical, Miguel Torres e Paulinho, respectivamente. O próximo ato será nesta terça (26), às 8h30, em frente à metalúrgica Valtra, em Mogi das Cruzes. Mais informações:
Mais de 10 mil pessoas tomam ruas
Exibindo faixas, cartazes e bandeiras, os manifestantes entoaram a palavra de ordem “Não, não, não à privatização. O petróleo é nosso e não abrimos mão!”, ressaltando que o pré-sal é do povo brasileiro e não das multinacionais. Concentrados em frente à Igreja da Candelária, milhares de trabalhadores rurais, metalúrgicos, bancários, operários da construção civil, dos estaleiros e de outras categorias se juntaram aos petroleiros do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e aos funcionários da Petrobrás. Todos trajados e exibindo orgulhosamente o uniforme da estatal. Abraço - A manifestação foi encerrada com um abraço simbólico ao prédio da Petrobrás, formando um imenso cordão humano ao som do Hino Nacional. Os manifestantes também defenderam o voto na candidata à presidência da República Dilma Rousseff, como forma de fazer o Brasil continuar mudando, com fortalecimento do Estado e justiça social. As entidades que organizaram o ato foram CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, FUP, UNE, UBES, Sindipetro-RJ, MST e Via Campesina.
Empresa que reduzir rotatividade poderá ter benefício fiscal A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei complementar (PLP 595/10) que pretende estimular a redução da rotatividade de mão de obra, concedendo incentivo fiscal para as empresas que reduzirem as demissões imotivadas. A proposta, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), beneficia empresas que diminuírem sua rotatividade anual em pelo menos 10% e as que apresentarem rotatividade inferior a 10% da média do setor a que pertencem. Entre os benefícios, estão a redução de 50% do valor das alíquotas das contribuições sociais destinadas ao Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, Senac, Sebrae etc.). Tramitação - O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania antes de seguir para o plenário. Mais informações:
Buscar os votos finais Se eu fosse da campanha da Dilma, nesta reta final, eu faria, basicamente, o seguinte: 1) Destacaria, e martelaria repetidamente, fatos positivos recentes da economia. Exemplos: a) A massa total do 13º salário vai subir 20% este ano; b) O desemprego, de 6,2%, é o menor já registrado pelo IBGE; c) O rendimento médio salarial real cresceu. A par disso, o comando político da campanha orientaria as instâncias e militâncias a repetir e a repercutir esses resultados; 2) Colocaria, com regularidade, Lula e os governadores eleitos/reeleitos na TV e no rádio pedindo “vote em Dilma, apoie Dilma, peça voto pra Dilma!”; 3) Considerando que, no primeiro turno, foi muito alto o índice de votos nulos (muito por conta de erro do eleitor mais simples), eu reforçaria uma campanha didática com dois apelos: a) Conclamaria a um grande comparecimento às urnas; b) Ensinaria a votar, mostrando, na TV, no rádio e em materiais impressos, que agora ficou muito simples. Assim: “Agora é só apertar o 13 e confirmar”. O que mais? Manter a calma, mobilizar a militância, ocupar cruzamentos importantes nas ruas e avenidas, visitar portas de fábrica, concentrar o corpo a corpo junto a jovens e mulheres. João Franzin
Trabalhadores de tecnologia da informação ganham Federação O Ministério do Trabalho e Emprego acaba de publicar no Diário Oficial da União o registro sindical da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Serviços de Informática e Tecnologia da Informação (Feittinf). A Federação conta com a filiação de Sindicatos de tecnologia da informação de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O anúncio foi feito pela secretária de Relações do Trabalho, Zilmara David de Alencar, na quarta-feira passada (20), durante seminário no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd). Para o presidente do Sindicato, Antonio Neto, “agora temos a nossa certidão de nascimento e a Federação já nasce representando mais de 500 mil trabalhadores da classe”. Mais informações:
Ministério das Cidades garante R$ 8 bi para obras da Copa O Ministério das Cidades liberou R$ 8 bilhões, provenientes do FGTS, para obras de infraestrutura nas cidades-sede da Copa de 2014. Outros R$ 3 bilhões foram alocados para propostas de operação de crédito, referentes à execução das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Os recursos deverão agilizar obras que vão facilitar o acesso a estádios, aeroportos e portos. |
As bolas de papel da democracia desejada Por Gilson Caroni Filho Quando as redações da grande imprensa, em campanha aberta pela candidatura Serra, erigem o preconceito como norma de juízo, a mentira não é apenas abominável: é suicida. A opinião pública brasileira dispõe, hoje em dia, dos elementos necessários para julgar os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais sem se deixar levar pelo filtro ideológico de conhecidas técnicas de edição. Há muito tempo, a sociedade aprendeu a aquilatar a qualidade ética da informação oferecida, os desvios de apuração e o descompromisso do noticiário com a verdade factual. O Jornal Nacional de quinta-feira, 21/10, não foi apenas uma tentativa patética de recriar o tiro que matou o Major Vaz. Os sete minutos gastos na “fabricação” da fita adesiva que teria atingido o candidato tucano revelam desorientação no tempo e no espaço. A Rua Tonelero não fica em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além disso, passados 56 anos, não há lugar para atores políticos com indefinição ideológica evidente. Serra não é Lacerda; falta-lhe talento. O PSDB não é a UDN; tem lastro histórico mais precário. Mas em ambos, no candidato e em seu partido, convivem a vergonha de serem ostensivamente autoritários e o medo de serem inteiramente democráticos. A face dupla do moralismo udenista, transposto para 2010, realça o desbotamento de um Dorian Gray mal-acabado. A campanha oposicionista padece de velhos vícios e truncamentos de origem. Parece acreditar que o povo, em toda a parte, é uma entidade incapaz e como tal deve ser tratado, sob pena de hecatombe social iminente. Deve-se também ameaçar a esquerda com a hipótese sempre latente de um golpe de Estado. E lembrar aos setores populares, principalmente à nova classe média, que se eles não tiverem juízo virão aí os bichos papões e, com eles, os massacres dos Kulaks, as igrejas fechadas, os asilos psiquiátricos, a supressão da liberdade, em suma, o socialismo sem rosto humano. Essa agenda está superada, mas seu simples ressurgimento deve nos remeter a pontos importantes. Se atualmente é difícil calar organizações que expressam as demandas dos seus membros e representados, como é o caso do MST, do movimento estudantil e do mundo do trabalho, muitos obstáculos ainda têm que ser ultrapassados. Exigir liberdades democráticas não é uma gesticulação romântica, desde que se dêem consequências às suas implicações. É preciso apostar na organização crescente das forças sociais com o objetivo de consolidar uma saída definitivamente nacional e popular para temas que vão da questão agrária ao controle social dos meios de comunicação. A análise histórica mostra que, quando não avançamos na democracia concreta, damos aos seus adversários tempo para que se reorganizem, utilizando as oficinas de consenso para caluniar, difamar, fazer o que for necessário, para deter o ímpeto vital que lhes ameaça. Nos dias de hoje, é preciso senso crítico sempre atilado, não se deixar envolver pela vaga e traiçoeira tese do aperfeiçoamento democrático a qualquer preço, pois as forças retrógradas costumam cobrar bem caro por nossas distrações ou equívocos. Por tudo isso, a eleição de Dilma Rousseff é um passo decisivo para erradicarmos de vez o cartorialismo econômico, a indiferença moral e a incompetência administrativa que marcaram vários governos até 2003. Na Rua Tonelero, o futuro vislumbrado é o de um país que realizará suas potencialidades. O que importa saber é que atores são capazes de assegurar uma democracia com ênfase social, assentada também nos direitos individuais e na liberdade econômica. Nesse cenário, as bolinhas de papel passeiam na calçada. O vento – e não mais o cálculo político – dita o rumo de cada uma delas. Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha) |
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