Químicos, padeiros e gráficos falam sobre
campanha salarial no Câmera Aberta

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 27 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 28 de outubro, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 3 de novembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 31 de outubro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 3 de novembro, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Dia 20 - Jeferson Rubens Boava, Raquel Kacelnikas,
Franzin e Carlos Alberto Cordeiro

O Câmera Aberta Sindical convidou três liderança sindicais de diferentes setores para falar sobre a campanha salarial de seus setores. A proposta é avaliar quais são as perspectivas econômicas de cada setor e quais as ações promovidas pelos Sindicatos para garantir aumento real e reajuste dos salários.
O programa convidou Edson Dias Bicalho, secretário-geral da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo; Pedro Pereira, vice-presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo; e Marcio Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Gráficos.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Metalúrgicos da Força reforçam mobilização por aumento real

Mais de 10 mil metalúrgicos participaram, na última quinta-feira (21), de ato em defesa do aumento real na campanha salarial deste ano. Na manifestação, que ocorreu na Zona Sul da capital paulista, convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, os trabalhadores aprovaram ir à greve, caso os patrões não apresentem uma proposta digna de aumento significativo para a categoria.

“Queremos um aumento digno para os trabalhadores, condizente com o crescimento econômico do País. Se não tivermos uma proposta satisfatória, iremos à greve a partir da primeira semana de novembro. Nós vamos mostrar ao setor patronal a força de nossa mobilização”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres.

O ato reuniu trabalhadores de mais de 60 fábricas das regiões Sul e Oeste e teve a presença de dirigentes da Força Sindical, CGTB e representantes de diversas categorias. Miguel Torres lembra que, depois de 40 dias de negociação, os patrões ainda não fizeram uma proposta decente.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), disse que a categoria vai continuar mobilizada e pode entrar em greve "para que os metalúrgicos tenham aumento real de salário”. “Além disso, estamos lutando pela continuidade da política permanente de valorização do salário mínimo e das aposentadorias e de ampliação dos direitos trabalhistas e sociais no País”, frisa.

Mais ações - A mobilização continuou nesta segunda (25), com assembleia de mobilização na Metalúrgica FAME, na Zona Leste de São Paulo. A mobilização teve início às 7 horas, com a presença do presidente do Sindicato e da Força Sindical, Miguel Torres e Paulinho, respectivamente. O próximo ato será nesta terça (26), às 8h30, em frente à metalúrgica Valtra, em Mogi das Cruzes.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Mais de 10 mil pessoas tomam ruas
do Rio em defesa da Petrobrás

A Avenida Rio Branco, principal via na região central do Rio de Janeiro, foi tomada por mais de 10 mil pessoas, na quinta-feira (21), que realizaram um ato em defesa do patrimônio público e da soberania. Convocada pelas Centrais Sindicais, Federação Única dos Petroleiros (FUP) e diversas outras entidades, a manifestação rechaçou as locuções vindas da campanha de José Serra favoráveis à privatização do pré-sal.

Exibindo faixas, cartazes e bandeiras, os manifestantes entoaram a palavra de ordem “Não, não, não à privatização. O petróleo é nosso e não abrimos mão!”, ressaltando que o pré-sal é do povo brasileiro e não das multinacionais.

Concentrados em frente à Igreja da Candelária, milhares de trabalhadores rurais, metalúrgicos, bancários, operários da construção civil, dos estaleiros e de outras categorias se juntaram aos petroleiros do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e aos funcionários da Petrobrás. Todos trajados e exibindo orgulhosamente o uniforme da estatal.

Abraço - A manifestação foi encerrada com um abraço simbólico ao prédio da Petrobrás, formando um imenso cordão humano ao som do Hino Nacional. Os manifestantes também defenderam o voto na candidata à presidência da República Dilma Rousseff, como forma de fazer o Brasil continuar mudando, com fortalecimento do Estado e justiça social. As entidades que organizaram o ato foram CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, FUP, UNE, UBES, Sindipetro-RJ, MST e Via Campesina.

Empresa que reduzir rotatividade poderá ter benefício fiscal

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei complementar (PLP 595/10) que pretende estimular a redução da rotatividade de mão de obra, concedendo incentivo fiscal para as empresas que reduzirem as demissões imotivadas.

A proposta, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), beneficia empresas que diminuírem sua rotatividade anual em pelo menos 10% e as que apresentarem rotatividade inferior a 10% da média do setor a que pertencem. Entre os benefícios, estão a redução de 50% do valor das alíquotas das contribuições sociais destinadas ao Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, Senac, Sebrae etc.).

Tramitação - O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania antes de seguir para o plenário.

Mais informações:
www.camara.gov.br

Buscar os votos finais
Por João Franzin

Se eu fosse da campanha da Dilma, nesta reta final, eu faria, basicamente, o seguinte:

1)   Destacaria, e martelaria repetidamente, fatos positivos recentes da economia. Exemplos: a) A massa total do 13º salário vai subir 20% este ano; b) O desemprego, de 6,2%, é o menor já registrado pelo IBGE; c) O rendimento médio salarial real cresceu. A par disso, o comando político da campanha orientaria as instâncias e militâncias a repetir e a repercutir esses resultados;

2)   Colocaria, com regularidade, Lula e os governadores eleitos/reeleitos na TV e no rádio pedindo “vote em Dilma, apoie Dilma, peça voto pra Dilma!”;

3)   Considerando que, no primeiro turno, foi muito alto o índice de votos nulos (muito por conta de erro do eleitor mais simples), eu reforçaria uma campanha didática com dois apelos: a) Conclamaria a um grande comparecimento às urnas; b) Ensinaria a votar, mostrando, na TV, no rádio e em materiais impressos, que agora ficou muito simples. Assim: “Agora é só apertar o 13 e confirmar”.

O que mais? Manter a calma, mobilizar a militância, ocupar cruzamentos importantes nas ruas e avenidas, visitar portas de fábrica, concentrar o corpo a corpo junto a jovens e mulheres.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Trabalhadores de tecnologia da informação ganham Federação

O Ministério do Trabalho e Emprego acaba de publicar no Diário Oficial da União o registro sindical da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Serviços de Informática e Tecnologia da Informação (Feittinf). A Federação conta com a filiação de Sindicatos de tecnologia da informação de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

O anúncio foi feito pela secretária de Relações do Trabalho, Zilmara David de Alencar, na quarta-feira passada (20), durante seminário no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd). Para o presidente do Sindicato, Antonio Neto, “agora temos a nossa certidão de nascimento e a Federação já nasce representando mais de 500 mil trabalhadores da classe”.

Mais informações:
www.sindpd.org.br

Ministério das Cidades garante R$ 8 bi para obras da Copa

O Ministério das Cidades liberou R$ 8 bilhões, provenientes do FGTS, para obras de infraestrutura nas cidades-sede da Copa de 2014. Outros R$ 3 bilhões foram alocados para propostas de operação de crédito, referentes à execução das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Os recursos deverão agilizar obras que vão facilitar o acesso a estádios, aeroportos e portos.


Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso

 

As bolas de papel da democracia desejada

Por Gilson Caroni Filho

Quando as redações da grande imprensa, em campanha aberta pela candidatura Serra, erigem o preconceito como norma de juízo, a mentira não é apenas abominável: é suicida. A opinião pública brasileira dispõe, hoje em dia, dos elementos necessários para julgar os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais sem se deixar levar pelo filtro ideológico de conhecidas técnicas de edição. Há muito tempo, a sociedade aprendeu a aquilatar a qualidade ética da informação oferecida, os desvios de apuração e o descompromisso do noticiário com a verdade factual.

O Jornal Nacional de quinta-feira, 21/10, não foi apenas uma tentativa patética de recriar o tiro que matou o Major Vaz. Os sete minutos gastos na “fabricação” da fita adesiva que teria atingido o candidato tucano revelam desorientação no tempo e no espaço. A Rua Tonelero não fica em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além disso, passados 56 anos, não há lugar para atores políticos com indefinição ideológica evidente. Serra não é Lacerda; falta-lhe talento. O PSDB não é a UDN; tem lastro histórico mais precário. Mas em ambos, no candidato e em seu partido, convivem a vergonha de serem ostensivamente autoritários e o medo de serem inteiramente democráticos. A face dupla do moralismo udenista, transposto para 2010, realça o desbotamento de um Dorian Gray mal-acabado.

A campanha oposicionista padece de velhos vícios e truncamentos de origem. Parece acreditar que o povo, em toda a parte, é uma entidade incapaz e como tal deve ser tratado, sob pena de hecatombe social iminente. Deve-se também ameaçar a esquerda com a hipótese sempre latente de um golpe de Estado. E lembrar aos setores populares, principalmente à nova classe média, que se eles não tiverem juízo virão aí os bichos papões e, com eles, os massacres dos Kulaks, as igrejas fechadas, os asilos psiquiátricos, a supressão da liberdade, em suma, o socialismo sem rosto humano.

Essa agenda está superada, mas seu simples ressurgimento deve nos remeter a pontos importantes. Se atualmente é difícil calar organizações que expressam as demandas dos seus membros e representados, como é o caso do MST, do movimento estudantil e do mundo do trabalho, muitos obstáculos ainda têm que ser ultrapassados.

Exigir liberdades democráticas não é uma gesticulação romântica, desde que se dêem consequências às suas implicações. É preciso apostar na organização crescente das forças sociais com o objetivo de consolidar uma saída definitivamente nacional e popular para temas que vão da questão agrária ao controle social dos meios de comunicação.

A análise histórica mostra que, quando não avançamos na democracia concreta, damos aos seus adversários tempo para que se reorganizem, utilizando as oficinas de consenso para caluniar, difamar, fazer o que for necessário, para deter o ímpeto vital que lhes ameaça.

Nos dias de hoje, é preciso senso crítico sempre atilado, não se deixar envolver pela vaga e traiçoeira tese do aperfeiçoamento democrático a qualquer preço, pois as forças retrógradas costumam cobrar bem caro por nossas distrações ou equívocos. Por tudo isso, a eleição de Dilma Rousseff é um passo decisivo para erradicarmos de vez o cartorialismo econômico, a indiferença moral e a incompetência administrativa que marcaram vários governos até 2003.

Na Rua Tonelero, o futuro vislumbrado é o de um país que realizará suas potencialidades. O que importa saber é que atores são capazes de assegurar uma democracia com ênfase social, assentada também nos direitos individuais e na liberdade econômica. Nesse cenário, as bolinhas de papel passeiam na calçada. O vento – e não mais o cálculo político – dita o rumo de cada uma delas.

Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha)