O primeiro ato, iniciado às 10 horas em frente à Fiesp, na avenida Paulista, reuniu dezenas de Sindicatos de trabalhadores no setor metalúrgico, indústria alimentícia, químico, padeiros, aeroviários, gráficos, de laticínios, têxteis e do comércio da Capital e várias regiões do Interior. A pauta de reivindicações foi entregue por uma comissão de sindicalistas liderada pelo presidente interino da Força Sindical, Miguel Torres. Durante o ato, vários dirigentes usaram a palavra, defendendo um aumento real significativo para os salários. Todos reforçaram que a situação de caixa das empresas, com altos índices de produtividade, além da forte atividade econômica – tanto na indústria quanto no comércio – favorece as negociações com o patronato pela concessão de um aumento salarial justo. Também houve referência às eleições gerais de 3 de outubro, destacando que os trabalhadores devem aproveitar este momento para estimular o voto em candidatos comprometidos com a classe trabalhadora. O presidente licenciado da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), que estava presente levando apoio aos sindicalistas, não se manifestou. Comércio - Em seguida, os manifestantes se dirigiram à Fecomercio, na Bela Vista, região central da Capital, onde outra comissão de sindicalistas liderada pelos presidentes da UGT e da Fecomerciários (Federação dos Comerciários), Ricardo Patah e Luiz Carlos Motta, respectivamente, entregaram a pauta da campanha salarial dos comerciários. O destaque das reivindicações, além do aumento real, é o fim do banco de horas e pagamento de PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados). Os sindicalistas decidiram que a campanha salarial deste segundo semestre, que reúne mais de 2 milhões de trabalhadores do comércio, indústria e serviços, será unitária. Nas manifestações desta manhã, os dirigentes prometeram atuar conjuntamente nas negociações de cada categoria – de forma que, se em alguma delas precisar fazer greve, haverá o apoio das demais. Mais informações:
Orçamento do Fundo de Garantia chega
Os recursos destinados à habitação serão aplicados nos programas de Carta de Crédito Individual, Carta de Crédito Associativo e Apoio à Produção de Habitações. De acordo com a Caixa Econômica Federal, que administra os recursos do FGTS, o dinheiro permitirá o financiamento de mais 75 mil moradias em todo o País. Os R$ 3 bilhões restantes beneficiarão o programa Pró-Transporte, no âmbito do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão destinados recursos para financiar investimentos no transporte urbano, pavimentação e recapeamento, drenagem de águas pluviais e saneamento básico – na construção de redes de água e esgoto. Inclusão - “Os recursos vão melhorar as condições de mobilidade, acessibilidade e salubridade da população de baixa renda, principalmente em áreas deficitárias, como as favelas”, ressalta o ministro Carlos Lupi (Trabalho). O programa Pró-Transporte tem suas ações voltadas à inclusão social, mobilidade urbana e acessibilidade. Mais informações:
Câmera Aberta Lideranças sindicais femininas das seis Centrais entregaram à candidata Dilma Rousseff, dia 17, a “Plataforma das Mulheres Trabalhadoras para as Eleições de 2010”. Para falar sobre essa iniciativa e o conteúdo deste documento, o Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 25, convidou Maria Auxiliadora dos Santos, da Força Sindical; Luzinety Silva, da CTB; Maria Pimentel, da CGTB; e Deise Recoaro da CUT.
Nova TV dos Trabalhadores já está no ar A estreia da primeira emissora de televisão outorgada aos trabalhadores, na segunda-feira (23), em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista, teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, prefeitos, parlamentares, dirigentes sindicais, empresários e 1.700 trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mantenedor da fundação que será gestora da televisão. O Sindicato recebeu a outorga da TV em outubro de 2009, após 23 anos de luta e do primeiro pedido oficial feito ao Ministério das Comunicações e intermediado pelo então deputado constituinte Lula. “A partir de segunda-feira, para se informar ou se divertir, os trabalhadores não dependem mais exclusivamente das emissoras mantidas por grandes grupos econômicos. A sociedade passa a dispor de outros ângulos de visão sobre a realidade brasileira e a conhecer opiniões alternativas sobre os seus problemas e soluções”, ressaltou o presidente da República. Sintonize - O sinal da emissora, que irá ao ar pelo canal 46 UHF, também estará em 27 canais comunitários (a cabo) da Grande São Paulo e em mais de 240 pontos de abrangência da Rede NGT em todo o País. A programação será transmitida simultaneamente pela TV Web do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (www.smabc.org.br). A TVT terá diariamente uma hora e meia de programação própria. Mais informações:
UGT-CE promove encontro de pescadores A regional da UGT no Estado do Ceará realizará, dias 25 e 26 de agosto, o 1º Encontro Norte/Nordeste dos Pescadores e Pescadoras do Ceará. O evento, na Colônia Ecológica do Sesc na praia Iparaná, no município de Caucaia, tem o objetivo de debater e definir uma política nacional da Central para o setor da pesca, bem como oportunizar às colônias de pescadores a possibilidade de regularização e reconhecimento sindical. Os debates terão a participação de representante dos ministérios do Trabalho e Emprego; da Pesca e Agricultura; além de órgãos como o Sebrae, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário e o Banco do Nordeste, além de lideranças sindicais, que também farão palestras sobre o tema. Concomitantemente será realizada a 2º Plenária da UGT-Ceará. Mais informações:
Construção civil vive “epidemia” de acidentes em Pernambuco
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Estado, o incremento da construção civil no Brasil tem que ser acompanhado pelo cumprimento das normas de segurança, pois de 50 vistorias feitas em parceria com o ministério do Trabalho foram constatadas “graves irregularidades em metade delas”. A promotora Débora Tito conta que o despreparo em relação às normas de segurança vem de todas as categorias profissionais que trabalham na construção civil. “Vimos engenheiros perguntando quais eram as normas de segurança. Isso mostra que o esclarecimento deve ser para todos”, afirma. Segundo ela, a falta de segurança é maior em relação à queda de lugares altos – como andaimes e lajes, mas também foram constatadas falhas relativas a riscos de choque elétrico e também de desabamentos. Mais informações:
INSS começa a pagar primeira parcela do 13º salário O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa, nesta quarta-feira (25), a fazer o pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário para 23,6 milhões de beneficiários. Os primeiros a receber são os que ganham até um salário mínimo e têm cartão com final 1. Os pagamentos ocorrem até 8 de setembro. A primeira parcela, de 50% do valor do 13º, representa uma injeção extra na economia de R$ 9 bilhões nos meses de agosto e setembro. A primeira vez em que o INSS pagou antecipadamente os aposentados foi em 2006. O pagamento fez parte de acordo entre o governo do presidente Lula e as entidades representativas de aposentados e pensionistas. Mais informações:
Desemprego no País recua para 12,4% em julho A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4% em julho, ante 12,7% no mês anterior, segundo o Dieese. Em julho de 2009, a taxa havia sido de 14,8%. O contingente de desempregados nas sete regiões metropolitanas pesquisadas foi estimado em 2,729 milhões de pessoas, 66 mil a menos do que em junho. O índice também caiu em São Paulo, passando de 12,9% para 12,6%. |
Por Marcos Coimbra Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las. Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos. Isso acontece em todas as áreas em que são usadas. Nos estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre? Na aplicação das pesquisas na política, temos o mesmo. Ainda mais nas eleições, onde o tempo corre depressa. Não dá para reparar os erros a que elas conduzem. Pense-se o que seria a formulação de uma estratégia de campanha baseada em pesquisas de qualidade duvidosa. Por mais competente que fosse o candidato, por melhores que fossem suas propostas, uma candidatura mal posicionada não iria a lugar nenhum. Com a comunicação é igual. Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor. E na imprensa? Nela, talvez mais que em qualquer outra área, essas pesquisas são danosas. Ao endossá-las, os veículos ficam em posição delicada. Neste fim de semana, a Folha de S.Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: “Dilma dispara...”. “Dispara...”, “afunda...” são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas. Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma “disparada”? Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse 9 pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores? O jornal explicou a “disparada” com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses 9 pontos pelo “efeito televisão”. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a “disparada” e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma “disparada”. É impossível explicar a “disparada” pela simples razão de que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão. Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis. O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o País que somos e o eleitorado que temos. Ao afirmar que houve uma “disparada”, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar. Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão. Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins. Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi |
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