Em clima de tensão, Centrais Sindicais e confederações patronais começaram a debater às 10h30 de hoje (25), no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Com mais de uma hora de atraso, os trabalhos foram abertos pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP). Como estão presentes mais de 300 representantes sindicais, e outra centena representando os empresários, tiveram acesso ao plenário somente os presidentes dos Sindicatos filiados às Centrais Sindicais. Os demais ficaram no saguão, assistindo os debates por um telão. Estima-se que cerca de 1.500 sindicalistas se deslocaram a Brasília. Comitivas de todo o País se encontram no plenário da Câmara ou nos corredores. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, por exemplo, viajou com comitiva de 35 pessoas. Lupi - O Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi um dos oradores. Ele defendeu a redução da jornada e apresentou números mostrando que o impacto econômico das 40 horas é baixo para as empresas. O ministro também destacou os altos ganhos de produtividade das empresas nos últimos anos. Diap - O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar está acompanhando os debates na Câmara e deve, no final da tarde, colocar em seu site o resumo dos discursos: www.diap.org.br.
Nova regra do INSS pode elevar Uma nova forma de a Previdência Social calcular o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez pode elevar esses benefícios. A modificação foi publicada no Diário Oficial da União em 19 de agosto e a nova regra vale para os benefícios concedidos a partir de 20 de agosto. Mais informações:
Pesquisa sobre emprego nos bancos é A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgam nesta terça-feira, 25, pela manhã, em entrevista coletiva na sede da Contraf-CUT, pesquisa sobre emprego e desemprego nos bancos que operam em todo o País no primeiro semestre de 2009. Mais informações:
Eleição na Unafisco e a questão Lina O mundo sindical tem suas complexidades e contradições. A eleição na Unafisco Sindical, que é o Sindicato Nacional dos Agentes Fiscais da Receita Federal, acaba de realizar eleição nacional, com vitória ampla da Chapa 1 (“Opinião e Unidade”, independente de Centrais) sobre a chapa 2 (“Construção Sindical”).
Múltis brasileiras repatriam capital Só em junho, entraram de volta no Brasil US$ 3,7 bilhões. Esse dinheiro, que havia sido remetido pelas matrizes nacionais às suas unidades no Exterior, está fazendo o caminho de volta, basicamente, por duas razões: 1) retração econômica naqueles países; 2) aumento das oportunidades de investimentos no Brasil. Boa parte das empresas donas desse dinheiro atuam nos setores de petróleo, extração mineral e construção civil. |
Comecei no movimento sindical antes de 1988. Naquela época, o Ministério ainda podia intervir em Sindicatos, mantendo uma ameaça constante sobre as entidades. Com a Constituição de 1988, o governo perdeu esse poder, pois o sindicalismo passou a ter autonomia perante o Estado. Essa foi, sem dúvida, uma grande conquista para os trabalhadores brasileiros. Com a reconquista da democracia, o Ministério do Trabalho adquiriu mais importância. Mesmo no governo Collor de Melo, que pouca ligação tinha com o sindicalismo, o ministro do Trabalho foi um trabalhador, o companheiro Rogério Magri, hoje consultor da Força Sindical. Nos anos FHC, o Ministério manteve pouco diálogo com o sindicalismo. Mas isso mudou com a eleição de Lula e principalmente após a nomeação de Carlos Lupi, que tem sido um ministro sensível às reivindicações trabalhistas e está sempre aberto ao entendimento. No atual governo, a estrutura do Ministério do Trabalho foi modernizada e adquiriu maior dinamismo. Vale lembrar que a ex-DRT, quando comandada pelo sindicalista Guiba, criou os conselhos sindicais, dando ao sindicalismo poder de decisão. Os demais delegados (hoje superintendentes) vêm tratando com respeito o movimento sindical e agilizando serviços. Atualmente, o registro de entidades no Ministério é feito com regras claras e quando há controvérsias as partes são chamadas a expor suas posições. Para isso, tem ajudado muito o companheiro Luiz Antonio de Medeiros, que levou para Secretaria das Relações do Trabalho sua vasta experiência sindical e parlamentar. Quero ressaltar que o registro das nossas Convenções Coletivas tem sido feito com rapidez e mais confiabilidade, com a preocupação de manter as entidades sempre informadas, sem aquela antiga burocracia lenta e desgastante. Nosso Sindicato, por ser de base estadual, utiliza muito a Superintendência na Capital e as unidades do Interior. E o tratamento recebido é sempre respeitoso. Principalmente na unidade da Capital, que acompanho mais de perto, Quero dar o meu testemunho do empenho dos mediadores em resolver conflitos e aliviar os problemas dos trabalhadores. Mas nem tudo são flores. Aponto que o Ministério carece de agentes fiscais para fazer as inspeções solicitadas. Essa falta de pessoal atrasa a apuração de denúncias e acaba prejudicando o empregado. Por isso, seu eu pudesse fazer uma reivindicação ao ministro Carlos Lupi seria essa: contrate mais fiscais e ajude os trabalhadores brasileiros. João Passos Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores e Escolta Armada do Estado de São Paulo – www.sindforte.org.br |
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