Sessão especial do Senado celebra
trabalhadores do comércio

Foto: José Cruz

O Senado realizou sessão especial, na segunda-feira (24), para homenagear os comerciários de todo o País. A homenagem, que nasceu de um requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS), autor de projeto de lei que regulamenta a profissão, foi aberta pelo 3º secretário da Casa, senador Mão Santa (PSC-PI), em clima de confraternização. A Sessão Solene lembrou o Dia do Comerciário, celebrado em 30 de outubro.

O senador Mão Santa prestou uma homenagem aos participantes do 3º Congresso Nacional da categoria, que ocorre até a próxima quarta-feira (26), em Brasília. Ele destacou que a atividade do setor representa um termômetro do nível de crescimento da renda da população. “É fácil perceber a importância estratégica do segmento na qualidade do desenvolvimento econômico e social”, disse.

“O mês de maio de 2010 será marcado pelo reajuste dos aposentados e o fim do fator (previdenciário) que penaliza os homens, mas sobretudo as mulheres, no cálculo de suas aposentadorias. Também será, em maio ou junho de 2010, que aprovaremos o PLS 115 regulamentando a profissão de comerciário”, afirmou o senador Paulo Paim.

Festa - A sessão terminou com uma calorosa salva de palmas aos comerciários presentes, como representantes de todos os trabalhadores brasileiros.

Fonte: Agência Senado
www.senado.gov.br

Federação dos metalúrgicos realiza
seminário de Formação em Tatuí

A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo reúne, em Tatuí-SP, nos dias 26 e 27 de maio, dirigentes sindicais das bases de Jundiaí, Piracicaba, Santa Bárbara D’Oeste, Cerquilho, Laranjal Paulista, Botucatu e Tatuí, para o 2º Seminário para a Formação de Dirigentes Sindicais para a Campanha Salarial.

O evento faz parte de um calendário de seminários regionais, que serão realizados com a participação de dirigentes sindicais que trabalham no chão de fábrica. “A idéia é reforçar ainda mais os laços entre os dirigentes de base e aqueles que estão desligados na direção do Sindicato, no sentido de fortalecer as ações para a próxima campanha salarial”, afirma Claudio Magrão, presidente da Federação.

Data-base - Os cursos, além de proporcionarem maior unidade na mobilização dos Sindicatos, fazem parte de uma série de ações da Federação no sentido de fortalecer cada vez mais a busca de mais conquistas no período de negociação na data-base.

Confira os próximos seminários:

Centrais na reta final da Conferência de 1º de junho

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB entram na reta final dos preparativos da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, dia 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, que aprovará uma plataforma dos trabalhadores a ser entregue aos candidatos à presidência da República. O esboço do documento contém mais de 270 diretrizes.

A expectativa é de que a “Agenda da classe trabalhadora”, que está sendo discutido nas bases, seja aprovada por dezenas de milhares de sindicalistas e ativistas. “É um documento forte, de posicionamento político. Mas sem declaração ou manifestação de apoio a qualquer candidato. As diretrizes serão discutidas e devem ser aprovadas por aclamação. São propostas vêm da base”, ressalta o secretário-geral da Força Sindical, José Carlos Gonçalves (Juruna).

Pauta - O documento é dividido em seis eixos e propões uma participação maior dos trabalhadores em diversas esferas de governo, como nas agências reguladoras, nas empresas estatais, no Conselho Monetário Nacional (CMN) e no Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxas de juros básica.

Entre os pontos, estão a descriminalização do aborto e revogação de atos que criminalizam”"movimentos sociais e de luta pela terra. “Esse é um dos principais pontos, que une a agenda com a plataforma da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que faz sua própria assembleia dia 31”, afirma Antonio Carlos Spis, da CUT.

Fonte: Diap
www.diap.org.br

Trabalhadores aprovam acordo que reduz
jornada para 36 horas na BASF

Os trabalhadores da BASF Demarchi, em São Bernardo do Campo, aprovaram em assembleia na segunda-feira (24), a redução de jornada de 42 horas semanais para 36h27. Com esse acordo, a maioria dos cerca de 1.300 trabalhadores da produção passam a trabalhar no sistema 6x3, que vai gerar mais 100 postos de trabalho.

O acordo inclui os setores Fábrica 1 e Suvinil, incluindo produção, laboratório e logística, que se juntarão com os da Resina e da Segurança Patrimonial que já conquistaram a redução de jornada.

“Hoje os trabalhadores na BASF comemoram mais um grande vitória, uma vitória histórica de redução de jornada. O que significa uma vida com mais qualidade para todos e representa o justo retorno da produtividade acumulada pela empresa nos últimos”, afirma Fábio Lins, diretor da Confederação Nacional dos Químicos, ligada à CUT e trabalhador na BASF Demarchi.

Participação - Na mesma assembleia, os trabalhadores aprovaram o novo acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2010 cujo valor, se atingidas as metas, pode pagar a 3,8 salários para cada trabalhador.

Mais informações:
www.quimicosabc.org.br

Trabalhador da Brafer no Paraná dobra PLR

Após greve de seis dias, encerrada segunda (24), os metalúrgicos da Brafer (Paraná) conseguiram dobrar o valor da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) de 2010. A mobilização dos trabalhadores começou dia 11 de maio, quando eles recusaram a primeira proposta da empresa, com valor total de R$ 1.800.00.

A Participação subiu dos R$ 1.500,00, de 2009, para R$ 3.000,00, caso sejam atingidas 100% das metas. Em caso de superação, o valor pode chegar a R$ 3.500,00, ou seja, reajuste de 133%. A primeira parcela fixa de R$ 1.800,00 será paga no final de junho e a segunda variável em janeiro de 2011. A empresa também se comprometeu em não descontar os dias parados.

Liderança - De acordo com as lideranças sindicais a luta dos metalúrgicos da empresa situada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, já é referência para a categoria. A Brafer tem cerca de 900 funcionários e atende grandes empresas como CSN (Companhia Siderúrgica Nacional do Paraná) e Petrobrás.

Mais informações:
www.simec.org.br

O fator 1º de Maio nas pesquisas

É uma manobra maliciosa do Datafolha atribuir a subida de Dilma na pesquisa apenas aos programas de rádio e TV do PT. Claro que Lula tem um tremendo peso. Mas entre a penúltima pesquisa e o 13 de maio, dia do programa petista, houve o 1º de Maio, com a presença de Dilma nos maiores atos do Dia do Trabalhador.

A ida de Dilma àqueles atos de massa colocou a candidata em contato direto com o povão, que sentiu ali, ao vivo e em cores, o apoio das principais Centrais e captou o recado de Lula a favor da candidata. O PSDB reclama? Ora, convoque sua base sindical e promova atos a favor de seu candidato. É legítimo e democrático!

Mais bancos nas favelas

O aumento da renda da Classe D está levando os bancos para as favelas. Vale registrar que pesquisa feita pelo Bradesco há dez anos já indicava que o pobre gostaria de ter conta-corrente e cartão de crédito.

A chegada de agências bancárias a favelas como Paraisópolis (SP) e complexo do Alemão (RJ) começam a disponibilizar serviços antes restritos a faixas sociais mais altas, como o cheque especial e o crédito pessoal

Projeto Arca das Letras no Brasil

O programa Arca das Letras implantou 7.460 bibliotecas rurais em todo o País, com dois milhões de livros distribuídos, beneficiando mais de 805 mil famílias do campo. As bibliotecas contribuem para melhorar os índices educacionais das comunidades e valorizar a cultura no meio rural. O acervo tem obras de literatura infantil, saúde, agricultura, meio ambiente e livros didáticos para pesquisa escolar.

 


Flávio Aguiar é correspondente internacional da agência Carta Maior em Berlim



Serra: vários pregos, sempre a mesma ferradura

Por Flávio Aguiar

O incômodo de Serra com uma entrevista de dois de seus agentes econômicos revelando como a coligação tuco-dema vai ferrar o Brasil, impondo-lhe uma recessão como a que o FMI e UE agora fazem cair sobre a Grécia é muito expressivo.

Mas não só do passa-moleque que se está preparando para o eleitor. É claro que a função do candidato, nessa altura, fica sendo mais a de espalhar uma cortina de cinzas sobre o verdadeiro Cavalo de Tróia que querem por de volta na economia brasileira, além do freio nos dentes do povão brasileiro – essa eterna “fonte de inflação” para os economistas desse grupo.

Também fica evidente que o teor programático das intervenções do candidato é não ter teor algum. Serra não pode expor o “verdadeiro” programa que se trama no seu bastidor, ou até nas suas costas. Então suas frases e intervenções ficam assim como desossadas, sem esqueleto que as sustente, como uma geléia exposta ao sol e sem prato que a sustente pelas laterais.

O candidato vai a Minas e desqualifica o Mercosul. Diante da grita dos nossos vizinhos, mais a que certamente ouviu de alguns empresários de seu apoio, apressa-se a correr para a Folha de S.Paulo para dizer que pretende “flexibilizar” o Mercosul para permitir mais acordos bilaterais. Quer dizer: diz e não diz, sofisma, tergiversa, quer convencer os ouvintes/leitores que vinho, vinagre, e ainda água e azeite são a mesma coisa.

Depois vai a um “programa policial” e anuncia que vai criar um Ministério da Segurança. A declaração – estapafúrdia em si – provoca mal-estar em suas hostes, pois vêm nisso um estado a inchar. Ele vai logo corrigindo, dizendo que em contrapartida vai fechar a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Bom, há algum sentido nisso, porque para a visão tuco-dema o Brasil não precisa de uma SAE. Já temos o Departamento de Estado em Washington, o FMI, o Banco Mundial e os Chicago Boys para nos orientar, para que mais? Além disso, o que a coligação tuco-dema talvez queira fechar mesmo são as bocas dos ministros Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães.

Mas a única comparação numérica que se pode fazer entre as duas entidades citadas, uma projetada e a outra existente, é a da quantidade de letras que compõem os seus nomes. Agora já não se trata de introduzir um Cavalo de Tróia, mas um Elefante Branco. É algo como dizer: “eu vou construir um novo edifício de dez pisos na Esplanada dos Ministérios, com trinta escritórios por andar, mais o bar, o restaurante, o cafezinho, a segurança, e ainda o anexo que sem dúvida virá depois, criando uma certa confusão redundante com o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Secretaria de Assuntos Penitenciários, talvez o Ministério da Defesa também. Em contrapartida, vou fechar esses três andares no Bloco O da mesma Esplanada, onde funciona a SAE, e redirecionar seus funcionários não sei bem para onde ainda, mas isso se arranjará”.

Quer dizer, sem plano consistente ou inconsistente que seja, a que se referir como horizonte ou moldura, a fala do candidato fica ao sabor da sua circunstância. Está certo que Ortega y Gasset nos disse que “o homem é o homem e suas circunstâncias”. Mas nos disse também que “o que não é destino é frivolidade”. Sem destino manifesto, a fala do candidato fica dispersa em sua circunstância, como a biruta dos aeroportos, ao sabor dos ventos. E quem nasceu para biruta de aeroporto jamais chegará a galo de campanário.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da agência Carta Maior em Berlim