A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entregou ao presidente Lula, na quarta-feira (24), a pauta de reivindicações do Grito da Terra Brasil 2010, que enumera um conjunto de ações voltadas para o aumento da renda dos agricultores familiares, melhoria das políticas públicas do setor e melhor qualidade de vida aos produtores rurais. A pauta, que contém 223 itens, aborda as demandas levantadas pela entidade junto aos trabalhadores do campo no que diz respeito à implementação de uma política agrícola para o setor; cuidados com o meio ambiente; programas de geração de renda e combate à informalidade de assalariados e assalariadas; adoção de políticas sociais no campo; atenção aos jovens, mulheres e à Terceira Idade; e formação e organização sindical no meio rural. Grito - A Contag pretende reunir em Brasília, dia 12 de maio, cerca de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais de todo o País para a edição 2010 do Grito da Terra, o dobro do número de manifestantes que compareceu ao ato no ano passado. Mais informações:
Delegados de polícia estão em greve A greve dos delegados de polícia no Estado de São Paulo, iniciada terça-feira (23), segue com os profissionais realizando uma operação padrão, que tem como objetivo expor à sociedade as limitações na estrutura de funcionamento da instituição. Os delegados estão exercendo suas funções sem concessões, adotando os procedimentos sugeridos numa cartilha. Segundo a presidente da Associação dos Delegados de Polícia doEstado de São Paulo (Adpesp), Marilda Pansonato Pinheiro, o início do movimento decorre do não atendimento às reivindicações da categoria por parte do governo estadual. A entidade reivindica a aprovação do projeto de reestruturação das carreiras da Polícia Civil. O objetivo da greve pressionar o governador José Serra (PSDB), para que o Projeto de Reestruturação da Polícia Civil seja sancionado. A Associação nõ descarta a possibilidade de paralisação total da categoria. Os delegados estão em assembleia permanente desde o dia 10 de março, quando foi entregue ao governo documento com as reivindicações da categoria. Intolerância - “Caso tenhamos de adotar a paralisação total como forma de reivindicação, o responsável será o governador. Está nas mãos dele. O projeto é uma promessa desde a greve de 2008 e já foi amplamente discutido entre a categoria e a Secretaria de Segurança Pública. Não entendemos essa intransigência”, destaca Marilda Pinheiro. Mais informações:
Greve contra o governo mobiliza milhares de franceses
Segundo a CGT, maior central sindical do país, mais de 800 mil pessoas participaram em cerca de 180 manifestações que ocorreram em toda a França. Em Paris, uma passeata reuniu 30 mil pessoas, que levavam à frente da multidão uma grande faixa com a frase “Juntos, vamos agir pelo emprego, pelos salários, pelas condições de trabalho e pelas aposentadorias”. Derrota - As centrais e sindicatos franceses se opõem ao programa de reformas do presidente Nicolas Sarkozy, que prevê aumentar a data de aposentadoria de 60 para 62 anos de idade. A greve aconteceu dois dias após a derrota do partido governista nas eleições regionais. A oposição de esquerda derrotou o bloco do governo por 54% a 36% e o resultado foi considerado um veredicto da atuação do presidente Sarkozy. Fonte: BBC Brasil
Diap lança livro nesta sexta (26) sobre
O livro “Por dentro do governo: como funciona a máquina pública” faz uma radiografia do governo brasileiro, mostrando seus instrumentos e mecanismos de atuação. O autor também explica os mecanismos de funcionamento do Congresso Nacional e a tramitação das proposições na Câmara e Senado. O lançamento será na Livraria Cultura (SGVC Sul, Lote 22, Casa Park Shopping), às 19h30. Mais informações:
Afif é vice problema Geraldo Alckmin merece um vice melhor. Pelo menos no campo sindical, Guilherme Afif agrega zero. Aliás, zero é sua marca como deputado Constituinte, quando votou contra todas as matérias de interesse dos trabalhadores e recebeu nota zero do respeitado Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Mais recentemente, ao tirar o Ceret (Centro Educativo Recreativo e Esportivo do Trabalhador) dos Sindicatos, passando-o para a Prefeitura e fazendo a alegria da especulação imobiliária, Afif ampliou o número de adversários no meio sindical.
Força lança campanha do 1º de Maio na terça (30) A Força Sindical fará, na próxima terça-feira (30), o lançamento oficial da campanha de mobilização para a festa do Dia do Trabalho – celebrado dia 1º de maio, que este será realizada em conjunto com a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). A festa, que ocorre tradicionalmente na Praça Campo de Bagatelle, em Santana, na Zona Norte da capital paulista, terá como tema “Reduzir a jornada e ampliar direitos”. INSS começa pagamento da folha de março O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta quinta (25) o pagamento do salário de aposentados e pensionistas que ganham até um salário mínimo e têm cartão com final 1, desconsiderando-se o dígito. O pagamento vai até o dia 8 de abril. Para os que ganham acima do Piso, o benefício sai a partir do dia 1º de abril. A data vale também para os cartões com finais 1 e 6. Informações www.previdencia.gov.br |
Pobre burguesia brasileira Por João Guilherme V.Netto O jornal Valor Econômico do dia 22 de março publicou uma grande reportagem de Sergio Lamucci e Samantha Maia sobre o “lobby industrial” com a lista dos presidentes das federações da indústria dos Estados e da Confederação Nacional da Indústria. É a primeira vez que o quadro completo destas lideranças fica consolidado em uma apresentação única, destacando-se as opiniões e reivindicações dos dirigentes do setor. O jornal informa, também, que “a redução da jornada para 40 horas é o foco de preocupação”. É aí que a porca torce o rabo. Todas as direções empresariais, envolvidas em uma cortina de fumaça ideológica e regressiva, combatem a redução da jornada – nenhuma delas percebendo o alcance pró-cíclico de tal redução na marcha atual da economia. Onde estão – se é que existem hoje – os Severo Gomes e os Dílson Funaro? Os senhores da indústria, emprenhados pelo ouvido, como a virgem Maria dos evangelhos apócrifos, têm conseguido expressar opiniões que passam longe da realidade vivida (até mesmo das reduções já existentes e negociadas) e se encantam com as desorientações dos escribas de aluguel, falsos ideólogos (redundância necessária) que têm, como o Chacrinha, mais confundido que esclarecido. Desde que a campanha sindical pela redução tomou corpo nas empresas e no Congresso Nacional, houve quatro grandes fases dos argumentos esgrimidos pelo empresariado. Em um primeiro momento, a redução afetaria a competitividade externa da economia brasileira. O reconhecimento do papel estratégico do mercado interno na superação da crise anulou essa argumentação. Depois, foi mencionado o efeito desorganizador da redução, em especial para as pequenas e médias empresas. A alta produtividade e a alternativa possível de reduções graduais no tempo esvaziaram este argumento. Foi então convocado o velho chavão do choque entre o legislado e o negociado: reduções seriam bem-vindas, se fossem negociadas. Mas, na vida real, a negação ideológica da redução faz com que as negociações propostas não sejam aceitas. E, finalmente, quando cresceu no Congresso a pressão pelo voto, foi inventado o argumento do “caráter eleitoreiro” da campanha, como se a economia, a justiça social e o progresso tivessem que ser penalizados pelo calendário. Em todas as quatro fases assacou-se despudoradamente o absurdo de que a redução da jornada aumentaria o desemprego. A pobreza teórica dos dirigentes patronais os faz esquecer que, em vários assuntos, os seus interesses foram também defendidos pelos dirigentes sindicais que compreenderam o alcance das propostas; como resultado deste casamento virtuoso, vieram as vitórias na luta contra os juros altos e os spreads bancários, a eliminação temporária do IPI em vários setores, na correção da tabela do imposto de renda e a taxação emergencial do aço chinês. A timidez do setor industrial fez com que a vitória no reajuste do salário mínimo fosse vitória exclusiva do movimento sindical e do presidente Lula, com efeito benéfico para todos. Os empresários agiriam com mais sabedoria se, abandonando a falsa orientação agressiva contra a redução e superada a passividade que revelaram na luta pelo reajuste do mínimo, passassem a defender em seu próprio interesse a redução constitucional da jornada. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores
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